sexta-feira, dezembro 19, 2008

Turma da Mônica Jovem (Em estilo mangá) 4



Nesta edição vemos (finalmente!) o final da saga 4 dimensões mágicas, que vinha desde o primeiro número. Ao final da saga é possível afirma com certeza, que ela foi um equívoco, arrastada, sem graça e com um roteiro rocambolesco, ela anulou as possibilidades que esse gibi tinha de ser interessante. O roteiro procurou seguir um estilo RPG misturado com TODOS os clichês possíveis de mangá, essa edição tem até mesmo um torneio de artes marciais (só para citar alguns mangás que se utilizaram desse expediente: Dragon Ball, Yuyu Hakusho, Naruto, Shaman King...). O torneio é tão parecido com o de Dragon Ball que chega a ser constrangedor. Fora o fato de que as lutas não são mostradas, quase sempre mostram os personagens assistindo às lutas e o resultado é dado por falas. Um quadrinho mostra Cebolinha falando: “A Mônica vai vencer, ela sempre foi a mais forte”, então o narrador das lutas diz: “Vitória de Espinho” e mostra a cara do Cebolinha (que Cebola nada!), sem mostrar a luta... patético.

Claro que a edição tem alguns pontos fortes, como algumas piadas que funcionam muito bem, como quando o Mestre Coelho diz para a Mônica: “Boa sorte na sua jornada Jovem Mônica” e a Magali pergunta para os meninos: “Não é Mônica Jovem?”. Outro ponto forte é o Ex-Capitão Feio, o Poeira Negra, que consegue ter algum destaque e ser um vilão interessante, mesmo com o mega-clichê do vilão-que-absorve-um-grande-poder-e-muda-de-forma. No final ele pedindo para ser chamado de Capitão Feio e não de Poeira Negra foi uma boa sacada. Outra coisa interessante é a aparição de todos os outros personagens que ainda não tinham aparecido, ainda que a maioria deles tenham ficado toscos (destaque para o Quindim, que está ultra-tosco e para o Bidu que parece um Pokémon). E parece que os roteiristas perceberam que Céu-Boy não era um bom nome e o Anjinho agora é Ângelo.

No entanto, por mais que tenha boas sacadas, essa edição tem os mesmos problemas de suas antecessoras, ou seja, roteiro imensamente fraco e desenhos capengas. Os desenhos melhoraram, mas o fato das lutas não terem sido desenhadas demonstra a falta de confiança dos desenhistas da turminha (sempre competentes nos gibis convencionais) em desenhar esse estilo híbrido com mangá. Percebe-se que os roteiristas correram com a trama para fechar o arco logo, o que por um lado é bom, já que o nível estava muito ruim. O final da edição volta a mostrar uma história de adolescentes, que era o que todo mundo pensou que leria quando comprou a primeira edição e tanto o texto do Maurício no final, quanto o “Na próxima edição...” deixam claro que os temas místicos ficarão de fora e o foco se voltará para as tramas adolescentes.

E para finalizar, a cena que causou um frisson no mercado de quadrinhos brasileiro e foi divulgado até a exaustão na mídia e na internet: o tal beijo entre Mônica e Cebola (Cebolinha!!!!!!). A cena não tem nada demais, na verdade ela é tão rápida que periga passar despercebida aos menos atentos. Mônica está falando para o Cebolinha como ela mudou desde o tempo em que ela era Baixinha, Gorducha e Dentuça, quando ela se aproxima dele e lhe tasca uma bitoca, aí ele se assusta e sai correndo e ela sai correndo atrás dele. Uma cena típica de mangá e que poderia ter sido melhor explorada, da maneira que foi feita, ficou boba.

De qualquer forma, críticas à parte, o gibi tem tudo para melhorar, nem que seja um pouquinho, na edição seguinte, já que abandonará a bobagem mística. Agora basta que Maurício e seus roteiristas achem o tom, o que alias já está demorando demais.

PS: Eu gostaria de ver o Bugu nessa "versão mangá"

Cotação:

2 comentários:

LivroPronto disse...

Olá!

A LivroPronto Editora convida você, autor, para uma conversa sobre a publicação de sua obra.

Escreva para nós!
gabriela@livropronto.com.br

Um grande abraço!

splendid disse...

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