segunda-feira, julho 13, 2009

Dia do Rock - Micro-resenhas

Como esse blog ficou escostado muito tempo, resolvi fazer algo especial para ressuscitá-lo, o tal do dia do rock veio bem a calhar.

Dividi o meu "especial" em 3 partes. Hoje, Quarta e Sexta.

Para hoje - que efetivamente é o Dia do Rock - eu fiz algumas resenhas de discos de rock... o motivo de resenhar esses discos? São dois. Primeiramente são discos sensacionais, posto isso, são discos que andei escutando muito nos últimos tempos. Aí vai:


A arte do insulto - Matanza (2006)

Conheci o Matanza meio por acaso. Estava lendo algumas resenhas sobre Johnny Cash - um de meus artistas favoritos - quando vi que essa banda havia feito um disco em homenagem a Cash ("To Hell With Johnny Cash" de 2005), fui atras do disco e escutei. Não achei grande coisa, algumas versões são interessantes, mas as versões originais são intocaveis, então ficaria muito difícil mesmo. Depois disso esqueci o Matanza por um tempo, até que assisti na MTV o clipe de "Eu não gosto de ninguém" e achei sensacional, procurei o disco e cheguei até aqui.

A arte do insulto é provavelmente um dos melhores discos do rock nacional na década, honesto (e isso é muita coisa), direto, ousado e efetivamente despretencioso, qualidades raras para um rock que aprendeu, já a algum tempo, a se levar a sério demais. O Matanza é o oposto completo dessa patotada que virou o rock nos últimos anos.

O disco começa com a música título, um compêndio de xingamentos, e só isso, e aí reside a grande qualidade do disco: não esperar muito de si mesmo e, por isso, chegar a um resultado - por vezes - genial.

O rock pesado e cru casa imensamente bem com as letras sarcásticas cantadas pela voz ainda mais sarcástica de Jimmy. Coisas como: "Mesmo que eu pudesse controlar a minha raiva, mesmo que eu quisesse conviver com a minha dor, nada sairia do lugar que já estava, não seria nada diferente do que sou, não quero que me veja, não quero que me chame, não quero que me diga, não quero que reclame, eu espero que você entenda bem, eu não gosto de ninguém."

Com o disco todo seguindo essa linha, os destaques ficam com "Meio Psicopata", "Clube dos canalhas", "Estamos todos bebendo", "A arte do insulto" e "Eu não gosto de ninguém" a melhor do disco.

Em suma, um disco originalíssimo, sem ser chato. Um primor. Altamente recomendado.

cotação:


The rise and fall of Ziggy Stardust and the spiders from Mars - David Bowie (1972)

David Bowie é uma das figuras mais curiosas da música mundial. Artista altamente criativo foi, por muitas décadas, um dos pilares da evolução do rock em forma de arte. Se eu disse - na crítica anterior, ao Disco do Matanza - que estava descontente com os caminhos do rock hoje em dia, reforço meu argumento, não acho que o rock feito hoje, cheio de pretenção e ares de salvador da música seja digno de uma Mariola. No caso de Bowie - em especial esse album, junto com o Hunky Dory, de 71 - a pretenção e os ares de salvador da música caem muito bem. O nível de qualidade da música do fim da década de 60 e começo da década de 70 permitiam isso, as experimentações podiam chegar a níveis esquizofrênicos, e foram essas experimentações que fizeram esse periodo ser conhecido como o mais fértil da música popular em todos os tempos.

The rise and fall of Ziggy Stardust and the spiders from Mars é, talvez, o disco que melhor ilustra esse momento, é um album conceitual , e dentro de sua aparência de loucura e possível ingenuidade repousa um calderão de experimentação que resulta em uma música incrivelmente inventiva e - principalmente - de qualidade, como somente Bowie é capaz de fazer.

Os destaques ficam para a abertura sensacional "Five Years", o clássico "Starman", que ganhou a versão mais bizonha de todos os tempos na década de 90 (Astronauta de Mármore - Nenhum de Nós, lembram?), "Ziggy Stardust" ... bom, o disco inteiro é irrepreensível.

A versão especial em CD ainda traz 7 faixas bonus com outras versões de Ziggy Stardust, Lady Stardust e Starman. Mas eu ainda fico com a versão original.

cotação:

Kill'Em All - Metallica (1983)

Esse primeiro disco do Metallica só pode ser definido de uma maneira: uma grande e destrutiva pancada na cara do ouvinte. Cru - e nesse caso a palavra cabe a perfeição, nenhum disco já feito é mais cru que esse -, as vezes até tosco. Esse é um daqueles casos raríssimos de produção precária que dão em uma obra-prima. O Metallica tem outros discos sensacionais, como "...And Justice for all" e "Ride the lightning", tem discos melhores, como a obra-prima "Master of Puppets" mas nenhum deles define melhor o espírito primordial da banda - que se perdeu com o tempo - como esse primeiro. Kirk Hammet não participou da composição das músicas, apenas da gravação - já que entrou em cima da hora no lugar do bebaço David Mustaine - mas já mostra aqui a velocidade alucinante e a qualidade de sua técnica que o tornariam uma lenda. Clif Burton ainda não era o melhor baixista do mundo, como viria a ser nos discos seguites (antes de morrer em um acidente), e Lars Ulrich dá conta do recado, apesar de não ser um bateirista genial. O destaque mesmo fica com James Hatfield, que parece um maníaco cantando nesse disco, com um ímpeto que ele deixou pra tras faz tempo.

O disco começa de maneira arrasadora com "Hit The Lights", uma explosão de fúria que é um chute no saco ("No life 'till leather...") e prossegue por clássicos como "Motorbreath", "Jump in the Fire", "Whiplash" (que tipo de animal faz uma música chamada torcicolo!), o hino "Seak and Destroy" (Running, On our way Hiding, You will pay Dying, One thousand deaths ) e "Metal Militia". O disco é tão bom que eu citei quase todas as músicas.

Em suma, se você quer entender o metal esse é o disco para começar a "reeducação", acredite, "We never want to stop again"!

cotação:

Abbey Road - The Beatles (1969)
( resenhei esse do vinil, Yeah!)

É difícil resenhar a última obra-prima dos Beatles (última tanto por ser de fato o último disco a ser gravado, como por Let it Be, que foi lançado depois, apesar de ótimo, é inconstante.), ou talvez seja mais fácil do que parece.

É interessante começar pela capa lendária, provavelmente a capa de disco mais famosa de todos os tempos. A belíssima fotos foi e continua sendo alvo de suspeita de diversos fãs que acreditam na história da morte do Paul, mas isso não vem ao caso, basta dizer que a capa é tão emblemática que provavelmente, junto com a capa de Sgt. Pepper's, seja a capa mais copiada de todos os tempos.

O disco começa com a sensacional "Come Together", na minha opinião a melhor abertura de um album dos Beatles, prossegue com a "melhor música de amor de todos os tempos" "Something", o auge de George Harrison como compositor (e isso definitivamente não é pouca coisa). Harrison, alias, tem outra obra-prima no disco, a alegre "Here comes the sun". Outras obras primas? "I want you", "Maxewell's Silver Hammer","Because" e a trinca final "Golden Slumbers", "Carry that weight" e "The End" que configura o encerramento perfeito para a melhor banda de todos os tempos, com direito até a epílogo na escondidinha e graciosa "Her Majesty".

cotação:


Quarta feira eu volto a atualizar essa joça. E logo coloco também a resenha do novo Harry Potter (assim que eu assistir).

Um comentário:

Anônimo disse...

Vc prefere twitter do q orkut....

ass. Vc sabem quem!