quinta-feira, setembro 09, 2004

Meus dez jogos de videogame favoritos



E hoje é o dia da quarta lista de comemoração do Han! O convidado de hoje é o queridíssimo Fábio Gerônimo, meu ex-parceiro de Puxa Cachorra e dono do blog Muralhas de Tróia (que você tem que ler AGORA). Conheci o Fábio na faculdade, ele era meu veterano e nos demos bem imediatamente por conta da paixão compartilhada por cultura nerd, animes, tokusatsus e - principalmente - videogames. Nossa, quantas aulas perdemos na cantina conversando sobre essas coisa... bom, melhor nem pensar nisso. Pedi a ele que escrevesse então uma lista sobre games, os favoritos dele e ele produziu esse guia, leia e diga se concorda ou não com as escolhas.

Crono desmaiou quando soube que não entraria na lista

Foi difícil deixar algo de fora... fiz um cruzamento entre “importância histórica e cultural” na minha vida e “quantidade de vezes que joguei”, pensei em critérios, em séries que mais me marcaram, tipos de jogos que mais jogo e, mesmo assim, eu tive que deixar maravilhas de fora (perdão Chrono Trigger, perdão). Uma lista dessas nunca é definitiva, Mas acho que ela é o que mais próximo chego de um top 10.

10. Soul Edge/Blade (PSX)

E antes de Soul Calibur, existia Soul Edge! Muitos outros jogos da série poderiam entrar aqui, mas a mera lembrança daquela sequência de abertura já traz à memória o porquê até hoje eu sou fã dessa série. Eu ainda recito, a plenos pulmões, e me arrepio quando ouço o locutor dizer “Transcending History and the World; A Tale of Souls & Swords Eternally Retold”!



09. The King of Fighters 97 (Arcade/PSX)

Eu gosto de (quase) toda a série, mas esse jogo era aquele em que eu dominei todos os movimentos (até do Goro Daimon!), que eu jogava no fliperama e batia até naqueles moleques que só usavam o Iori. Aliás, eu me orgulho até hoje de dar Perfect na galera com o meu time clássico: Ryuji Yamazaki, Ralf e Kim Kaphwan. Sim, eu jogava com o Yamazaki e, posso dizer, bem pacas.



08. Paciência (qualquer aparelho que tenha)

Eu jogo mais Paciência que qualquer coisa nessa lista. É o primeiro e o único aplicativo instalado no meu celular pelo qual eu paguei assim que comprei. Eu ainda jogo ele nos intervalos, num PC que é capaz de rodar Crysis 3. Sem mais.



07. Donkey Kong Country 2 (SNES)

Eu poderia colocar todos os três jogos do Super Nintendo na lista, mas coloquei este especificamente pois, dos três, é o meu favorito. Zerei tudo, DKs, mundo secreto, etc. Mais de uma vez... aliás, acho que mais de umas 10 vezes.



06. Kirby Super Star (SNES)

Kirby é uma bola rosa, fofa e que engole outros seres para absorver seus poderes e defende o mundo dos sonhos do mal. Se alguém duvidar da sua masculinidade ou te chamar de crianção por jogar Kirby, pode agredir a pessoa, está na constituição.



05. Street Fighter 2 (Arcade)

Eu devia ter uns 6 anos quando aprendi a associar um movimento em um controle com um golpe com esse jogo, o clássico, num fliperama na rodoviária de Itapetininga. Lá eu escolhi pela primeira vez o loirão americano de cabelo engraçado, e descobri que se eu segurasse a alavanca para trás e depois a colocasse para frente e apertasse qualquer um dos três botões de cima, ele soltava um poderoso “Alec Ful”. Até hoje, ele é meu personagem favorito na série, e até hoje os jogos de luta são meu gênero favorito por conta desse momento.



04. Super Metroid (SNES)

Super Metroid é um jogo perfeito. Sem qualquer diálogo, exceto a introdução, o jogo contava uma narrativa que até hoje é modelo para qualquer, QUALQUER jogo de sci-fi e exploração. O clima, a trilha sonora e o final surpreendente me fazem posicioná-lo à frente de jogos que eu joguei mais, porque Super Metroid ainda hoje é sinônimo de perfeição.
A abertura, só pra convencer quem não jogou a jogar:



03. Super Mario RPG (SNES)

Eu tenho vários motivos para esse jogo aparecer aqui, mas eu vou dizer apenas um: para poder prosseguir nele e assimilar elementos da história, eu comecei a estudar mais inglês. Eu considero que meu conhecimento da língua inglesa, ferramenta de trabalho hoje em dia, é muito culpa da minha vontade de zerar esse game. E, claro, tem aquela batalha de em torno de duas horas contra o Culex – que, com seus cristais, somava 12.396 de vida –, sem itens, com todos mortos, usando apenas o Mario com a Lazy Shell tirando entre 1 a 60 pontos de vida dele por ataque. Nada foi mais heroico em toda minha vida de gamer que isso.



02. Metal Gear Solid (PSX)

Quando eu comprei meu Playstation, ele ainda era aquele de canhão zoado que tinha que virar de ponta cabeça o videogame. Ele veio com um CD de demos de jogos, dos quais o que eu mais joguei era justamente o demo de MGS. Eu joguei mais esse demo que praticamente todos os jogos dessa lista, à exceção de Paciência. E até hoje, Psycho Mantis é o melhor chefe já criado para qualquer jogo de vídeo game. QUALQUER UM.



01. Red Dead Redemption (XBOX360)

Esse é o único jogo dessa lista que faz parte dessa geração de consoles mais recente, além de ser o único posterior aos anos 2000. Isso diz muito sobre essa geração, mas a aparição dele aqui diz muito mais sobre o jogo em si. Eu já me emocionei com filmes, de chorar como uma criança. O único, único jogo cujo final me emocionou a um ponto similar foi esse. Quando John Marston abre as portas do celeiro... bem, eu não vou dar spoiler, mas é algo que se aproxima muito do que os gregos chamavam de catarse. Eu já era fã de faroeste, já gostava dos jogos estilo GTA, mas nada me preparou para os vários meses andando a cavalo na fronteira entre o México e os EUA, em busca de cumprir meus objetivos, jogando poker com bandidos, laçando cavalos e participando da revolução mexicana. Red Dead Redemption não é um game, é uma experiência de vida. Ele é um exemplo, ainda, de que não é necessário sacrificar gameplay para se contar uma boa história: todas as cenas importantes da história são jogáveis e suas decisões realmente influenciam o andamento do jogo. Ele é o jogo que me fez ter esperanças de que as coisas vão melhorar nessa geração. Todo ser humano gamer que gosta de uma boa história precisa jogar esse jogo.


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Boa a lista né? Difere muito do que seria uma lista minha, não direi aqui quais seriam meus escolhidos para não queimar pauta, mas só digo que Chrono Trigger não seria esquecido ;)


Um comentário:

Anônimo disse...

Cara, nunca me esqueço do dia em que ficamos conversando sobre metal gear solid por horas em uma festa na tia Lecker.

Não conhecia a série na época, até hoje nunca joguei nenhuma edição - com exceção de alguns minutos da versão o ps3 - acho que prefiro me ater à sua versão da história do snake.

Jericó