quarta-feira, setembro 26, 2007

Amor, instante final

Contudo te ter sem nada é te ter
Sem te ter contudo.
Sem razão, sem culpa,
Sofrendo minha culpa sem razão.

Ninar teu sono, sem razão nenhuma,
Somente ninar.
Sem te ter,te ter,
Traído, desejo um desejo ou cem.

Angústia dos desejos mal vividos,
Verdadeira angústia.
Tola hemorragia,
Que me deixa tinta esta face tola.

Morrer sofrendo a dor de desejar,
Sem te ter, morrer.
Instante final,
Deste amor (mal) vivido em um instante.

* Publiquei este poema na segunda revista Centelha o ano passado e já tinha postado ele em um blog antigo(e natimorto, infelizmente). Foi o primeiro poema metrificado que fiz que deu certo, por isso é especial para mim.


terça-feira, setembro 18, 2007

terça-feira, setembro 11, 2007

Dolores

Quantas tardes Dolores,
Passei eu com tuas dores?
Quantas tardes perdidas,
Dolores, passei eu
curando tuas feridas?
Ah Dolores,
primaveras passaram,
Os passaros voaram,
em revoada,
E eu o que fiz Dolores?
Quanto tempo passei pensando que me amavas?
Ah Dolores, como te quis,
Tudo deixei, e tu te fostes,
tu me sangrastes Dolores,
aguçastes minha dor,
logo tu Dolores,
logo tu, meu amor?


*Escrevi esse poema em 2004, porém o computador pifou(sempre!) e perdi tudo, reescrevi logo depois, mais quem me conhece sabe que eu tenho a pior memória do mundo... só lembrava do título, que obviamente é alusório ao título do Romance Lolita de Vladimir Nabokov. Bom, voltando ao assunto, re-reescrevi o poema no final do ano passado e saiu isto aí. Deixem seus comentários!