segunda-feira, dezembro 29, 2008

Melhores Programas da TV brasileira em 2008

Como estamos de férias, resolvi publicar um monte de listas aqui no Han!! Essa é a primeira:


Vide a baixíssima qualidade que povoa nossa Tv, resolvi fazer essa lista, em que escolhi os 5 melhores programas da TV brasileira em 2008, 5 excessões que fizeram valer à pena ver TV em 2008.

Só estão incluidas produções nacionais com horário fixo na programação, novelas e minisséries foram excluidas, o que explica a falta da fenomenal Capitu. Vamos lá:



5º Lugar - 15 minutos (MTV)


A MTV Brasil já foi um celeiro de ótimos programas, mas hoje está relativamente enfraquecida, o que não a impede de produzir alguns bons programas, como o Top Top e o MTV+, mas a nova safra de programas é de lascar, o único realmente bom é um programa curtinho (15 minutos dãã), apresentado por um imitador de primeira, Marcelo Adnet e por um cara de máscara e sem graça, Kiabbo. Baseado em um papo rápido cheio de imitações musicais e humor ácido o 15 minutos funciona muito bem e cumpre seu papel de diversão rápida, além de ter virado febre no Youtube.



4º Lugar - Gordo Visita (MTV)

Mas o melhor programa da MTV continua sendo o Gordo Visita, um misto de visita e entrevista, aonde o ótimo João Gordo vai até a casa de seus entrevistados e mantém uma conversa que foge do convencional talk-show. O ponto alto do programa é o apresentador, o Gordo não tem pápas na língua para perguntar o que quer para o entrevistado, seja constrangedor ou não, mas sem cair nas ofensas baratas a la Pânico. A seleção inusitada de entrevistados, que vai de Nasi à Beto Carreiro, contribui muito para a graça do programa. De longe o único programa de entrevistas que presta hoje em dia na TV brasileira (Já que o Jô está chato demais).



3º Lugar - Senhor Brasil (Cultura)

A Cultura é outra tradicional produtura de programas antológicos, só pra citar alguns: Roda Viva, Provocações, Bem Brasil, Castelo Ra-Tim-Bum, Ra-Tim-Bum, Glub-Glub, Planeta Terra, Ensaio... Mas já faz um tempo que anda sem verba, o que provocou uma notável piora na programação, além da falta de boas estréias. A maior excessão é o programa de Rolando Boldrin, Senhor Brasil, um grande bate-papo pontuado com música, histórias e convidados nem sempre famosos, mas sempre ótimos. Brilhante é a única palavra que me vem à mente.



2º Lugar - Profissão Reporter (Globo)


Profissão Reporter estreiou como quadro do Fantástico e logo virou programa próprio, apesar de ir ao ar muito tarde, depois do enfraquecido Casseta e Planeta e do ultra-mega-sem-graça Toma Lá Dá Cá, ainda sim é a melhor coisa da programação da Globo. Conduzido por Caco Barcellos, conta com uma equipe de reporteres jovens e se propõe a mostrar os bastidores da reportagem, como ela é construída, além de diversos pontos de vista do mesmo assunto. Apesar de curto (apenas 30 minutos), funciona perfeitamente e é um alívio perto dos engessados departamentos de reportagem dos canais de TV brasileiros, incluindo a própria Globo.



1º Lugar - CQC (Band)

Esse ano o primeiro lugar foi barbada. Nada na televisão brasileira se parece com o CQC, um misto fenomenal de reportagem crítica e humor. Comandado pelo genial Marcelo Taz, apresentou alguns dos melhores novos rostos da Televisão e do humor brasileiro. Rafinha Bastos, Danilo Gentille, Rafael Cortez, Felipe Andreoli, Oscar Filho e Marco Luque completam o time comandado por Taz e produzem o que de melhor a se vê na televisão brasileira em muito tempo. Perseguindo políticos e perguntando coisas indiscretas que na verdade os políticos tem obrigação de informar o CQC conseguiu transportar a velha fórmula, que o próprio Taz havia inventado há 20 anos atrás como Ernesto Varela, para os dias de hoje, sem as bobagens que o Pânico faz. A ironia é a principal arma desse programa fenomenal, que resgata a qualidade do humor perdida à muito tempo com o Casseta e Planeta. E como diz o Taz: "Eles estão a solta, mas nós estamos correndo atrás!"

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Turma da Mônica Jovem (Em estilo mangá) 4



Nesta edição vemos (finalmente!) o final da saga 4 dimensões mágicas, que vinha desde o primeiro número. Ao final da saga é possível afirma com certeza, que ela foi um equívoco, arrastada, sem graça e com um roteiro rocambolesco, ela anulou as possibilidades que esse gibi tinha de ser interessante. O roteiro procurou seguir um estilo RPG misturado com TODOS os clichês possíveis de mangá, essa edição tem até mesmo um torneio de artes marciais (só para citar alguns mangás que se utilizaram desse expediente: Dragon Ball, Yuyu Hakusho, Naruto, Shaman King...). O torneio é tão parecido com o de Dragon Ball que chega a ser constrangedor. Fora o fato de que as lutas não são mostradas, quase sempre mostram os personagens assistindo às lutas e o resultado é dado por falas. Um quadrinho mostra Cebolinha falando: “A Mônica vai vencer, ela sempre foi a mais forte”, então o narrador das lutas diz: “Vitória de Espinho” e mostra a cara do Cebolinha (que Cebola nada!), sem mostrar a luta... patético.

Claro que a edição tem alguns pontos fortes, como algumas piadas que funcionam muito bem, como quando o Mestre Coelho diz para a Mônica: “Boa sorte na sua jornada Jovem Mônica” e a Magali pergunta para os meninos: “Não é Mônica Jovem?”. Outro ponto forte é o Ex-Capitão Feio, o Poeira Negra, que consegue ter algum destaque e ser um vilão interessante, mesmo com o mega-clichê do vilão-que-absorve-um-grande-poder-e-muda-de-forma. No final ele pedindo para ser chamado de Capitão Feio e não de Poeira Negra foi uma boa sacada. Outra coisa interessante é a aparição de todos os outros personagens que ainda não tinham aparecido, ainda que a maioria deles tenham ficado toscos (destaque para o Quindim, que está ultra-tosco e para o Bidu que parece um Pokémon). E parece que os roteiristas perceberam que Céu-Boy não era um bom nome e o Anjinho agora é Ângelo.

No entanto, por mais que tenha boas sacadas, essa edição tem os mesmos problemas de suas antecessoras, ou seja, roteiro imensamente fraco e desenhos capengas. Os desenhos melhoraram, mas o fato das lutas não terem sido desenhadas demonstra a falta de confiança dos desenhistas da turminha (sempre competentes nos gibis convencionais) em desenhar esse estilo híbrido com mangá. Percebe-se que os roteiristas correram com a trama para fechar o arco logo, o que por um lado é bom, já que o nível estava muito ruim. O final da edição volta a mostrar uma história de adolescentes, que era o que todo mundo pensou que leria quando comprou a primeira edição e tanto o texto do Maurício no final, quanto o “Na próxima edição...” deixam claro que os temas místicos ficarão de fora e o foco se voltará para as tramas adolescentes.

E para finalizar, a cena que causou um frisson no mercado de quadrinhos brasileiro e foi divulgado até a exaustão na mídia e na internet: o tal beijo entre Mônica e Cebola (Cebolinha!!!!!!). A cena não tem nada demais, na verdade ela é tão rápida que periga passar despercebida aos menos atentos. Mônica está falando para o Cebolinha como ela mudou desde o tempo em que ela era Baixinha, Gorducha e Dentuça, quando ela se aproxima dele e lhe tasca uma bitoca, aí ele se assusta e sai correndo e ela sai correndo atrás dele. Uma cena típica de mangá e que poderia ter sido melhor explorada, da maneira que foi feita, ficou boba.

De qualquer forma, críticas à parte, o gibi tem tudo para melhorar, nem que seja um pouquinho, na edição seguinte, já que abandonará a bobagem mística. Agora basta que Maurício e seus roteiristas achem o tom, o que alias já está demorando demais.

PS: Eu gostaria de ver o Bugu nessa "versão mangá"

Cotação:

terça-feira, dezembro 02, 2008

Frase do Dia - Dragon Ball Z (anime)

"Falo a verdade ou continuamos amigos?"

Sr. Piccolo em DBZ (anime), depois de Gohan perguntar o que ele achava do uniforme de Great Sayaman.

Na verdade não sei nem se essa frase tem no animê original ou se é fruto da (ótima) dublagem brasileira, só sei que ri até não poder mais quando escutei isso da primeira vez...