segunda-feira, outubro 08, 2007

No meio

No
......meio da rua
No
......meio da vida
Neste meio,
Ou em outro qualquer,
Estes teus olhos,
Esta tua face,
Este teu corpo,
Nada é tão belo,
No
......meio da vida
No
......meio da rua,
Em meio algum.

*Escrevi esse poema em algum ponto de 2006..não me lembro quando, na verdade achei ele em uma agenda minha...nem lembrava mais...hahahaha...minha memória é algo bem falho! Mas li de novo e acabei gostando, por isso coloquei aqui.

2 comentários:

Thiago Augusto Corrêa disse...

Arthur, como você está me obrigando a comentar seu post, vou só escrever um monte de palavras sem significado, algo bem parecido com as poesias do mestre Veul.

Eu acho que você trabalhou bem o conceito diáletico do tudo pelo ser, presente no primeiro trecho de sua poesia, e em seguida, desconstruiu e foi exatamente oposto no elemento ser humano perante a fixação dos olhos.

Quase um explendor, eu diria!

Thiago Augusto Corrêa disse...

Você parte da mesma idéia de Drummond do meio. Embora você diga que não ache o poema da pedra legal, embora eu gostei.

E o no meio estar no meio do poema sempre, é obviamente proposital, imagino.