sábado, março 07, 2009

Micro-resenhas (filmes da semana)

Vou comentar aqui, muito brevemente os filmes a que assisti esta semana, em DVD ou na TV mesmo.



Sintonia de amor (Sleepless in Seatle)
Dirigido por Nora Ephron, 1993.


Há muito tempo não assistia esta que é a mãe suprema de todas as comédias românticas da década de 90. Sintonia de Amor, o idiotíssimo título em português para Sleepless in Seatle (o insône de Seatle), é ao memo tempo um filme cativante, muitíssimo bem dirigido e um marco em seu gênero. Os destaques ficam para os ótimos desempenhos de Tom Hanks, Meg Ryan (antes de virar uma careteira insuportável) e Ross Malinger, que faz o filho do personagem de Tom Hanks. O filme tem um trabalho brilhante de trilha sonora, com as músicas - grandes Standards - sendo inseridas sempre de acordo com o clima e com as letras apoiando o roteiro, coisa rara de se ver hoje em dia. Enfim, um filme sensacional, sensível, e que apesar de ser absolutamente o melhor de seu gênero, foge completamente do roteiro engessado tão popular nas comédias românticas hoje em dia.

cotação:



Sinfonia de Paris (An American in Paris)
Dirigido por Vincent Minelli, 1951.


Um clássico dos músicais, o grande vencedor do Oscar de 1951 é realmente um filme cativante. Gene Kelly, provavelmente o ator mais simpático da história do cinema, faz as coreografias, do filme e monta um par romântico adorável com a estreante Leslie Caron. A direção de Minelli é, como sempre, brilhante, e o filme culmina em um balé de 17 minutos, absolutamente magistral em sua mistura de surrealismo e virtuosismo técnico, sem falar na imensa coragem de dar fecho à uma história por meio de um expediente tão perigoso como o balé. Juntamente com Broadway Melody, o balé de Cantando na Chuva, esse é o melhor já feito no cinema, o que demonstra a imensa qualidade de Gene Kelly para coreografar. Uma só palavra: Assista.

cotação:




Lilo & Stitch (idem)
Dirigido por Dean DeBlois e Chris Sanders, 2002.


Confesso que quando assisti a esse filme no cinema, não gostei muito, achei parado, confuso e muito aquém das produções anteriores da Disney, mas agora revendo com vários anos de distância e mais atenção, gostei bastante do resultado. O filme realmente não tem o nível das obras primas da casa, como Branca de Neve, Bambi, Rei Leão ou Fantasia, mas é muito bem realizado, conta com personagens carismáticos, mostra o dilema familiar de Lilo sem parecer piegas e é muito engraçado, ainda que seja quase sempre um humor físico. Esse humor provém da interação de Stitch com as novidades para ele, como a família, a vida em sociedade e mania da Lilo em tentar transformar ele em um modelo de postura. Ponto também para a bela trilha sonora só com músicas do Elvis.

cotação:

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