sábado, dezembro 15, 2007

Rosas

(02/04/04)

Eu vejo rosas,
flores belas,
tão redondas e
tão abertas,
pequenas,
branca fixação.
Nunca vi uma rosa nua,
se abrindo em botão.
Clara Rosa. Bela. Linda.
Tão alva. Tão cruel.


*Mais um poema meu de alguns anos... gosto bastante, acho que acabou saindo melhor do que eu esperava... Eu já havia escrito dois poemas sobre rosas brancas, o que talvez deixeo título (que inventei agora) um tanto tolo....

terça-feira, dezembro 04, 2007

As Folhas

(de?/04/02 a 04/06/02)

Umas caem, outras ficam,
Algumas o vento leva,
Outras são cobertas pela terra,
Mas todas, todas secam.

Elas definham sob o pouco sol do outono,
O sol remanescente do verão
E são revolvidas pelo vento do inverno que virá.

Vai o outono, vem o inverno
E elas mudam com as mudanças de estação,
Viram humos, brotam da terra
E vibram com a possibilidade de mais uma primavera.


*Como da pra ver esse poema é de muito tempo... foi quando eu comecei a escrever poesia, quase nada daquela época se salva, eu diria que o único poema daquela época que eu publicaria sem mexer em nada é esse aqui mesmo... é interessante ver como a gente cresce e adquire gosto, quando fiz o poema acima, não gostei, e hoje acho bem interessante, e muitos dos que fiz na mesma época, eu adorava e hoje acho horrorosos...

quarta-feira, novembro 21, 2007

Pequeno Aforismo

Seriam sinceras as mâgoas de alguém que pouco se deixou magoar?

* É óbvio que me faltam idéias... mas espero retomá-las. Em tempo, eu acho que apesar de meio romântica essa pergunta é bem cabível.

domingo, novembro 04, 2007

Alias,

alias, devo te dizer,
que devo a você
muitas explicações.

alias, devo te querer,
pra querer dizer-
te o alvo de minhas paixões.

alias, devo te amar,
pra você tentar
sempre me repelir.

alias, devo te louvar,
pra você me amar
sem nem mesmo sentir.

*escrevi esse poema semana passada... preciso aumentá-lo, pois como costumo dizer, somos uma geração de escritores preguiçosos...

segunda-feira, outubro 08, 2007

No meio

No
......meio da rua
No
......meio da vida
Neste meio,
Ou em outro qualquer,
Estes teus olhos,
Esta tua face,
Este teu corpo,
Nada é tão belo,
No
......meio da vida
No
......meio da rua,
Em meio algum.

*Escrevi esse poema em algum ponto de 2006..não me lembro quando, na verdade achei ele em uma agenda minha...nem lembrava mais...hahahaha...minha memória é algo bem falho! Mas li de novo e acabei gostando, por isso coloquei aqui.

quarta-feira, setembro 26, 2007

Amor, instante final

Contudo te ter sem nada é te ter
Sem te ter contudo.
Sem razão, sem culpa,
Sofrendo minha culpa sem razão.

Ninar teu sono, sem razão nenhuma,
Somente ninar.
Sem te ter,te ter,
Traído, desejo um desejo ou cem.

Angústia dos desejos mal vividos,
Verdadeira angústia.
Tola hemorragia,
Que me deixa tinta esta face tola.

Morrer sofrendo a dor de desejar,
Sem te ter, morrer.
Instante final,
Deste amor (mal) vivido em um instante.

* Publiquei este poema na segunda revista Centelha o ano passado e já tinha postado ele em um blog antigo(e natimorto, infelizmente). Foi o primeiro poema metrificado que fiz que deu certo, por isso é especial para mim.


terça-feira, setembro 18, 2007

terça-feira, setembro 11, 2007

Dolores

Quantas tardes Dolores,
Passei eu com tuas dores?
Quantas tardes perdidas,
Dolores, passei eu
curando tuas feridas?
Ah Dolores,
primaveras passaram,
Os passaros voaram,
em revoada,
E eu o que fiz Dolores?
Quanto tempo passei pensando que me amavas?
Ah Dolores, como te quis,
Tudo deixei, e tu te fostes,
tu me sangrastes Dolores,
aguçastes minha dor,
logo tu Dolores,
logo tu, meu amor?


*Escrevi esse poema em 2004, porém o computador pifou(sempre!) e perdi tudo, reescrevi logo depois, mais quem me conhece sabe que eu tenho a pior memória do mundo... só lembrava do título, que obviamente é alusório ao título do Romance Lolita de Vladimir Nabokov. Bom, voltando ao assunto, re-reescrevi o poema no final do ano passado e saiu isto aí. Deixem seus comentários!

terça-feira, agosto 28, 2007

Poema de amor tardio (de novo)

(22/08/07)
Sem teus olhos (a temática da minha vida),
sem eles eu estaria preso ainda
à reles caricaturas.
À faces sorridentes,
ou ainda, à faces sombrias,
tolices.
Eu vejo por tras dos teus olhos,
tão pálida e tão frágil,
insensível aos meus anseios,
doce e cruel,
torpe combinação.

Sem teus olhos (o sentido por tras das minhas palavras),
sem eles eu estaria ainda dormente,
alheio à todo esse cruel jogo de faces.
Faces sorridentes,
faces sombrias,
faces medonhas em meio a frases mentirosas.
Dilacera-me a alma
essa sua sutil negação.

Sem teus olhos (essas sensuais esferas dissimuladas),
sem eles eu estaria ainda coberto de razão.
Se foi a razão,
junto às faces sorridentes, sombrias ou medonhas.

Sem teus olhos (mentirosos),
sem eles eu talvez tivesse notado
as negações do seu corpo.

Sem teus olhos (chorosos),
sem eles talvez eu tivesse ainda lágrimas.


*Comecei a escrever esse poema logo apos o "poema de amor tardio", que já publiquei aqui, porém só havia feito os tres primeiros versos e travado. Só terminei semana passada... espero que esteja bom... e que alguém leia....

sexta-feira, agosto 17, 2007

Poemas minuto

Do Tempo do Onça

Falar do tempo do onça é do tempo do onça.

Coração paciente

Sorri teus lábios, e me espera, não tardo,
Venho logo e trago meu coração pro jantar.

Uma única face

Quando nasci não veio anjo nenhum,
O médico deu um tapa na minha bunda,
E eu chorei,
Estava aí o prenuncio da vida toda.


Dor

A dor punge
Sob o peso
Da impossível felicidade

*Estes são quatro poeminhas que eu li com um amigo meu (Thiago) em um sarau na FCL-Unesp Araraquara ano passado, o número, se é que posso chamar assim, chamava-se 30 poemas minuto em 5 minutos e tinha poemas do Thiago também, além de alguns poemas de autores conhecidos e tal...

quarta-feira, agosto 08, 2007

Catulo - Carmina LXXXV (tradução)

LXXXV

Odi et amo. quare id faciam, fortasse requiris.
nescio, sed fieri sentio et excrucior.

LXXXV

Odeio e amo. Por que faço isso? Perguntarás.
Não sei, apenas sinto e me crucio.

Trad. Arthur Malaspina


* Continuando o último post... esse poema foi bem mais simples de traduzir, fiz opção por um alexandrino e um decassílabo, para tentar equivaler o hexêmetro e o pentâmetro originais. Não sei se foi a melhor opção. Poderia ser feito com um decassílabo e um octasílabo, mas não consegui. Outra opção seria perder o dístico original e fazer uma quadra em redondilhas maiores rimadas... (alias...vou parar de por traduções, mas é que ultimamente estou bem pouco inspirado para escrever poemas...)

terça-feira, julho 31, 2007

Catulo - Carmina II (tradução)

II

Passer, deliciae meae puellae,
quicum ludere, quem in sinu tenere,
cui primum digitum dare appetenti
et acres solet incitare morsus
cum desiderio meo nitenti
carum nescioquid libet iocari,
credo, ut, cum gravis acquiescet ardor,
sit solaciolum sui doloris:
tecum ludere, sicut ipsa, posse
et tristes animi levare curas.



II

Pardal, que és o prazer de minha amada,
com quem brinca e entre as mãos ela segura,
para que dê o dedo as tuas volúpias,
e te incite as bicadas pontiagudas.
Quando a minha vontade reluzir -
a ela, que com prazer, não sei, faz rir,
e eu creio que console a sua dor
e depois descanse esse imenso ardor.
- Se como ela eu puder brincar contigo,
minha triste alma encontrará abrigo.

Trad. Arthur Malaspina

*Hoje resolvi fazer um post diferente, postei essa tradução que fiz do 2º poema de Catulo... tá meio confusa, mas espero melhorá-la com o tempo...

terça-feira, julho 24, 2007

Quatro Patacas

Bom...hoje me dou ao direito de não postar nenhum texto...

Na verdade é só pra comentar o meu 1º post no meu novo blog coletivo, o Quatro Patacas.... leaim lá o texto... depois publico algo aqui...


Abraços

quinta-feira, julho 12, 2007

Layout novo, poema nem tanto

Poeminha Sem Nome

Não era exatamente o que eu queria,
porque o que eu queria, não era exato.

Não perfazia uma eternidade o que sentia,
Na verdade, não perfazia nem um segundo.

Não era exatamente o que eu havia planejado,
apesar de planos serem sempre tão exatos.

(Meu plano era exato,
mas minha tolice,
era como toda tolice,
uma curva perigosa).

* Escrevi esse poema(não consegui ainda dar título!) no ano passado(2006)... na verdade eu queria dar continuidade, mas não me veio idéia, então...

** Ahh e muito obrigado Thiago (blog) pelo novo template do blog (deu trabalho né?)...

sexta-feira, junho 29, 2007

O que será a poesia - Parte II

Se ponho a mente,
falta o peito,
se ponho o peito,
falta a mente,
se vacilo, a mente inconstante,
o peito se precipita e se junta,
os dois, juntos,
sem ser um completo no outro,
sem que qualquer dos dois se sinta bem,
a catástrofe do texto é inevitável.
Não se junta, não dá liga,
um sentimento inconstante
soterra as idéias pela metade,
e pela metade,
um sentimento de falha precipita.

Dizeis: Se completo!
Ao que digo: A bem da verdade,
não o sou nem em mim mesmo.


*Hahahaha.....depois de quase um ano, eu volto a atualizar esse blog....juro que tento não parar mais...
Esse poema (obviamente) continua o outro de baixo... Gosto muito dele, o que não quer dizer nada.