domingo, março 08, 2009

Sou Ronaldo!


É... e continuam a duvidar do cara... o que ele precisa fazer para que parem de duvidar que ele pode voltar e voltar e voltar quantas vezes quiser e precisar? Fazer chover? Isso se já não fez! O que diferencia Ronaldo de TODOS os outros jogadores de futebol em atividade no mundo não é só superação, é na verdade muito simples: Genialidade!

O gol contra o Palmeiras (alias, fora o Ronaldo, que joguinho ruim...) é só o (re)começo de uma carreira brilhante, uma trajetória conturbada, mas acima de tudo genial. Ainda pairam dúvidas sobre as condições dele voltar a jogar 100%... eu não me arrisco a duvidar. alguém aí se arrisca?

PS: O Manchester já deve saber onde enfia o estoque de camisetas "Só exite um Ronaldo" que eles mandaram fazer pro Cristiano-faz-me-rir-Ronaldo...

PS2: Aí em baixo um video com os absurdos 15 gols que ele marcou em copas... com um belo destaque para os 8 em 2002 (e com a musica que o D2 fez para ele tocando de fundo):

sábado, março 07, 2009

Micro-resenhas (filmes da semana)

Vou comentar aqui, muito brevemente os filmes a que assisti esta semana, em DVD ou na TV mesmo.



Sintonia de amor (Sleepless in Seatle)
Dirigido por Nora Ephron, 1993.


Há muito tempo não assistia esta que é a mãe suprema de todas as comédias românticas da década de 90. Sintonia de Amor, o idiotíssimo título em português para Sleepless in Seatle (o insône de Seatle), é ao memo tempo um filme cativante, muitíssimo bem dirigido e um marco em seu gênero. Os destaques ficam para os ótimos desempenhos de Tom Hanks, Meg Ryan (antes de virar uma careteira insuportável) e Ross Malinger, que faz o filho do personagem de Tom Hanks. O filme tem um trabalho brilhante de trilha sonora, com as músicas - grandes Standards - sendo inseridas sempre de acordo com o clima e com as letras apoiando o roteiro, coisa rara de se ver hoje em dia. Enfim, um filme sensacional, sensível, e que apesar de ser absolutamente o melhor de seu gênero, foge completamente do roteiro engessado tão popular nas comédias românticas hoje em dia.

cotação:



Sinfonia de Paris (An American in Paris)
Dirigido por Vincent Minelli, 1951.


Um clássico dos músicais, o grande vencedor do Oscar de 1951 é realmente um filme cativante. Gene Kelly, provavelmente o ator mais simpático da história do cinema, faz as coreografias, do filme e monta um par romântico adorável com a estreante Leslie Caron. A direção de Minelli é, como sempre, brilhante, e o filme culmina em um balé de 17 minutos, absolutamente magistral em sua mistura de surrealismo e virtuosismo técnico, sem falar na imensa coragem de dar fecho à uma história por meio de um expediente tão perigoso como o balé. Juntamente com Broadway Melody, o balé de Cantando na Chuva, esse é o melhor já feito no cinema, o que demonstra a imensa qualidade de Gene Kelly para coreografar. Uma só palavra: Assista.

cotação:




Lilo & Stitch (idem)
Dirigido por Dean DeBlois e Chris Sanders, 2002.


Confesso que quando assisti a esse filme no cinema, não gostei muito, achei parado, confuso e muito aquém das produções anteriores da Disney, mas agora revendo com vários anos de distância e mais atenção, gostei bastante do resultado. O filme realmente não tem o nível das obras primas da casa, como Branca de Neve, Bambi, Rei Leão ou Fantasia, mas é muito bem realizado, conta com personagens carismáticos, mostra o dilema familiar de Lilo sem parecer piegas e é muito engraçado, ainda que seja quase sempre um humor físico. Esse humor provém da interação de Stitch com as novidades para ele, como a família, a vida em sociedade e mania da Lilo em tentar transformar ele em um modelo de postura. Ponto também para a bela trilha sonora só com músicas do Elvis.

cotação:

sexta-feira, março 06, 2009

Esperando Watchmen



Bom... quem me conhece, e até quem não me conhece, sabe que estou absolutamente cético com o filme de Watchmen, desde que o Snyder anunciou que ia mudar o final. Na minha opinião quaisquer preocupações que ele tivesse em manter a densidade da obra se perderam com essa decisão, guardada as devidas proporções, seria como alguém adaptar o Rei Lear e mudar o final por achar inadequado ao cinema, acabando com toda a estrutura da dor criada por Shakespeare para Edgar no fim da peça. No caso de Watchmen, o final original (que não contarei aqui, apesar de concordar que não é spoiler por se tratar de uma obra com 20 anos de idade) é decorrencia de toda um fio narrativo intrincado, apoiado sobre o imenso detalhismo gráfico dos desenhos de Gibbons, que culmina no final, que muito mais que ideológico, é o fecho de uma obra-prima estética, por isso se Snyder quisesse mudar o final de Watchmen, deveria mudar toda a obra.

Vi várias críticas do filme e a maioria se equivoca em um ponto teórico crucial, caso da crítica do Omelete por exemplo, achar que o novo final e todas as adaptações feitas por Snyder mantém as idéias propostas por Moore, fazendo, assim como a HQ original, o espectador pensar sobre essas idéias. No entanto, a grande força de Watchmen e o motivo de ser uma obra-prima absoluta reside muito mais no rigor estético de Moore e Gibbons, assim como ocorre em qualaquer obra-prima literária, usando como exemplo o próprio Rei Lear de Shakespeare a força das idéias e das reflexões se apóiam totalmente na absoluta perfeição estética de seus versos e de sua prosa, em Watchmen ocorre a mesma coisa, as idéias propostas por Moore, que abordam profundamente a sociedade, o poder e sua corrupção e o ser humano em si, só se mostram tão fortes e permanentes por se apoiarem completamente no rigor do texto de Moore e na concepção estética que Moore e Gibbons deram à obra, quadro a quadro, diálogo a diálogo, assim sendo o final mudado é como um pé quebrado literário, seria como modificar um verso de Rei Lear. Qualquer ator de teatro com o mínimo de noção, sabe que não se improvisa em Shakespeare, por se estar trabalhando com uma obra fechada e com um texto perfeito, posto isso, de novo guadadas as devidas proporções, não se improvisa em Watchmen, não é sensato.

Amanhã provavelmente assistirei ao filme e irei sim com pedras na mão, por que me guardo ao direito de julgar o filme com o rigor de qualidade que espero em se tratando de Watchmen. O mais rápido possível postarei a crítica.

Até mais ver.


UPDATE: De todas as críticas que li, a mais sensata foi essa publicada no site da Herói: link. Acho que vale a pena comparar com a do Omelete, na minha opinião, equivocada na abordagem: link2. E pra concluir as críticas do MdM que são sempre interessantes e engraçadas: link3, link 4, link 5 e link 6.

quarta-feira, março 04, 2009

De volta... de novo...

Bom... agora que meu computador voltou da assistência técnica, posso voltar a postar aqui... tem muita coisa pendente e muitas resenhas que deixei passar... espero fazer todas...

Mas para começar, gostaria de comentar a provável volta de Ronaldo Fenômeno (que eu na minha imensa maldade, durante a Copa do Mundo de 2006, chamava de Ronaldo "orca"), hoje no jogo Corinthians e Itumbiara pela Copa do Brasil. Sei que talvez seja apenas esperança de corinthiano roxo, mas acredito mesmo que ele vai voltar bem, talento ele tem, só precisa se adequar à idade, assim como fez Romário por exemplo. E ninguém pode dizer que ele não tem poder de superação, não depois de 2002, quando ele estava desacreditado e jogou absurdamente.

Então espero, e acredito que muita gente também, inclusive não-corinthianos, que ele se recupere e volte a ser o Ronaldo Fenômeno que era, e não essa aberração movida a baladas e travecos.

Até a vista!