sábado, setembro 12, 2009

Micro-resenhas - especial "revival" de ação

Highlander, O Guerreiro Imortal (Highlander)
Dirigido por Russell Mulcahy, 1986.


Existe a famosa regra dos 15 anos (qualquer um que já ouviu o Nerdcast sabe disso), que diz que tudo que você assistiu e gostou quando tinha 15 anos ou menos não deve ser revisto, pois bem provavelmente é uma bosta. Se tem filmes que quebram essa regra, como True Lies, resenhado abaixo, existem também - e são a maioria - os que são miseravelmente derrotados por ela, caso desse Highlander.

Que decepção, sempre tive na minha cabeça que o primeiro filme da série era bom e as continuações ruins. A verdade é que o primeiro filme é ruim e as continuações tenebrosas.

Tudo vai mal nesse filme, desde as atuações - Cristopher Lambert é tão ruim que chega a ofender -, até a coreografia das lutas que é datada demais e - por vezes - ridícula. A história até que é legal, mas o roteiro é mal escrito, os diálogos são toscos, o estilo de filmagem é oitentista em sua pior definição e a edição é completamente sem sentido. Parece às vezes que filmaram cinco horas de filme mas só puderam lançar duas.

Sean Connery tem uma participação pequena e fica longe de repetir algumas de suas grandes atuações, ainda que não prejudique e o vilão do filme Kurgan (Clancy Brown) é patético, e nunca mete medo, apenas raiva, já que age como babaca o filme todo.

Os únicos pontos altos são as transições de cena, que - fora uma onde a cena explode como um vidro quebrado - são inventivas e muito competentes e a sensacional trilha sonora do Queen.

Recomendo seriamente, se tiverem boas lembranças desse filme, não assistam de novo, é decepcionante. E se tiverem mesmo saudades comprem um disco do Queen, vale bem mais a pena.

cotação:


Highlander II - A Ressurreição (Highlander II: The Quickening)
Dirigido por Russell Mulcahy, 1991.

Se o primeiro Highlander é ruim, esse é um dos 10 piores filmes da história. O roteiro distorce tudo o que o primeiro filme estabelece, inventa uma trama futurista patética, insere ficção científica da pior qualidade, ressuscita Sean Connery - que ganhou uma bolada para fazer essa bomba - e dá uma origem para os Imortais, que teriam vindo do planete Zeist, governado pelo malvado general Katana... preciso dizer que é ruim?

Cristopher Lambert tem a pior atuação da carreira e se pararmos para pensar o quão ruim ele é, isso é muito (as cenas em que ele está velho e faz uma voz rouca fake são de rolar de rir). O resto do elenco também é patético e Michael Ironside, que faz o General Katana, consegue ser pior que o vilão do primeiro filme.

Para coroar, a trama - que já é sem pé nem cabeça - tem um monte de furos e os "efeitos" especiais são de lascar. Nem os piores fanfilms são tão toscos.

cotação:


Stallone Cobra (Cobra)
Dirigido por George P. Cosmatos, 1986.


Confesso que esperava mais desse filme, por toda a mítica que o envolve e sua fama de cult brucutu. Deixando de lado a questão política - seria o protagonista Facista? - é apenas um filme razoável de sessão da tarde.

Pela fama que tem eu esperava que fosse muito violento, mas não é, todo mundo que leva tiro não sangra e as cenas de ação nem são tão boas assim. Quanto ao elenco, Stallone é canastra demais, mas aqui, como na maioria dos filmes de ação que ele faz, isso cai bem, mas Brigite Neilsen é muito ruim. O resto não vale nem mencionar.

O roteiro , como era de se esperar, é fraco, então o filme deveria ser lotado de cenas de ação aleatórias, mas não é, tem muita ação no começo e no fim e o meio desenvolve uma trama que não precisa ser desenvolvida, já que não faz sentido algum, uma pena. Outra decepção de infancia, ainda que esse não seja ruim como Highlander, poderia ser bem melhor.
cotação:


Rambo II - A Missão (First Blood part II)
Dirigido por George P. Cosmatos, 1985.



Continuando o revival de infância, Rambo II não me decepcionou, claro que não é bom como o 1º filme, mas é competente e não perde tempo com roteiros sem sentido. A história é simples: Rambo sai da cadeia, volta ao Vietnam resgatar soldados, é traído pelo governo, preso, escapa, mata todo mundo e volta triunfante. Pronto, e tudo isso muito bem coreografado em cenas de ação que envelheceram muito bem.

O filme em nenhum momento se pretende mais do que um entretenimento para homens e cumpre isso com larga vantagem. Quem dera que o cinema de ação de hoje entendesse isso.
cotação:


True Lies (True Lies)
Dirigido por James Cameron, 1994.



Esse não decepcionou, muito pelo contrário, é melhor do que a lembrança que eu tinha dele. Grande filme, eu diria o último clássico de ação e também o último grande filme de James Cameron (depois foi só o safado Titanic). Depois deste filme começou o declínio do cinema de ação. Cameron faz uma sensacional mistura de comédia, romance e ação, com um elenco afinadíssimo - Jamie Lee Curtis está sensacional, assim como Tom Arnold e até o Swaza atua bem - e cenas de ação sensacionais e sem aquele monte de efeitos de computador chatos de hoje em dia.

O filme começa com uma cena a la James Bond, só que com um grande diretor a frente, ou seja, muito melhor e mais engraçado. O humor é um destaque do filme, em algumas cenas eu tive que parar o filme pra rir.

Algumas das mais clássicas cenas de ação do cinema estão aqui, como a que Schwarzenegger persegue o terrorista feito por Grant Heslov à cavalo. Em suma: um clássico!

cotação:


PS: Highlander II foi a segunda vez que eu dei a nota mínima pra um filme, o outro tinha sido pro tenebroso Fim dos Tempos.

PS2: No próximo micro-resenhas eu falarei sobre Up-Altas aventuras (o filme do ano) e o que eu tiver assistido até lá.

quarta-feira, agosto 19, 2009

Resenha – Hyper Future Vision Gunnm

Autor: Yukito Kishiro
Editora Original: SHUEISHA
Ano de Publicação Original: 1991-1995
Editora no Brasil: JBC
Ano de Publicação no Brasil: 2003-2004
Número de Edições: 18



Hoje eu terminei de ler – pela 4ª vez – Gunnm e finalmente tomei coragem para resenhar essa que considero, junto com Akira de Katsuhiro Otomo, a maior obra de ficção científica já publicada em quadrinhos.

Meu primeiro contato com Gunnm foi logo da publicação de seu primeiro número pela JBC e o encanto não foi imediato, já que o primeiro número, apesar de ótimo, não me fisgou. Só percebi que estava diante de algo diferente no segundo número, que li afoito e embasbacado, a partir daí li todos os números subseqüentes dessa forma.

Gunnm se passa num futuro tecnológico onde o mundo é dividido em Zalem, uma cidade flutuante e a Cidade da Sucata, onde Zalem despeja seus dejetos e que trabalha única e exclusivamente para suprir Zalem. Nesse cenário é contada a história de Gally, uma garota sem memórias que tem sua cabeça (isso mesmo, só a cabeça) encontrada no lixão por Ido, um cidadão de Zalem que foi expulso e agora vive na Cidade da Sucata concertando Andróides. No mundo de Gunnm, quase todos os habitantes da Cidade da Sucata tem partes, ou o corpo todo, cibernéticas, precisando apenas do cérebro pra se manterem vivas, como Gally a protagonista.

Como Zalem não se importa com a segurança dos habitantes da Cidade da Sucata, não existe polícia, o mais próximo disso são os Guerreiro Caçadores que matam bandidos em troca de recompensas. Ido é secretamente um deles e Gally – que tem um poder de luta que ela não sabe como conseguiu, o Panzer Kunst, arte marcial Marciana desenvolvida especialmente para lutas entre Ciborgues – segue os passos de seu salvador e se torna também uma Guerreira Caçadora.

Esse seria o plot para todo um Mangá, mas ocupa apenas 5 volumes de Gunnm, que logo depois passa a abordar o Motorball, jogo que mistura corridas e lutas entre Ciborgues e que Gally acaba entrando. Novamente o autor não se fixa nisso e o plot muda mais duas vezes até, na edição 11 tomar sua forma definitiva com Gally como agente de Zalem na superfície. Todas as fases de Gunnm são incrivelmente densas e servem pra mostrar as relações internas da Cidade da Sucata e desta com Zalem, além de desenvolver claramente a personagem principal.

A melhor qualidade do Mangá é sua galeria impressionante de personagens, todos esféricos. Dificilmente Kishiro introduz uma personagem se não for desenvolvê-la completamente. Nesse ponto os melhores são os que – durante toda a trama – servem de antagonistas (nem sempre vilões) à Gally. O primeiro deles – que é tão marcante, que apesar de aparecer só nos dois primeiros volumes ecoa e se faz importante para Gally durante toda a trama – é Makaku, ciborgue com passado cruel que transpos todo o sentimento de dor que já sentiu para matar e destruir. Ele é utilizado de forma brilhante pelo autor, como primeiro oponente e rival de Gally, que também pela primeira vez mostra compaixão pelos motivos dele, marca característica da protagonista durante todo mangá.

O segundo antagonista de Gally – que volta depois em outra forma e se torna o ponto de divisão do mangá – é Zapan, outro Guerreiro Caçador que se sente humilhado por Gally e leva isso às últimas conseqüências.

O terceiro antagonista da trama é Jashugan o Campeão do Motorball, que ficará pra sempre como maior antagonista e rival de Gally, além de ser o único personagem que derrota a protagonista. Jashugan é um personagem brilhante que serve como rival e que também é mestre à partir do ponto em que a ensina – não só artes marciais – durante o combate.

O quarto antagonista é Den, líder do Barjack um grupo terrorista que quer derrubar Zalem do céu para por fim a dominação tirânica. Den se mostra interessantíssimo pois além de estar – na maioria das vezes – mais certo em seus motivos que Gally, o que inverte de forma sensacional o conceito de herói-vilão, é também um alter ego de Kaos, um personagem que possui o curioso poder da psicometria podendo reconstituir as memórias e habilidades de pessoas que usaram um objeto a partir do próprio objeto. Kaos se apaixona por Gally e passa a ser um grande aliado ao mesmo tempo em que é um grande antagonista como Den.

O quinto antagonista é o melhor personagem de todo o mangá e também o único que pode receber a alcunha de vilão. O Dr. Desty Nova é um cientista expulso de Zalem que veio para cidade da Sucata para fazer experimentos com humanos. Completamente insano, ele só acredita no conceito do Carma e foi o responsável por todos os antagonistas anteriores de Gally, transformou Makaku em um monstro, reconstruiu o cérebro de Jashugan, deu a Zapan os meios e o poder para destruir não só Gally como toda a cidade da sucata (o interessante nessa passagem é que ele também dá a Gally os meios para destruir Zapan, fazendo com que eles encarem seus Carmas) e é pai de Kaos e responsável pela personalidade oculta dele – Den – poder se manifestar livremente. Desty Nova controla os destinos da trama e é o único a conhecer o “Segredo do povo de de Zalem”.

O sexto e último antagonista é a própria Zalem que domina os destinos tanto dos cidadãos da Cidade da Sucata quanto de seus próprios cidadãos e que será por fim “desafiada” por Gally no poderoso final da trama.

Gunnm é um mangá muito constante o que faz com que todos os seus números – com exceção talvez do primeiro – sejam geniais, mas as edições mais impressionante são a penúltimo que traz não só o (suposto) confronto derradeiro entre Gally e Desty Nova como a revelação do “Segredo do povo de Zalem” que é tão impressionante e determinante para o real significado da trama que tenho que parar a leitura toda vez que leio (da primeira vez que li fiquei tão chocado que não consegui terminar de ler a edição naquele mesmo dia). A a última edição, maior (160 pgs) e que contém não só o desenrolar da trama, chegando à conciliação (e não à guerra) como solução do conflito básico superfície vs. Zalem pelas mãos de Gally, como também a revelação do passado da protagonista, incluindo uma maravilhosa contraposição da personagem com a sua personalidade passada – são completamente diferentes – por meio da mudança de uma pergunta que Gally se faz o mangá todo: “Por que eu luto?” A resposta costuma ser “por mim” e é diferente neste flashback (pra saber leiam).

Gunnm é tão perfeito e complexo que recomendo seriamente que leiam, mudará suas percepções da realidade de maneira que só obras centrais da ficção científica conseguem, como a Fundação de Asimov e O Jogo do Exterminador de Orson Scott Card.

PS: O autor Yukito Kishiro está reescrevendo o final de Gunnm em um novo mangá chamado Gunnm Last Order, que ainda não li. O motivo que ele deu é que não conseguiu escrever exatamente o que queria da primeira vez. Como já disse aqui, Gunnm é uma obra fechada, coesa e maravilhosa, duvido seriamente que o final pudesse ser melhor, o que levanta a velha discussão: Porque alguns autores nunca estão contentes com suas obras mesmo quando elas são unanimidades da crítica? De qualquer forma eu espero que alguém publique aqui essa “revisão”, de preferência a JBC que fez um trabalho maravilhoso com Gunnm, provavelmente o melhor que a editora já fez. E quando isso ocorrer podem ter certeza que vou resenhar aqui.

PS2: Essa resenha ficou gigante e mesmo assim não falei metade do que tinha pra falar, me concentrei nos personagens e não na trama, porque achei que assim contaria o mínimo de Spoilers possível e mesmo assim foram vários. Mas uma interessante discussão que poderia ser levantada é dimensão religiosa desta história, que se faz presente em todo o mangá. Um povo sem esperança abraça a religião sem nem pensar como consolo imediato e é – na minha opinião – um pouco disso que trata Gunnm, sem falar na óbvia relação entre a cidade espacial Jeru e a cidade de Zalem (liguem os pontos), que são conectadas pela “Escada de Jacó”. Vale ainda a dica do ótimo posfácio do autor na última edição. Por isso volto a insistir, leiam Gunnm!

PS3: Faz um tempão que eu não escrevo aqui... é que estou planejando uma atração nova pra esse blog, fiquem atentos que logo (espero) virá.

cotação:


Lombada das 18 edições brasileiras de Gunnm, formando o desenho da capa do 1º mangá, foto (mal) tirada por mim mesmo da minha coleção.

quarta-feira, julho 15, 2009

Dia do Rock - lista



Continuando o "especial" do dia do rock, eu selecionei 15 músicas de rock (10 gringas e 5 nacionais) que eu acho que dão um belo panorama da coisa toda. São músicas que eu gosto muito, e esse foi o único critério. Não repeti artistas e a lista está em ordem alfabética.

Alagados - Paralamas do Sucesso (Selvagem?)
Selvagem? é o melhor disco do Paralamas, um grande mistura de rock, reggae e ska, Alagados é a melhor música do disco. Só isso.

Bichos Escrotos - Titãs (Cabeça Dinosauro)
Com Cabeça Dinosauro os Titãs não só se reinventaram, abrindo portas para a melhor fase de sua carreira, como produziram a melhor obra do rock nacional pós-Mutantes. O ápice disso? Bichos Escrotos, que chegou a ser proibida de tocar nas rádios, que a tocavam mesmo assim.

Bohemian Rhapsody - Queen (A night at the opera)
Essa é considerada por muitos a melhor de todas as músicas. Tem um porquê. Nessa obra-prima (parte do disco A night at the opera, o melhor do Queen) a mistura de gêneros atinge a perfeição.

Gimme Shelter - Rolling Stones (Let it bleed)
Minha favorita dos Stones, uma das melhores já gravadas. E afinal quem nunca pediu abrigo?

Heroin - Velvet Underground (Velvet Underground & Nico)
O disco Velvet Underground & Nico, o primeiro do Velvet Underground, não vendeu o suficiente para comprar um maço de cigarros Iolanda, mas com o tempo se mostrou um dos melhores já feitos. Heroin é sua música mais emblemática.

Highway to hell - ACDC (Highway to hell)
Muita gente prefere o ACDC a partir do Back in Black (que é um disco maravilhoso), eu acho que o melhor deles é esse disco de 79, que abre com a música título, um rock honesto, sem nenhuma firula e por isso absolutamente genial.

Like a Rolling Stone - Bob Dylan (Highway 61 Revisited)
Quando Dylan gravou Highway 61 Revisited, seus fãs cairam de pau em cima dele, coroando-o como traidor do folk. Graças a Deus, sua estréia no rock é sensacional e a primeira música do disco é o hino máximo do século 20, Like a Rolling Stone.

Master of puppets - Metallica (Master of Puppets)
Master of puppets foi o terceiro e melhor disco do Metallica, e sua música título é até hoje o hino do metal. Achou pouco? Eu não!

Ouro de tolo - Raul Seixas (Krig ha bandolo)
"Eu devia estar contente por que eu tenho um emprego sou um dito cidadão respeitavel e ganho 4 mil cruzeiros por mês". Dessa maneira Raulzito forçou sua entrada no rol dos grandes artistas de todos os tempos.

Ovelha Negra - Rita Lee & Tutti Frutti (Fruto Proibido)
Fruto proibido é o disco de rock mais de rock já gravado no Brasil. Termina com Ovelha negra, uma das mais famosas de Rita Lee e que tem o riff mais sensacional do rock brasileiro.

Panis et circensis - Os Mutantes (Os Mutantes)
Primeira faixa do primeiro disco dos Mutantes (e terceira do clássico Tropicália) Panis et circensis é um delírio beatleniano sensacional. A melhor gravação do rock nacional.

Rocket Man - Elton John (Honky Château)
Elton John tem muitas músicas sensacionais, mas Rocket Man passa do limite. E como eu venero Elton John...

Strawberry Fields Forever - The Beatles (Magical Mistery Tour)
Os Beatles foram tão bons que eu poderia ter feito essa lista só com músicas deles e a qualidade seria a mesma, mas como eu me forcei a escolher só uma, os motivos foram sentimentais. Essa é a minha favorita deles. E foi o lado A do melhor single já lançado (o lado B era Penny Lane).

Suspicious Minds - Elvis Presley (single)
O que falar de um cara que é conhecido como o rei do rock? Elvis poderia ter várias na lista, mas optei por essa, a minha favorita dele, já da fase gordão.

Thunder Road - Bruce Springsteen (Born to Run)
Essa é possivelmente a minha música favorita, mas não é por preferencias pessoais que ela esta aqui, e sim por méritos próprios. Uma das aberturas de album mais perfeitas já gravadas, tem Springsteen no auge (e isso é muito em se tratando de um artista tão constante) cantando com toda emoção do mundo uma letra não menos que brilhante acompanhado da melhor banda do mundo. De chorar.

segunda-feira, julho 13, 2009

Dia do Rock - Micro-resenhas

Como esse blog ficou escostado muito tempo, resolvi fazer algo especial para ressuscitá-lo, o tal do dia do rock veio bem a calhar.

Dividi o meu "especial" em 3 partes. Hoje, Quarta e Sexta.

Para hoje - que efetivamente é o Dia do Rock - eu fiz algumas resenhas de discos de rock... o motivo de resenhar esses discos? São dois. Primeiramente são discos sensacionais, posto isso, são discos que andei escutando muito nos últimos tempos. Aí vai:


A arte do insulto - Matanza (2006)

Conheci o Matanza meio por acaso. Estava lendo algumas resenhas sobre Johnny Cash - um de meus artistas favoritos - quando vi que essa banda havia feito um disco em homenagem a Cash ("To Hell With Johnny Cash" de 2005), fui atras do disco e escutei. Não achei grande coisa, algumas versões são interessantes, mas as versões originais são intocaveis, então ficaria muito difícil mesmo. Depois disso esqueci o Matanza por um tempo, até que assisti na MTV o clipe de "Eu não gosto de ninguém" e achei sensacional, procurei o disco e cheguei até aqui.

A arte do insulto é provavelmente um dos melhores discos do rock nacional na década, honesto (e isso é muita coisa), direto, ousado e efetivamente despretencioso, qualidades raras para um rock que aprendeu, já a algum tempo, a se levar a sério demais. O Matanza é o oposto completo dessa patotada que virou o rock nos últimos anos.

O disco começa com a música título, um compêndio de xingamentos, e só isso, e aí reside a grande qualidade do disco: não esperar muito de si mesmo e, por isso, chegar a um resultado - por vezes - genial.

O rock pesado e cru casa imensamente bem com as letras sarcásticas cantadas pela voz ainda mais sarcástica de Jimmy. Coisas como: "Mesmo que eu pudesse controlar a minha raiva, mesmo que eu quisesse conviver com a minha dor, nada sairia do lugar que já estava, não seria nada diferente do que sou, não quero que me veja, não quero que me chame, não quero que me diga, não quero que reclame, eu espero que você entenda bem, eu não gosto de ninguém."

Com o disco todo seguindo essa linha, os destaques ficam com "Meio Psicopata", "Clube dos canalhas", "Estamos todos bebendo", "A arte do insulto" e "Eu não gosto de ninguém" a melhor do disco.

Em suma, um disco originalíssimo, sem ser chato. Um primor. Altamente recomendado.

cotação:


The rise and fall of Ziggy Stardust and the spiders from Mars - David Bowie (1972)

David Bowie é uma das figuras mais curiosas da música mundial. Artista altamente criativo foi, por muitas décadas, um dos pilares da evolução do rock em forma de arte. Se eu disse - na crítica anterior, ao Disco do Matanza - que estava descontente com os caminhos do rock hoje em dia, reforço meu argumento, não acho que o rock feito hoje, cheio de pretenção e ares de salvador da música seja digno de uma Mariola. No caso de Bowie - em especial esse album, junto com o Hunky Dory, de 71 - a pretenção e os ares de salvador da música caem muito bem. O nível de qualidade da música do fim da década de 60 e começo da década de 70 permitiam isso, as experimentações podiam chegar a níveis esquizofrênicos, e foram essas experimentações que fizeram esse periodo ser conhecido como o mais fértil da música popular em todos os tempos.

The rise and fall of Ziggy Stardust and the spiders from Mars é, talvez, o disco que melhor ilustra esse momento, é um album conceitual , e dentro de sua aparência de loucura e possível ingenuidade repousa um calderão de experimentação que resulta em uma música incrivelmente inventiva e - principalmente - de qualidade, como somente Bowie é capaz de fazer.

Os destaques ficam para a abertura sensacional "Five Years", o clássico "Starman", que ganhou a versão mais bizonha de todos os tempos na década de 90 (Astronauta de Mármore - Nenhum de Nós, lembram?), "Ziggy Stardust" ... bom, o disco inteiro é irrepreensível.

A versão especial em CD ainda traz 7 faixas bonus com outras versões de Ziggy Stardust, Lady Stardust e Starman. Mas eu ainda fico com a versão original.

cotação:

Kill'Em All - Metallica (1983)

Esse primeiro disco do Metallica só pode ser definido de uma maneira: uma grande e destrutiva pancada na cara do ouvinte. Cru - e nesse caso a palavra cabe a perfeição, nenhum disco já feito é mais cru que esse -, as vezes até tosco. Esse é um daqueles casos raríssimos de produção precária que dão em uma obra-prima. O Metallica tem outros discos sensacionais, como "...And Justice for all" e "Ride the lightning", tem discos melhores, como a obra-prima "Master of Puppets" mas nenhum deles define melhor o espírito primordial da banda - que se perdeu com o tempo - como esse primeiro. Kirk Hammet não participou da composição das músicas, apenas da gravação - já que entrou em cima da hora no lugar do bebaço David Mustaine - mas já mostra aqui a velocidade alucinante e a qualidade de sua técnica que o tornariam uma lenda. Clif Burton ainda não era o melhor baixista do mundo, como viria a ser nos discos seguites (antes de morrer em um acidente), e Lars Ulrich dá conta do recado, apesar de não ser um bateirista genial. O destaque mesmo fica com James Hatfield, que parece um maníaco cantando nesse disco, com um ímpeto que ele deixou pra tras faz tempo.

O disco começa de maneira arrasadora com "Hit The Lights", uma explosão de fúria que é um chute no saco ("No life 'till leather...") e prossegue por clássicos como "Motorbreath", "Jump in the Fire", "Whiplash" (que tipo de animal faz uma música chamada torcicolo!), o hino "Seak and Destroy" (Running, On our way Hiding, You will pay Dying, One thousand deaths ) e "Metal Militia". O disco é tão bom que eu citei quase todas as músicas.

Em suma, se você quer entender o metal esse é o disco para começar a "reeducação", acredite, "We never want to stop again"!

cotação:

Abbey Road - The Beatles (1969)
( resenhei esse do vinil, Yeah!)

É difícil resenhar a última obra-prima dos Beatles (última tanto por ser de fato o último disco a ser gravado, como por Let it Be, que foi lançado depois, apesar de ótimo, é inconstante.), ou talvez seja mais fácil do que parece.

É interessante começar pela capa lendária, provavelmente a capa de disco mais famosa de todos os tempos. A belíssima fotos foi e continua sendo alvo de suspeita de diversos fãs que acreditam na história da morte do Paul, mas isso não vem ao caso, basta dizer que a capa é tão emblemática que provavelmente, junto com a capa de Sgt. Pepper's, seja a capa mais copiada de todos os tempos.

O disco começa com a sensacional "Come Together", na minha opinião a melhor abertura de um album dos Beatles, prossegue com a "melhor música de amor de todos os tempos" "Something", o auge de George Harrison como compositor (e isso definitivamente não é pouca coisa). Harrison, alias, tem outra obra-prima no disco, a alegre "Here comes the sun". Outras obras primas? "I want you", "Maxewell's Silver Hammer","Because" e a trinca final "Golden Slumbers", "Carry that weight" e "The End" que configura o encerramento perfeito para a melhor banda de todos os tempos, com direito até a epílogo na escondidinha e graciosa "Her Majesty".

cotação:


Quarta feira eu volto a atualizar essa joça. E logo coloco também a resenha do novo Harry Potter (assim que eu assistir).

domingo, março 08, 2009

Sou Ronaldo!


É... e continuam a duvidar do cara... o que ele precisa fazer para que parem de duvidar que ele pode voltar e voltar e voltar quantas vezes quiser e precisar? Fazer chover? Isso se já não fez! O que diferencia Ronaldo de TODOS os outros jogadores de futebol em atividade no mundo não é só superação, é na verdade muito simples: Genialidade!

O gol contra o Palmeiras (alias, fora o Ronaldo, que joguinho ruim...) é só o (re)começo de uma carreira brilhante, uma trajetória conturbada, mas acima de tudo genial. Ainda pairam dúvidas sobre as condições dele voltar a jogar 100%... eu não me arrisco a duvidar. alguém aí se arrisca?

PS: O Manchester já deve saber onde enfia o estoque de camisetas "Só exite um Ronaldo" que eles mandaram fazer pro Cristiano-faz-me-rir-Ronaldo...

PS2: Aí em baixo um video com os absurdos 15 gols que ele marcou em copas... com um belo destaque para os 8 em 2002 (e com a musica que o D2 fez para ele tocando de fundo):

sábado, março 07, 2009

Micro-resenhas (filmes da semana)

Vou comentar aqui, muito brevemente os filmes a que assisti esta semana, em DVD ou na TV mesmo.



Sintonia de amor (Sleepless in Seatle)
Dirigido por Nora Ephron, 1993.


Há muito tempo não assistia esta que é a mãe suprema de todas as comédias românticas da década de 90. Sintonia de Amor, o idiotíssimo título em português para Sleepless in Seatle (o insône de Seatle), é ao memo tempo um filme cativante, muitíssimo bem dirigido e um marco em seu gênero. Os destaques ficam para os ótimos desempenhos de Tom Hanks, Meg Ryan (antes de virar uma careteira insuportável) e Ross Malinger, que faz o filho do personagem de Tom Hanks. O filme tem um trabalho brilhante de trilha sonora, com as músicas - grandes Standards - sendo inseridas sempre de acordo com o clima e com as letras apoiando o roteiro, coisa rara de se ver hoje em dia. Enfim, um filme sensacional, sensível, e que apesar de ser absolutamente o melhor de seu gênero, foge completamente do roteiro engessado tão popular nas comédias românticas hoje em dia.

cotação:



Sinfonia de Paris (An American in Paris)
Dirigido por Vincent Minelli, 1951.


Um clássico dos músicais, o grande vencedor do Oscar de 1951 é realmente um filme cativante. Gene Kelly, provavelmente o ator mais simpático da história do cinema, faz as coreografias, do filme e monta um par romântico adorável com a estreante Leslie Caron. A direção de Minelli é, como sempre, brilhante, e o filme culmina em um balé de 17 minutos, absolutamente magistral em sua mistura de surrealismo e virtuosismo técnico, sem falar na imensa coragem de dar fecho à uma história por meio de um expediente tão perigoso como o balé. Juntamente com Broadway Melody, o balé de Cantando na Chuva, esse é o melhor já feito no cinema, o que demonstra a imensa qualidade de Gene Kelly para coreografar. Uma só palavra: Assista.

cotação:




Lilo & Stitch (idem)
Dirigido por Dean DeBlois e Chris Sanders, 2002.


Confesso que quando assisti a esse filme no cinema, não gostei muito, achei parado, confuso e muito aquém das produções anteriores da Disney, mas agora revendo com vários anos de distância e mais atenção, gostei bastante do resultado. O filme realmente não tem o nível das obras primas da casa, como Branca de Neve, Bambi, Rei Leão ou Fantasia, mas é muito bem realizado, conta com personagens carismáticos, mostra o dilema familiar de Lilo sem parecer piegas e é muito engraçado, ainda que seja quase sempre um humor físico. Esse humor provém da interação de Stitch com as novidades para ele, como a família, a vida em sociedade e mania da Lilo em tentar transformar ele em um modelo de postura. Ponto também para a bela trilha sonora só com músicas do Elvis.

cotação:

sexta-feira, março 06, 2009

Esperando Watchmen



Bom... quem me conhece, e até quem não me conhece, sabe que estou absolutamente cético com o filme de Watchmen, desde que o Snyder anunciou que ia mudar o final. Na minha opinião quaisquer preocupações que ele tivesse em manter a densidade da obra se perderam com essa decisão, guardada as devidas proporções, seria como alguém adaptar o Rei Lear e mudar o final por achar inadequado ao cinema, acabando com toda a estrutura da dor criada por Shakespeare para Edgar no fim da peça. No caso de Watchmen, o final original (que não contarei aqui, apesar de concordar que não é spoiler por se tratar de uma obra com 20 anos de idade) é decorrencia de toda um fio narrativo intrincado, apoiado sobre o imenso detalhismo gráfico dos desenhos de Gibbons, que culmina no final, que muito mais que ideológico, é o fecho de uma obra-prima estética, por isso se Snyder quisesse mudar o final de Watchmen, deveria mudar toda a obra.

Vi várias críticas do filme e a maioria se equivoca em um ponto teórico crucial, caso da crítica do Omelete por exemplo, achar que o novo final e todas as adaptações feitas por Snyder mantém as idéias propostas por Moore, fazendo, assim como a HQ original, o espectador pensar sobre essas idéias. No entanto, a grande força de Watchmen e o motivo de ser uma obra-prima absoluta reside muito mais no rigor estético de Moore e Gibbons, assim como ocorre em qualaquer obra-prima literária, usando como exemplo o próprio Rei Lear de Shakespeare a força das idéias e das reflexões se apóiam totalmente na absoluta perfeição estética de seus versos e de sua prosa, em Watchmen ocorre a mesma coisa, as idéias propostas por Moore, que abordam profundamente a sociedade, o poder e sua corrupção e o ser humano em si, só se mostram tão fortes e permanentes por se apoiarem completamente no rigor do texto de Moore e na concepção estética que Moore e Gibbons deram à obra, quadro a quadro, diálogo a diálogo, assim sendo o final mudado é como um pé quebrado literário, seria como modificar um verso de Rei Lear. Qualquer ator de teatro com o mínimo de noção, sabe que não se improvisa em Shakespeare, por se estar trabalhando com uma obra fechada e com um texto perfeito, posto isso, de novo guadadas as devidas proporções, não se improvisa em Watchmen, não é sensato.

Amanhã provavelmente assistirei ao filme e irei sim com pedras na mão, por que me guardo ao direito de julgar o filme com o rigor de qualidade que espero em se tratando de Watchmen. O mais rápido possível postarei a crítica.

Até mais ver.


UPDATE: De todas as críticas que li, a mais sensata foi essa publicada no site da Herói: link. Acho que vale a pena comparar com a do Omelete, na minha opinião, equivocada na abordagem: link2. E pra concluir as críticas do MdM que são sempre interessantes e engraçadas: link3, link 4, link 5 e link 6.

quarta-feira, março 04, 2009

De volta... de novo...

Bom... agora que meu computador voltou da assistência técnica, posso voltar a postar aqui... tem muita coisa pendente e muitas resenhas que deixei passar... espero fazer todas...

Mas para começar, gostaria de comentar a provável volta de Ronaldo Fenômeno (que eu na minha imensa maldade, durante a Copa do Mundo de 2006, chamava de Ronaldo "orca"), hoje no jogo Corinthians e Itumbiara pela Copa do Brasil. Sei que talvez seja apenas esperança de corinthiano roxo, mas acredito mesmo que ele vai voltar bem, talento ele tem, só precisa se adequar à idade, assim como fez Romário por exemplo. E ninguém pode dizer que ele não tem poder de superação, não depois de 2002, quando ele estava desacreditado e jogou absurdamente.

Então espero, e acredito que muita gente também, inclusive não-corinthianos, que ele se recupere e volte a ser o Ronaldo Fenômeno que era, e não essa aberração movida a baladas e travecos.

Até a vista!

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Parada para o Carnaval e Oscar (Globo Maldita!)

Como vou viajar no carnaval, não atualizarei o blog por uns dias... mas na Quarta de cinzas volto com o meu comentário sobre os vencedores do Oscar e também com as resenhas que estou devendo (Turma da Mônica Jovem e o CD novo do Bruce Springsteen por exemplo).
Quanto à polêmica da Globo, que não vai transmitir o Oscar por que coincide com o primeiro dia de desfiles no Rio, eu tenho algumas coisa pra dizer:
Primeiro, acho normal, somente uma pessoa completamente fora de noção poderia achar que a Globo daria preferência ao Oscar. O que me irrita não é não transmitir e sim a atitude (comum alias) de soberana, que compra, não passa e não deixa mais nenhuma emissora aberta passar...isso é que é de lascar. E pior do que isso, a Globo praticamente ignorou o Oscar esse ano, numa atitude ridícula, não fez nenhuma reportagem sobre o assunto, para que o grande público não ficasse sabendo da mancada... a maioria das pessoas nem vai ficar sabendo que eles cortaram o Oscar, só vão perceber quando entre os desfiles da Mangueira e da Imperatriz Leopoldinense (estou chutando, não sei em que ordem e nem que dia as escolas desfilarão) passarem flashes da cerimônia. Imperdoável em ano de Heath Ledger...
Bom, de qualquer forma bom Carnaval para todos, e se não gostarem de desfile de escolas de Samba (Eu gosto... mas prefiro o Oscar), assistam o Oscar na TNT ou na internet... se tiverem condições, se não fiquem ranzinzas em um canto ofendendo a Globo... é sempre bom para a alma.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Frase do Dia - Tarantino

"Me perguntam se eu fiz faculdade de Cinema, e eu respondo que eu Fui ao Cinema!"

Quentin Tarantino

PS1: Sem comentários, a frase é brilhante... bem distante do ranço acadêmico que as vezes toma as discussões sobre os filmes do Tarantino e que na verdade nada tem a ver com o próprio Tarantino.

PS2: O blog está meio parado por motivos técnicos (meu PC quebrou!) logo vou atualizá-lo, com as resenhas de Turma da Mônica Jovem 5 e 6 e outras coisinhas mais...

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Os Indicados ao Oscar 2009


Como comentei os indicados ao Framboesa de Ouro, acho mais do que justo comentar os indicados ao Oscar também, mas primeiro a lista, vamos lá:

Melhor Filme

  • O Curioso Caso de Benjamin Button
  • Frost/Nixon
  • Milk - A Voz da Igualdade
  • O Leitor
  • Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Ator

  • Richard Jenkins - The Visitor
  • Frank Langella - Frost/Nixon
  • Sean Penn - Milk - A Voz da Igualdade
  • Brad Pitt - O Curioso Caso de Benjamin Button
  • Mickey Rourke - O Lutador

Melhor Atriz

  • Anne Hathaway - O Casamento de Rachel
  • Angelina Jolie - A Troca
  • Melissa Leo - Rio Congelado
  • Meryl Streep - Dúvida
  • Kate Winslet - O Leitor

Melhor Ator Coadjuvante
  • Josh Brolin - Milk - A Voz da Igualdade
  • Robert Downey Jr. - Trovão Tropical
  • Philip Seymour Hoffman - Dúvida
  • Heath Ledger - Batman - O Cavaleiro das Trevas
  • Michael Shannon - Foi Apenas Um Sonho

Melhor Atriz Coadjuvante

  • Amy Adams - Dúvida
  • Penelope Cruz - Vicky Cristina Barcelona
  • Viola Davis - Dúvida
  • Taraji P. Henson - O Curioso Caso de Benjamin Button
  • Marisa Tomei - O Lutador

Melhor Diretor
  • David Fincher - O Curioso Caso de Benjamin Button
  • Ron Howard - Frost/Nixon
  • Gus Van Sant - Milk - A Voz da Igualdade
  • Stephen Daldry - O Leitor
  • Danny Boyle - Quem Quer ser um Milionário?

Melhor Roteiro Original

  • Courtney Hunt - Rio Congelado
  • Mike Leigh - Simplesmente Feliz
  • Martin McDonagh - Na Mira do Chefe
  • Dustin Lance Black - Milk - A Voz da Igualdade
  • Andrew Stanton - WALL•E

Melhor Roteiro Adaptado

  • O Curioso Caso de Benjamin Button, Eric Roth e Robin Swicord
  • Dúvida, John Patrick Shanley
  • Frost/Nixon, Peter Morgan
  • O Leitor, David Hare
  • Quem Quer ser um Milionário?, Simon Beaufoy

Melhor Filme Estrangeiro

  • Der Baader Meinhof Komplex
  • The Class
  • Departures
  • Revanche
  • Waltz with Bashir

Melhor Animação

  • Bolt - Supercão
  • Kung Fun Panda
  • WALL•E

Melhor Fotografia

  • A Troca, Tom Stern
  • O Curioso Caso de Benjamin Button, Claudio Miranda
  • Batman - O Cavaleiro das Trevas, Wally Pfister
  • O Leitor, Chris Menges e Roger Deakins
  • Quem Quer Ser um Milionário?, Anthony Dod Mantle

Melhor Direção de Arte

  • A Troca
  • O Curioso Caso de Benjamin Button
  • Batman - O Cavaleiro das Trevas
  • A Duquesa
  • Foi Apenas um Sonho

Melhor Figurino

  • Austrália
  • O Curioso Caso de Benjamin Button
  • A Duquesa
  • Milk - A Voz da Igualdade
  • Foi Apenas um Sonho

Melhor Documentário

  • The Betrayal (Nerakhoon)
  • Encounters at the End of the World
  • The Garden
  • Man on Wire
  • Trouble the Water

Melhor Documentário em Curta-Metragem

  • The Final Inch
  • The Conscience of Nhem En
  • Smile Pinki
  • The Witness - From the Balcony of Room 306

Melhor Montagem

  • O Curioso Caso de Benjamin Button
  • Batman - O Cavaleiro das Trevas
  • Frost/Nixon
  • Milk - A Voz da Igualdade
  • Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Maquiagem

  • O Curioso Caso de Benjamin Button, Greg Cannom
  • Batman - O Cavaleiro das Trevas, John Caglione, Jr. e Conor O’Sullivan
  • Hellboy II - O Exército Dourado, Mike Elizalde e Thom Floutz

Melhor Trilha Sonora

  • O Curioso Caso de Benjamin Button
  • Um Ato de Liberdade
  • Milk - A Voz da Igualdade
  • Quem Quer Ser um Milionário?
  • WALL-E

Melhores Efeitos Visuais

  • O Curioso Caso de Benjamin Button
  • Batman - O Cavaleiro das Trevas
  • Homem de Ferro

Melhor Canção Original

  • “Down to Earth”, WALL-E
  • “Jai Ho”, Quem Quer Ser um Milionário?
  • “O Saya”, Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Curta de Animação

  • La Maison en Petits Cubes
  • Lavatory - Lovestory
  • Oktapodi
  • Presto
  • This Way Up

Melhor Curta-Metragem
  • Auf der Strecke (On the Line)
  • Manon on the Asphalt
  • New Boy
  • The Pig
  • Spielzeugland (Toyland)

Melhor Edição de Som

  • Batman - O Cavaleiro das Trevas
  • Homem de Ferro
  • Quem Quer se um Milionário?
  • WALL-E
  • O Procurado

Melhor Mixagem de Som

  • O Curioso Caso de Benjamin Button
  • Batman - O Cavaleiro das Trevas
  • Quem Quer ser um Milionário?
  • WALL-E
  • O Procurado



Eu estava bem esperançoso que O Cavaleiro das Trevas fosse ser indicado nas categorias principais, mas claro que superistimei a Academia, que prefere indicar filmes "oscarizáveis" seja lá o que isso for. Dentre os indicados só vi o Benjamin Button, que é um filme muito bonito, mas que não é melhor de coisa nenhuma, acredito que algum dos outros quatro indicados deva ser melhor que esse... e convenhamos, a academia está cometendo mais uma vez aquele maldito erro de sempre, premiar um grande diretor por um filme menor, David Fincher deveria ter levado o seu por Clube da Luta ou Seven, bem melhores que Benjamin Button.

A categoria de diretor segue a risca a de filmes, e deve dar a mesma coisa nas duas, provavelmente Benjamin Button ou Quem Quer Ser Um Milionário? As categorias de atuação principal não foram surpresa, embora em torcesse para uma indicação de Clint Eastwood por Grand Torino, que não ocorreu. Acho que os prêmios devem ficar com Kate Winslet por O Leitor ou Meryl Streep por Dúvida entre as mulheres e entre os homens só Deus tira o prêmio de Mickey Rourke por O Lutador.

Nas categorias de ator e atriz coadjuvantes sem muitas surpresas também, entre as mulheres não arrisco palpite, porque essa é a categoria onde acontecem as zebras (alguém lembrou de Marisa Tomei?), entre os homens a maior barbada de todas, se Heath Ledger não levar, eu vou pessoalmente esbofetaear cada um dos membros da academia.

Os roteiros devem ir para Milk e Benjamin Button, respectivamente Original e Adaptado, ainda que o melhor mesmo seja Wall-E, que leva Melhor Animação com um pé nas costas. Acho que entre os prêmios técnicos Batman - O Cavaleiro das Trevas leva quase tudo, menos maquiagem, que deve ir para Benjamin Button e Efeitos Especiais, que deve ir para O Homem de Ferro.

A categoria de melhor música deveria ser abolida, sempre é a mesma palhaçada, músicas sem qualidade, interpretes horrorosos... mas esse ano a academia se superou, não indicar Bruce Springsteen por O Lutador beira o ridículo... e por que apenas 3 indicados, quando sempre foram 5? e se são 3, tem lógica indicar 2 músicas do mesmo filme? Espero que ganhe “Down to Earth” de Wall-E, que é a melhor concorrendo, apesar de a melhor mesmo ser a de Bruce Springsteen...

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Indicados ao Framboesa de Ouro 2009

Enquanto espero ansiosamente os indicados ao Oscar (a lista saí amanhã de manhã), vou me divertindo com o Anti-Oscar. E esse ano com um adicional, torcendo muito para a coroação de Fim dos Tempos, desde já meu favorito!! Confesso que não assisti à nenhum dos outros indicados, mas não tem possibilidade nenhuma de serem piores que Fim dos Tempos!! Dá-lhe Shyamalan!! Rumo ao Limbo!!

PS: copiei a lista do Omelete, portanto as traduções das brincadeiras são deles!!





Pior filme


  • Super-Heróis - A Liga da Injustiça e Espartalhões (Dois filmes - um único conceito de chutar cachorro morto)
  • Fim dos Tempos
  • A Gostosa e a Gosmenta
  • Em Nome do Rei
  • O Guru do Amor

Pior diretor

  • Uwe Boll - Postal, Em Nome do Rei e 1968: Tunnel Rats
  • Jason Friedberg & Aaron Seltzer – Super-Heróis - A Liga da Injustiça e Espartalhões
  • Tom Putnam – A Gostosa e a Gosmenta
  • Marco Schnabel – O Guru do Amor
  • M. Night Shyamalan – Fim dos Tempos

Pior roteiro

  • Super-Heróis - A Liga da Injustiça e Espartalhões
  • Fim dos Tempos
  • A Gostosa e a Gosmenta
  • Em Nome do Rei
  • O Guru do Amor
Pior ator

  • Larry the Cable Guy – Witless Protection
  • Eddie Murphy – O Grande Dave
  • Mike Myers – O Guru do Amor
  • Al Pacino – 88 Minutos e As Duas Faces da Lei
  • Mark Wahlberg – Max Payne e Fim dos Tempos

Pior atriz

  • Jessica Alba – O Olho do Mal e O Guru do Amor
  • Todo o elenco de Mulheres... O Sexo Forte - Annette Bening, Eva Mendes, Debra Messing, Jada Pinkett-Smith Meg Ryan
  • Cameron Diaz – Jogo de Amor em Las Vegas
  • Paris Hilton – A Gostosa e a Gosmenta
  • Kate Hudson – Um Amor de Tesouro e Amigos, Amigos, Mulheres à Parte

Pior ator coadjuvante

  • Uwe Boll (como ele mesmo) – Postal
  • Pierce Brosnan – Mamma Mia
  • Ben Kingsley – O Guru do Amor, Guerra, S.A., Faturando Alto (War Inc.) e Doidão (The Wackness)
  • Burt Reynolds – Em Nome do Rei e Deal
  • Verne Troyer – O Guru do Amor e Postal
Pior atriz coadjuvante

  • Carmen Electra - Super-Heróis - A Liga da Injustiça e Espartalhões
  • Paris Hilton – Repo! The Genetic Opera
  • Kim Kardashian – Super-Heróis - A Liga da Injustiça
  • Jenny McCarthy – Witless Protection
  • Leelee Sobieski – 88 Minutos e Em Nome do Rei

Pior dupla em cena

  • Uwe Boll e QUALQUER ator, câmera ou roteiro
  • Cameron Diaz e Ashton Kutcher – Jogo de Amor em Las Vegas
  • Paris Hilton e Christine Lakin ou Joel David Moore – A Gostosa e a Gosmenta
  • Larry the Cable Guy e Jenny McCarthy – Witless Protection
  • Eddie Murphy dentro do Eddie Murphy – O Grande Dave
Pior prólogo, remake, sequência ou cópia

  • O Dia em Que a Terra se Estourou Pra Valer
  • Super-Heróis - A Liga da Injustiça
  • Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
  • Speed Racer
  • Star Wars – The Clone Wars
Prêmio pela PIOR carreira
  • Uwe Boll – a resposta da Alemanha ao Ed Wood

terça-feira, janeiro 20, 2009

Polêmica (?) Televisiva (ou Futebolística): Sócrates ou Raí?



Estava assistindo ao Globo Esporte hoje e passou uma reportagem com a "polêmica" : Quem foi melhor, Raí ou Sócraes. Desacreditei. Onde tem polêmica? Qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento de futebol sabe que Sócrates não foi só melhor, foi absurdamente melhor. Até o Raí sabe disso!

Todo mundo sabe que sou corintiano, mas não quero que isso faça alguém pensar que estou sendo parcial, sei reconhecer quando um jogador de um time adversário é melhor: Pelé foi melhor que Rivellino, Rogério Ceni é melhor que Felipe... e por aí vai...

Raí efetivamente ganhou mais títulos, mundial de clubes, libertadores, copa do mundo, mas Sócrates tinha muito mais qualidade, jogava solto, vistoso, dava os passes mais açucarados que já vi, colocava a bola por espaços onde nunca vi outro jogador colocar... Se fossemos considerar por nº de títulos o Raí seria melhor que o Maradonna, mas todo mundo que tem um pouco de noção sabe que não é isso que sobra pra posteridade.

Se comparamos a passagem dos dois pela Seleção, a do Raí foi vitoriosa, em 94 no tetra, mas não vistosa, pois a verdade é que só Romário jogou naquele time (e como jogou!). A de Sócrates foi trágica, em 82 e 86, mas o time de 82, mesmo derrotado entra com facilidade na lista de 3 melhores seleções brasileiras de todos os tempos e na verdade, fora o Brasil de 70, o Brasil de 58, a Holanda de 74 e a Hungria de 54 (os dois últimos também não ganharam a copa) nunca houve um time comparável, com aquele meio de campo que jogava por música, com Sócrates, Zico e Falcão. Não a toa, a derrota da seleção de 82 pra Itália é considerada por muita gente como a morte do futebol arte e a vitória dessa porcaria de futebol de resultados que vemos hoje por aí. E como disse num de meus textos no Quatro Patacas (leia aqui se quiser), somente Zidane, Ronaldo e Romário furaram esse "bloqueio" de mediocridade com constância suficiente pra escrever a fundo sua marca na história do futebol.

A minha constatação final é de que Sócrates foi melhor que Raí, mas ver antigos vídeos de qualquer um dos dois é um colírio para os olhos em tempos de Cristiano Ronaldo como melhor do mundo (faz-me-rir)!

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Novas Cotações e Avisos aos (Eventuais)Leitores

Bom... quem lê o blog deve ter percebido que mudei as imagens das cotações atribuidas nas resenhas. Continuam sendo sabres de luz, mas agora são mais bonitinhos!! E além disso inventei uma cotação nova, que é essa com todos os sabres de luz apagados, que servem só pra dar nota pra coisa (filmes, HQs, discos...) que forem um atentado contra a inteligência humana (ou alienígina... tanto faz). O primeiro "felizardo" a receber essa "honraria" foi a bomba Fim dos Tempos do outrora bom diretor M Night Shyamalan, que é tão ruim que ofende... e espero realmente que leve todas as categorias possíveis no Framboesa de Ouro (e se der, até alguns "prêmios" extras)...

Pra quem não sabe, as cotações e suas devidas explicações (não sabe o que é o especial de Natal de Star-Wars [bom pra você, porque é horrível] entra nesse link do Omelete e descubra [ou não]) estão aí do lado direito da tela...

Bom começo de ano pra todo mundo, e continuem acompanhando o Han Atirou Primeiro e, se puderem e quiserem, comentem os posts.


PS: O meu outro blog, o Quatro Patacas, que é um blog literário, passou por algumas mudanças: pra começar agora o endereço é .com.br (www.quatropatacas.com.br), o layout mudou (e ficou muito bom, parabéns novamente pro Thiago, do O que Dr. House Diria, que fez o layout novo [e também o layout do Han]). E nosso querido Pataca Vinício dos Santos, do blog O Jardim dos Gatos Teimosos, parou de escrever no blog, ainda que continue nas apresentações de humor que fazemos por aí (quer ver? entre em Produções Quatro Patacas ou no nosso canal no Youtube), portanto agora somos só três escrevendo no Patacas (Eu, Thiago e o Leandro Durazzo do blog Mísera Mesa) e os textos agora são postados de Segunda (Thiago), Quarta (Leandro) e Sexta (Arthur [eu!]). Confiram que vale a pena!

PS2: Juro que tive vontade de dar essa cotação aí embaixo para o Mamma Mia, pelo seu visual, digamos, alegre!

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Frase do Dia - Nelson Rodrigues

"Há homens que, por dinheiro, são capazes até de uma boa ação."

Isso é tão verdadeiro que dói... Nelson Rodrigues foi um de nossos maiores gênios...

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Melhores e Piores filmes de 2008

Continuando a minha fixação por listas, agora a dos 10 melhores filmes de 2008, dentre os que eu vi, que fique bem claro... entram na lista somente filmes que estrearam nos cinemas no Brasil em 2008. Logo após essa uma dos 5 piores filmes de 2008 (não conseguiria comentar 10 deles...), o critério é o mesmo, ter estreado nos cinemas brasucas em 2008.

Os 10 Melhores Filmes de 2008

10ª Posição – Mamma Mia
Dirigido por Phyllida Lloyd

Essa comédia musical alucinada, sem história, vergonhosa, que aproveita cada sucesso possível do ABBA (e são muitos) para incluir um número musical exagerado, cheio de purpurina e sem sentido na trama é na verdade a melhor comédia do ano. Divertidíssimo, não se leva a sério em momento algum e as vezes pegamos alguns atores, como Pierce Brosnan por exemplo, rindo em suas cenas musicais. Além de tudo (mais) uma fenomenal atuação de Meryl Streep, que com toda certeza será indicada ao Oscar de melhor atriz.
Cotação:

9ª Posição – A Encarnação do Demônio
Dirigido por José Mojica Marins

Depois de mais de 40 anos de molho, finalmente Mojica termina a sua trilogia com Zé do Caixão. Infelizmente esse filme não é fenomenal como os dois primeiros, e A Meia Noite Levarei Sua AlmaEsta Noite Encarnarei No Seu Cadáver, mas termina de maneira digna a trilogia. Fora as comparações com as obras primas anteriores de Mojica, o filme é ótimo, mil vezes melhor que qualquer terror desses que são lançados a toda hora como o filme mais assustador do ano. E pra concluir: Jigsaw e afins são moças perto do Zé do Caixão.
Cotação:

8ª Posição – Ensaio Sobre a Cegueira
Dirigido por Fernando Meirelles


Esse é o filme nacional melhor posicionado na lista, mas confesso que não vi muitos filmes nacionais esse ano... Apesar de várias críticas que a película recebeu, achei que Meirelles transpôs com rara competência o livro de Saramago, utilizando-se de uma inteligentíssima sacada, a luz branca que estoura a tela o tempo todo e que transmite ao expectador a sensação de cegueira das personagens. O ótimo elenco ajuda muito também.
Cotação:

7ª Posição – Homem de Ferro
Dirigido por Jon Favreau


Essa é com certeza uma das melhores adaptações de quadrinhos já feitas e a direção segura de Jon Favreau contribuiu muito para isso, mas as verdadeiras estrelas são o roteiro, que teve coragem de focar em Tony Stark e não em seu alter-ego, o Homem de Ferro, e Robert Downey Junior, espetacular no papel de Tony Stark. O ponto fraco é a batalha final que deixa a desejar.
Cotação:

6ª Posição – Os Indomáveis
Dirigido por
James Mangold


De tempos em tempos alguns ótimos Westerns são lançados no cinema, o que serve ao menos para alentar o coração dos fãs de carteirinha desse glorioso gênero (como eu). Esse Os Indomáveis é um belo exemplar, tenso e focado na personalidade das personagens principais, como tendem a ser os melhores westerns. As atuações de Russell Crowe e principalmente de Christian Bale elevam ainda mais o nível desse filme maravilhoso.
Cotação:

5ª Posição – Desejo e Reparação
Dirigido por
Joe Wright
Esse ano li a obra prima de Ian McEwan, Reparação, que deu origem a esse filme, por isso me sinto competente para analisar esse filme. As comparações com o livro, que considero o melhor romance da década, são inevitáveis, mas me alegro em dizer que o diretor Joe Wright, o mesmo do ótimo Orgulho e Preconceito, conseguiu fazer um filme maravilhoso, dirigido com vigor (vide a cena feita sem cortes na praia, no segundo segmento do filme), consegue passar muito bem as sensações do livro para o espectador do cinema. O elenco é todo ótimo, mas o destaque fica para Saoirse Ronan a menina que faz Briony na infância, que venceu com competência o desafio de encarnar uma das personagens mais complexas da literatura contemporânea. O único ponto negativo é o péssimo título brasileiro, o filme chama-se Atonement, ou seja, Reparação, assim como o livro, esse desejo passa uma idéia errada do significado do filme, que é daqueles que destroem as emoções do espectador, vale dizer que eu não saia tão mal assim do cinema desde Sobre Meninos e Lobos.
Cotação:

4ª Posição – Senhores do Crime
Dirigido por
David Cronenberg
A parceria de Cronenberg e Viggo Mortensen vem se mostrando cada vez mais compensadora. Depois do fenomenal Marcas da Violência, eles nos entregam essa obra prima, que versa com delicadeza sobre a brutalidade da Máfia Russa. Um filme de encher os olhos e a atuação de Mortensen é tão brilhante que fiquei me perguntando, depois de assistir ao filme, como umaator desse nível demorou tanto para mostrar todo o seu talento.
Cotação:

3ª Posição – Wall-E
Dirigido por Andrew Stanton
Não é nada impressionante a presença da Pixar na lista de melhores do ano, e o fato de não estar em primeiro lugar mostra a qualidade dos filmes lançados em 2008. Wall-E é uma obra-prima, absolutamente brilhante, um misto de Chaplin com 2001, que deu muito, muito certo, e até a parte final, com a mensagem ecológica, que recebeu algumas críticas, é ótima e muito bem realizada. Na minha opinião o segundo melhor filme que a Pixar já lançou, perdendo apenas pra Ratatouille (que afinal é um misto de Fellini e Nouvelle Vague difícil de se superar).
Cotação:

2ª Posição – Onde os Fracos Não Tem Vez
Dirigido por Joel e Ethan Coen

Quando vi esse filme a primeira vez, no cinema, fiquei tão impressionado quando a projeção acabou que tive que ir ver outra vez para constatar se tinha entendido mesmo o que achava que tinha entendido. Na segunda vez que vi fiquei ainda mais pasmo, pois o filme imediatamente se configurou como uma daquelas obras-primas que dificilmente saem da cabeça. Tudo é brilhante, neste que é o melhor filme do irmãos Coen desde Fargo. As atuações estão espetaculares, principalmente o trio principal, Josh Brolin que faz Llewelyn Moss, Javier Barden, o Anton Chigurh, um dos psicopatas mais impressionantes que já vi no cinema e Tommy Lee Jones, o xerife, brilhante de tal maneira que cabe a ele o maravilhoso final do filme. O único ponto fraco é o título brasileiro, Onde os Fracos Não Tem Vez, que simplesmente tira o significado básico do filme, de um novo mundo, onde o novo substitui o velho, Onde os Velhos Não Tem Vez caberia bem melhor.
Cotação:

1ª Posição – Batman – O Cavaleiro das Trevas
Dirigido por Christopher Nolan
E finalmente o filme do ano. Confesso que esperava muito ansiosamente esse Batman, mas mesmo a fenomenal expectativa, aliada à impressionante campanha de marketing poderia me preparar para ver o que vi. O melhor filme baseado em quadrinhos já feito, pelo simples fato de não se limitar a ser apenas um filme baseado em quadrinhos. É na verdade o melhor Thriller policial desde a obra-prima Los Angeles: Cidade Proibida. A direção impecável de Nolan, transformam o também impecável roteiro em uma das mais impressionantes experiências cinematográficas de todos os tempos. O elenco é brilhante, passando por Michael Caine, Morgan Freeman, Gary Oldman e culminando no trio de protagonistas, Christian Bale, muito mais seguro no papel do que em Batman Begins, Aaron Eckheart, brilhante como Harvey Dent e, claro, Heath Ledger, que apresenta, sem nenhum exagero, a melhor atuação da década no cinema. Não é que o Coringa feito por ele é o melhor já feito no cinema, é que o Coringa de Ledger é o melhor Coringa em qualquer mídia, incluindo os quadrinhos. O filme do ano, talvez seja o filme da década.
Cotação:

Agora pra fechar com chave de ouro, a lista do dinheiro mais mal gasto esse ano, só a rapa do tacho:

Os 5 Piores Filmes de 2008

5ª Posição – Missão BabilôniaDirigido (?) por Mathieu Kassovitz
O que esperar de um filme com Vin Diesel. Que seja ruim, é claro, mas esse conexão Babilônia é de lascar. O filme não tem nexo, a ação é mal feita, a história é ultra-confusa, as atuações são um lixo e pra piorar o filme é uma propaganda ambulante de Coca-Cola Zero. Porra, Coca-Cola Zero!?! Se é pra fazer merchandising que pelo menos seja da Coca-Cola normal...
Cotação:

4ª Posição – Hancock
Dirigido (?) por Peter Berg

O que mais me irrita em Hancock é que o filme poderia ser bom, caso se limitasse a focar a figura de Hancock, um super-herói bêbado e desajustado. À partir da segunda parte, quando ele se regenera e a terceira parte, quando o roteiro enlouquece de vez, o filme fica tão ruim que eu não via a hora de sair do cinema. Péssimo.
Cotação:

3ª Posição – O Procurado
Dirigido (?) por Timur Bekmambetov

Se esse ano tivemos ótimas adaptações de quadrinhos (Batman - O Cavaleiro das Trevas e Homem de Ferro), também tivemos essa porcaria. Baseado em uma HQ do competente Mark Millar, que confesso que não li, o filme é uma péssima desculpa para horrorosas cenas de perseguição de carro (Assistam Operação França pelo amor de Deus!) e cenas de tiroteio ainda piores. E a história? Ahn? Tinha isso?
Cotação:

2ª Posição – Speed Racer
Dirigido (?) por Irmãos Wachowski

Os irmão Wachowski perderam a mão feio e não é de hoje. Claro que esse Speed Racer não é tão ruim quanto Matrix Revolution, mas mesmo assim é uma ofensa tanto aos fãs de cinema, quanto aos fãs do maravilhoso desenho animado que inspirou essa joça, entre os quais me incluo. E quando eu pensei que pelo menos esse horror serviria pra lançarem um box do anime, eis que lançam o box com os episódios re-dublados... e ninguém vai preso! Realmente um péssimo ano para os fãs de Speed Racer.
Cotação:

1ª Posição – Fim dos Tempos
Dirigido (?) por
M. Night Shyamalan

Em um ano normal a abominação do Speed Racer seria o pior filme do ano, mas esse não foi um ano normal, afinal um negro foi eleito presidente dos Estados Unidos , o time invencível de Bernardinho foi atropelado nas Olimpíadas, o Brasil foi pouco afetado por uma crise econômica mundial, A Dercy morreu... Se Batman – O Cavaleiro das Trevas talvez seja o filme da década, esse Fim dos Tempos do Shyamalan é sem dúvida o pior filme da década, o diretor (?) comete todos os erros, desde péssima escolha de elenco, até o pior uso de camera lenta da história do cinema. Eu gosto muito de O Sexto Sentido e de Sinais, considero Corpo Fechado uma obra-prima, e acho A Vila passável, A Dama da Água é constrangedor de ruim, mas Fim dos Tempos passa todos os limites, é uma ofensa com qualquer ser pensante, é um lixo absoluto, é tão completamente ruim que não tenho cotação para dar pra ele, por isso inventei uma nova cotação, especialmente para porcarias ruins que nem Fim dos Tempos.
Cotação: