quinta-feira, outubro 30, 2008

Frase do Dia - Watchmen

"Quando se percebe que tudo é uma piada, ser O Comediante é a única coisa que faz sentido."

Fala do Comediante.




Watchmen deve ser a obra mais lúcida dos últimos 30 anos... espero realmente que o Snyder não foda com tudo no filme...

quinta-feira, outubro 23, 2008

Turma da Mônica Jovem (Em estilo mangá) 2



Depois de uma lamentável primeira edição, vemos uma considerável melhora neste novo projeto de Maurício de Souza. Alguns defeitos persistem, como a trama rocambolesca, no entanto os roteiristas parecem ter percebido esse defeito e não se levam tão a sério nessa edição, o que faz uma grande diferença. Algumas vezes as próprias personagens zoam os absurdos clichês utilizados, como na cena em que o Cebolinha (ops, Cebola!) ganha um +4 sobre a cabeça, como um personagem de video-game ambulante e o Cascão diz: "Rapá... Se existisse uma escala de tosqueira..." e o Cebolinha completa: "Eu sei! Essa seria campeã!"

A grande verdade é que o humor funciona muito bem nesta edição, usando bem o non-sense habitual das histórias tradicionais da turminha. O desenho também melhorou, e se ainda não é ideal, já não soa amador como na edição anterior. O que continua ruim é o roteiro, atropelado, raso e constrangedoramente clichê, o que puxa essa edição pra baixo, apesar das melhoras já citadas. Uma cena pode ser bem esclarecedora: A Turma está fugindo de inimigos quando se deparam com uma mina e um daqueles vagões, como em Indiana Jones e o Templo da Perdição, Cebolinha diz: "Que coisa mais clichê!", depois Cascão diz: "Já vi isso num desenho animado" e a Magali completa: "Quem liga? Vamos!!" Esse diálogo resume bem a leitura dessa edição de Turma da Mônica Jovem, se você ler e esquecer a inundação de clichês, ela é agradável e engraçada e se a melhora vista da edição no. 1 para a no. 2 continuar, podemos esperar que a série mostre a que veio nas próximas edições e passe a valer, finalmente, os (caríssimos) R$ 6,90 que custa.

Cotação:

terça-feira, outubro 21, 2008

Frase do Dia - O Cheiro do Ralo

"Acho que só um ingênuo, praticamente um retardado acredita em felicidade."

Amém


PS: Esse filme é maravilhoso, assistam (Não li a HQ ainda, mas deve ser ótima).

PS 2: Criei essa seção para postar frases legais (meio óbvio)...

quarta-feira, outubro 15, 2008

Para o homem que tem tudo



Publicada originalmente em Superman Annual 11, e recentemente aqui em Grandes Clássicos DC: Alan Moore, Para o Homem que tem tudo é uma das histórias de Alan Moore à frente do Homem de Aço. Na minha opinião a melhor delas e também uma das melhores histórias em quadrinhos já publicadas. Ilustrada magistralmente por Dave Gibbons (o mesmo de Watchmen), essa história é da cronologia pré-Crise nas Infinitas Terras e prova o argumento de Moore de que o problema da DC não era a cronologia zuada e nem o Multi-verso, e sim a falta de criatividade e, porque não, a qualidade de seus roteiristas. Participam da história Batman, Robin (Jason Tood) e a Mulher-Maravilha, todos em suas encarnações pré-crise, ou seja, não espere um Batman sombrio, no entanto esse Batman funciona maravilhosamente, como Dennie O'Neal e Neal Adams tinha mostrado em Contos do Demônio, é um Batman mais detetivesco, como o que Grant Morrison tenta recuperar nos quadrinhos atuais (irregularmente, na minha opinião).

O argumento básico é famoso, Super-Homem recebe um presente de aniversário que descobre, tarde demais, ser um parasita que suga as ondas mentais de seu hospedeiro dando em troca a ilusão de viver o maior sonho da pessoa. E qual seria o maior sonho do Super-Homem, um homem que tem tudo? Moore trabalha esse tema de maneira sublime, criando uma emoção ímpar no leitor ao perceber o sonho do Super-Homem e depois a raiva do mesmo ao ser obrigado a renunciar a esse sonho.

Repleto de cenas memoráveis, diálogos sublimes, como de praxe em Alan Moore, além da arte fenomenal de Gibbons, Para o Homem Que Tem Tudo é leitura obrigatória para qualquer fã de quadrinhos, pois se configura como uma das maiores obras-primas do gênero. E se isso não o convenceu a ler, um último argumento: Moore deve ser o único roteirista a utilizar Jason Tood de maneira inteligente.

Cotação: