sexta-feira, dezembro 31, 2010

Os Melhores (e piores) Filmes da Década

Os 20 Melhores Filmes da Década

Critérios: apenas gosto pessoal de alguém que viu muitos filmes na década, mas com toda certeza não viu o suficiente para produzir algo realmente confiável.

A intenção original era que a lista fosse de 10 filmes e que fosse um Top 10, mas não consegui limitar em 10, por isso fiz 20 e com tantos filmes acho despropositado tentar colocá-los em ordem de "qualidade", ou "preferência", portanto, a ordem é alfabética mesmo.

Obviamente não darei cotação aos filmes, se estão aqui, é porque receberam a cotação máxima do blog.



Amor à Flor da Pele (Wong Kar-wai)

Essa obra-prima de Wong Kar-wai é um tratado da desilusão e da falta de coragem para levar as coisas e os sentimentos a bom termo. Talvez o mais belo e delicado filme da década, todo focado nas maravilhosas atuações de Maggie Cheung e Tony Leung.

Bicho de Sete Cabeças (Laís Bodanzky)

Um filme curiosamente ignorado na maioria das listas, é um dos mais interessantes do cinema nacional desde a retomada. Focado na brilhante atuação de Rodrigo Santoro, é direto e profundo em suas intenções.

O Cavaleiro das Trevas (Christopher Nolan)

Esse filme foi a prova definitiva de que existe vida inteligente e valor artístico no mundo dos blockbusters, para isso pegou "emprestado" um diretor profundamente artístico - Nolan - que não faz concessão alguma ao tecer sua história. Destaque para a perturbadora atuação do falecido Heath Ledger.

Cinema, Aspirinas e Urubus (Marcelo Gomes)

O cinema brasileiro abordou tanto em sua história e nessa última década os filmes passados no Nordeste, que criou-se um estígma de falta de criatividade e, por vezes, de qualidade. Cinema, Aspirinas e Urubus é o completo oposto disso, um road movie completamente focado nas personagens e com diálogos que flertam com o teatro. Uma pequena obra-prima.

Closer - Perto Demais (Mike Nichols)

Mike Nichols já nos deu alguns dos melhores filmes de todos os tempos, como Quem Tem Medo de Virginia Wolf? e A Primeira Noite de Um Homem, mas estava há muito sem entregar algo realmente relevante. Então veio com Closer. Perturbador, desesperançoso, brilhante. Sem mais.

Deixa Ela Entrar (Tomas Alfredson)

Com os vampiros voltando a moda - com o tenebroso Crepúsculo - esse pequeno filme suéco estreou por aqui apenas em circuitos de arte e jamais foi lançado em DVD. Nem precisou, apenas com essa pequena exposição e com o auxílio sempre providencial da internet ele conquistou um sólido séquito de admiradores. Justíssimo, é absolutamente genial e das melhores obras que o cinema europeu nos forneceu nesse década.

Fale com Ela (Pedro Almodóvar)

Falando em cinema europeu, Almodóvar vem sendo desde a década passada o cineasta mais bem sucedido criticamente da Europa. Fale com Ela é um de seus melhores filmes (juntamente com Carne Trêmula e Tudo Sobre Minha Mãe, todos em sequência) e o seu melhor nessa década. E o melhor que o cinema europeu pode realizar em muitos anos. E talvez até o melhor da década, não seria exagero algum.

Labirinto do Fauno (Guillermo del Toro)

Confesso que não gosto muito do trabalho de del Toro, acho o diretor um dos mais superestimados dessa nova safra, sempre entregando obras maravilhosas estéticamente mas algo vazias em sua essência. Não é o caso de Labirinto do Fauno, uma profunda alegoria da crueldade humana na visão de uma menina envolta em dois mundos, um real, outro não, ambos terríveis.

O Lutador (Darren Aronofsky)

Esse talvez seja meu filme com pessoas de carne e osso preferido dessa lista. Aronofsky é um dos diretores mais complexos da nova geração e vem entregando obras brilhantes já há algum tempo. Aqui ele atingiu o ápice até agora. Um filme honesto, devastador e profundamente calcado na atuação poderosa de um Mickey Rourke ressurgido do limbo. 

Menina de Ouro (Clint Eastwood)

Clint vem sendo o mais sólido diretor americano já há duas décadas. Menina de Ouro é um de seus melhores filmes. Funciona tanto como filme esportivo, quanto como metáfora de vida. Mas fica realmente maravilhoso quando tem sua reviravolta no terço final.

Onde os Fracos não tem vez (Joel e Ethan Coen)

O western vem sendo um gênero combalido e fraco nas últimas décadas, mas por lançamentos como esse vem se mantendo vivo. É na minha opinião o melhor filme dos Coen e uma poderosa metáfora sobre uma américa que rejeita o passado em prol de um futuro incerto.

O Pântano (Lucrécia Martel)

Essa foi uma década brilhante e reveladora para o cinema latino-americano. O cinema argentino é o mais sólido de todos os países que compõe o bloco. Lucrécia Martel é a minha cineasta argentina favorita e O Pântano - obra que versa com profundidade por vezes cruel sobre a destruição familiar - é seu melhor filme.

A Pequena Miss Sunshine ( Jonathan Dayton e Valerie Faris)

Little Miss Sunshine veio como um estouro que colocou o cinema dito alternativo no mapa de hollywood. Diferentemente de quase tudo que veio em sua rasteira esse filme renega esquemas prontos de roteiro e conta de maneira genial uma pequena história familiar.

Ratatouille (Brad Bird)

Se eu tivesse que escolher apenas um filme na década toda, seria esse. O ápice artístico da Pixar veio com essa obra-prima que flerta ao mesmo tempo com Fellini e com a nouvelle vague. Brad Bird - diretor de os Incríveis e O Gigante de Ferro - construiu um dos filmes mais delicados e geniais da década, utilizando-se de um meio que antes era (e ainda é para alguns imbecis) considerado puramente infantil.

Sobre Meninos e Lobos (Clint Eastwood)

Esse filme foi praticamente um ressurgimento de Clint como diretor, já que havia tempo que ele não entregava um grande filme. E que filme! Jamais saí tão arrasado psicologicamente de uma sala de cinema quanto dessa vez. Mais um filme da lista completamente focado nas atuações.

O Senhor dos Anéis - A Trilogia (Peter Jackson)

Foram 3 filmes, mas que no final são uma única história, principalmente se considerarmos a amplamente superior versão estendida. Acredito que esses foram os filmes que começaram o processo de reabilitação crítica do cinema dito blockbuster, que culminou com O Cavaleiro das Trevas.

Toy Story 3 (Lee Unkrich)

Toy Story foi uma revolução. Toy Story 2 superou em muito a obra original. Toy Story 3 é o melhor da trilogia. Uma das grandes animações de todos os tempos e a mais devastadoramente emotiva de todas elas.

Tropa de Elite e Tropa de Elite 2 (José Padilha)

Curioso notar que esses filmes, apesar de um ser sequência do outro, são tão diferentes entre si. Talvez por isso ambos tenham causado tanto impacto no cenário do cinema nacional. O primeiro é o melhor filme de ação da década. Sim, não do Brasil na década, da década em si. O segundo é uma obra social muito mais complexa, que desprevilegiou a ação do primeiro, pra levantar assuntos de interesse nacional e - curiosamente - fez mais sucesso ainda. Será que não estamos subestimando nossos espectadores? Tropa de Elite 2 e todo o seu sucesso mostra que muito provavelmente sim.

A Viagem de Chihiro (Hayao Miyazaki)

A única animação 2D dessa lista é uma das obras-primas de Miyazaki, o maior gênio vivo da animação. Apesar de gostar de O Castelo Animado tanto quanto gosto desse, Chihiro ganha o lugar na lista por além de tudo ter causado outra abertura ocidental à animação japonesa, como Akira havia feito na década de 80.

Wall-E (Andrew Stanton)

E pra concluir, outra animação. Outro filme da Pixar. Wall-E é provavelmente a obra mais corajosa do cinema nessa década. Um filme de animação, com pretenso público alvo infantil, que é mudo por mais de 80% da exibição?! Só isso já valeria a menção, mas o filme é maravilhoso de qualquer forma.



Os 5 Piores Filmes da Década



Alguns podem perguntar, "mas cadê os filmes do Uwe Bowe, ou as comédias pastelão imitando filmes?" Nada disso entra na lista, meu critério para piores da década é que os filmes tenham a pretenção de serem obras artísticas e que tenham falhado miseravelmente.

Dividi então essa lista em 2 partes, a 1ª tem os filmes que são uma ofensa a qualquer ser pensante. A 2ª tem um filme só, que é não só o pior da década, como o pior que já vi na vida.


Matrix Revolutions (irmãos Wachowski)

O pior filme dos Wachowski. A pior sequência de todos os tempos. O maior coito interrompido EVER! Sem muito a falar sobre esse lixo, fora que tive que ser contido pela minha mãe na saída do cinema para não pedir meu dinheiro de volta.

A Dama na Água (M. Night Shyamalan)

Shyamalan foi um dia um bom cineasta. E isso não faz tanto tempo assim, foi NESSA década. Então não consigo entender o que houve. Onde foi que o caldo entornou?

Speed Racer (irmãos Wachowski)

Fora o filme ser nefasto de ruim, é uma ofensa incrível com qualquer um que seja fã do maravilhoso animê que deu origem a isso. Ai ai Wachowski...

Hannibal - A Origem do Mal (Peter Webber)

Fui ver esse filme sem qualquer expectativa e mesmo assim sua ruindade conseguiu me surpreender. Dragão Vermelho é mediano e Hannibal é uma porcaria. Mas esse A Origem do Mal é tenebroso, um filme de terror B com ares de grande filme. O pior que pode acontecer.


E o filme de que falei ali em cima... o pior que vi na vida é esse:

Fim dos Tempos (M. Night Shyamalan)



Já teci minha raiva contra essa aberração antes no blog (no post de melhores e piores filmes de 2008), vou colar o que disse aqui por economia de irritação:

 "Em um ano normal a abominação do Speed Racer seria o pior filme do ano, mas esse não foi um ano normal, afinal um negro foi eleito presidente dos Estados Unidos , o time invencível de Bernardinho foi atropelado nas Olimpíadas, o Brasil foi pouco afetado por uma crise econômica mundial, A Dercy morreu... Se Batman – O Cavaleiro das Trevas talvez seja o filme da década, esse Fim dos Tempos do Shyamalan é sem dúvida o pior filme da década, o diretor (?) comete todos os erros, desde péssima escolha de elenco, até o pior uso de câmera lenta da história do cinema. Eu gosto muito de O Sexto Sentido e de Sinais, considero Corpo Fechado uma obra-prima, e acho A Vila passável, A Dama da Água é constrangedor de ruim, mas Fim dos Tempos passa todos os limites, é uma ofensa com qualquer ser pensante, é um lixo absoluto, é tão completamente ruim que não tenho cotação para dar pra ele, por isso inventei uma nova cotação, especialmente para porcarias ruins que nem Fim dos Tempos.(sim, a cotação mais baixa do blog foi inventada pra esse filme)"

Nada mais a acrescentar Sr. Meritíssimo!


PS: Se acharem que eu esqueci algum filme, digam nos comentários.

sábado, novembro 06, 2010

Frase do Dia - Paul McCartney



''Naquela noite, eu acho que descobri o sentido da vida."

Paul McCartney sobre a primeira vez que encontrou Bob Dylan


PS: O blog está realmente meio abandonado, acontece que estou meio sem ideias pra postar. Na verdade tive uma ideia ótima (quase genial eu diria), mas como é muito trabalhosa vai demorar ainda... Pretendo também colocar uma resenha sobre o clássico Megaman 2 do NES, mas pra isso preciso terminar o jogo, e estou empacado na última fase... tsc tsc, que patético!

PS2: Mas enquanto eu não volto, acompanhem as minhas resenhas de disco junto com o Thiago Corrêia na coluna Terapia Musical no O Que Dr. House Diria?. O Puxa Cachorra também voltou depois de longas férias, vale a pena acompanhar.

sábado, outubro 16, 2010

Frase do Dia - Alan Moore




''Não há ninguém mais completo do que Will Eisner. Nunca houve, e eu, em meus dias mais pessimistas, tenho dúvidas se algum dia haverá''.

Alan Moore, sobre o Deus dos Quadrinhos Will Eisner.


PS: Minha ideia de escrever sobre episódios de séries meio que foi pro buraco... eu assisti todos seguidos, anotei em um txt, que OBVIAMENTE não salvei... o PC deu pau e eu tenho preguiça de fazer de novo... triste. Mas acho que faço ainda...

sábado, outubro 02, 2010

Micro-resenhas - um panorama da (minha) semana de series (26/09-02/10)

De novo de volta para comentar as series que vi na semana. Vocês vão notar que coloquei Chuck junto com as outras dessa vez, e farei assim, a não ser que algo muito relevante precise ser analisado de maneira sistemática. Também perceberão que não analisei Dexter como havia dito, isso é porque ainda não assisti o season premiere, pelo simples motivo de que gostei tanto da temporada passada que estou com medo de começar a nova... sim, isso é gay, eu sei disso... mas resenho Glee e acho que nada pode ser mais gay que isso.

Chuck episódio 4X02



Depois de um episódio sensacional de estréia, o que a serie nos reservou essa semana? Outro episódio sensacional. Sério Chuck não para de melhorar desde sua já ótima temporada de estréia.

Aqui a serie volta a tratar dos conflitos do relacionamento entre Chuck e Sarah, que já haviam sido foco, ainda que discretamente, no episódio passado. A dificuldade da espiã em se fixar é uma grande sacada dos roteiristas e rendeu bons momentos, como Chuck tentando se desculpar com Sarah no meio da missão, alias, é incrível como Chuck sempre se distrai da missão para discutir relação.

A serie continuou com a tradição de convidados ilustres e Lou Ferrigno, ainda que tenha realmente feito só uma ponta, foi um tiro certeiro.

Mas o melhor do episódio foi mesmo a cena de Morgan explicando para a General Beckman que a Buy More deve ser ineficiente, para que seja um disfarce competente. Os agentes se jogando no chão para arrumar a bagunça de Morgan instantaneamente foi das melhores coisas do seriado em qualquer temporada. E Morgan com gerente da Buy More vai rendar algumas das melhores piadas da temporada, tenho certeza disso.

O retorno dos antigos empregados também foi ótimo, alias,  quantas vezes Casei teve que atirar em Jeff para que ele desmaiasse?

O final do episódio puxou pelo lado romântico da série e a declaração da loirinha (ahh Yvonne Strahovski!) 'Você é o meu lar Chuck, você sempre foi' foi sinceramente emocionante. A ideia de ter filhos parece ter abalado realmente Sarah, como vimos na última cena do episódio e parece ser o tal Calcanhar de Aquiles que Morgan disse para Chuck, ainda que seguir um conselho de Morgan seja muito pouco recomendável.

cotação: 



Bones episódio 6X02



Bones é outra serie que não perdeu o ritmo da estreia, nos entregando um ótimo episódio novamente. O caso não foi lá muito interessante, ainda que a piada com George Clooney tenha sido ótima. Mas achei que a solução foi meio previsível, eu desconfiei desde o começo do episódio e não sou exatamente brilhante para descobrir assassinos.

Mas se o caso falhou um pouco, a relação entre as personagens compensou tudo. Realmente foi bacana ver que a namorada de Booth é legal e não causa raiva no espectador (como costuma acontecer em casos assim), e os sentimentos de Temperance parecem ter extrapolado da interpretação de Emily Deschannel, o que - confesso - causo aflição em mim. Realmente triste esse auto-engano de Bones. Pela primeira vez começo a pensar que esse romance precisa de uma solução urgente.

cotação:



The Big Bang Theory episódio 4X02 



Ótimo episódio, do nível dos melhores da série! A ideia de Sheldon usar um 'robô' para não ter que sair do quarto e ter risco de se machucar foi genial e resultou em cenas que me fizeram chorar de rir. A interação entre Panny e Sheldon continua um dos pontos altos da série, e espero que continuem investindo nisso.

Diferente da maioria dos episódios da temporada anterior, nesse - assim como já havia sido no 1º - todo mundo tem seu tempo e seu destaque, tirando um pouco do peso das costas do sensacional Jim Parsons. Realmente os prognósticos para essa temporada são os melhores possíveis.

PS: a cena com Steve Wosniak foi um presente para os nerds!

cotação:



House episódio 7X02



Esse episódio foi melhor que o season premiere, mas a série rende bem mais que isso, todo mundo sabe.

Thirteen ter tirado 'uma licença' acabou sendo uma benção, convenhamos, apesar de Olivia Wilde ser lindíssima, a personagem é terrível e nunca acrescentou nada de bom à trama. O destaque da interação entre as personagens foi Wilson não acreditando em House e Cuddy tendo que provar para ele que era verdade. O clima no hospital, culminado na briga entre os dois também rendeu boas cenas, mas o do episódio foi o caso, provando minha tese de que House precisa urgentemente se livrar desse 'quê' de Grey's Anatomy que tomou conta da série desde a 4ª temporada.


cotação:



Grey's Anatomy episódio 7X02 



E falando em Grey's, mais um grande episódio, no nível do season premiera, que já havia sido sensacional.

Esse se focou em Young (sempre um acerto)e ver a fragilidade dentro de Cristina é simplesmente espetacular. Ficou claro que ela iria demonstrar mais isso nessa temporada, mas não imaginava que fosse desmoronar dessa maneira, dentro da sala de operação. E que cena fabulosa de Grey indo socorrê-la, invadindo a SO.

E o encerramento com Cristina percebendo que está vazia por não conseguir mais fazer o que a define como ela mesma, e Meredith recebendo a permissão de operar depois de desistir de postergar seus problemas. Adoro como Greys anatomy toca a história pra frente, sem fillers, a serie não precisa deles.

PS: Cristina quase bateu o recorde mundial de casamento mais rápido que ainda pertence ao Denis Rodman, quando ele casou com ele mesmo, lembram?


cotação:



Glee episódio 2X01



Novamente o episódio começou ótimo, com aquela explicação completamente sem sentido da Brittany sobre o porquê dela não gostar da Britney Spears e a piada com o 'Leave Britney Alone'. E novamente no final Glee nos entrega um episódio completamente abaixo do que pode. Com o agravante dessa vez, de ser ainda pior que de costume.

Esse episódio sofre do mesmo problema do episódio da Madonna, nenhum bom motivo para o tema e devo dizer que as músicas entram até mais imbecilmente do que naquele episódio. Alucinações na cadeira do dentista? Fala sério! Também não gostei muito de simplesmente refazerem clipes da Britney como os números musicais, me pareceu preguiça de pensar dos roteiristas.

Esse episódio não faz sentido algum e a tentativa de explicar uma muleta narrativa tão fraca, pelo discurso de Artie sobre o gás do dentista, chega a ser ofensiva. Sem falar que novamente assim como os episódios de Madona e Lady Gaga, a trama foi suprimida da serie por uma semana. Ou os outros alunos já esqueceram que Rachel ferrou o clube no episódio passado?

Falando em Rachel, ela é a personagem de TV mais chata desde que Foreman virou um pé no saco. E Sue Silvestre demorar 23 longos minutos para aparecer em uma série que é basicamente segurada apenas por sua presença é CRIME! O que é comprovado com fato de que mesmo aparecendo ridículamente pouco ela conseguiu soltar a única boa frase do episódio: 'Serio Will, você veste mais coletes do que todo o casting de Blosson'.

No final, com uma temática toda de Britney Spears, o único número bom do episódio foi o último, com uma música que não é de Britney... EPIC FAIL.

Uma pena que Glee continue desperdiçando um grande plot, se enfiando na mediocridade. 

PS: pra não dizer que não houveram boas coisas nesse episódio, a burrice de Brittany continua rendendo boas piadas e tive uma crise de riso com a vergonha alheia do número de Toxic... isso deve valer de alguma coisa.


cotação:

quinta-feira, setembro 30, 2010

Post comemorativo: Dia do Tradutor




Não sei se algum de vocês sabem, mas hoje é o Dia do Tradutor. Bacana né? Não? Claro que é, afinal o que seria das nossas vidas sem os tradutores.

Pensem no seu dia-a-dia, todos os produtos culturais estrangeiros que vocês consomem (e convenhamos, são muitos) passam pelas mãos de tradutores, sejam eles legenders amadores da internet, ou profissionais que traduzem livros, temos diversos tipos de tradutores.

Vocês devem saber, ou não, mas já publiquei algumas traduções minhas de poemas aqui, em tempos imemoriais e para 'comemorar' esse dia, vou publicar algumas coisinhas.

Pra começar, o comecinho de Paradise Lost de John Milton, que traduzi com meu amigo Leandro Durazzo especialmente para esse post:


Of Mans First Disobedience, and the Fruit
Of that Forbidden Tree, whose mortal tast
Brought Death into the World, and all our woe,
With loss of Eden, till one greater Man
Restore us, and regain the blissful Seat,
Sing Heav'nly Muse,||




Da primeira transgressão humana, e
Do letal sabor do fruto proibido,
Veio ao mundo a Morte e toda aflição
Pelo Éden perdido, até que o Maior
dos homens nos redima e recupere
o Trono abençoado, canta a Musa
Celestial,||



Continuando, uma tradução da Dream Song 30 de John Berryman, também feita pelo Leandro Durazzo.

Dream Song 30

Collating bones: I would have liked to do.
Henry would have been hot at that.
I missed his profession.
As a little boy I always thought
'I'm an archeologist'; who
could be more respected peaceful serious than that?

Hell talkt my brain awake.
Bluffed to the ends of me pain
& I took up a pencil;
like this I'm longing with. One sign
would snow me back, back.
is there anyone in the audience who has lived in vain?

A Chinese tooth! African jaw!
Drool, says a nervous system,
for a joyous replacing. Heat burns off dew.
Between the Ices (Mindel-Würm)
in a world I ever saw
some of my drying people indexed: "Warm."

Canção do Sonho 30

Juntar ossos: eu teria gostado.
Henry teria sido bem bom nisso.
Esqueci sua profissão.
Como um garotinho eu sempre penso
"Sou um arqueólogo"; quem
seria mais pacífico e respeitado que isso?

Inferno fala pro meu cérebro acordar.
Iludido até os fins de minha dor
levo a mão ao lápis;
assim estou com saudade. Um sinal
nevaria a mim de volta, de volta.
Há alguém na plateia que viveu em vão?

Um dente chinês! Mandíbula africana!
Baba, diz um sistema nervoso,
pra uma feliz substituição. Calor que evapora orvalho.
Entre as geleiras (períodos glaciais)
num mundo que sempre vi
alguns do meu povo árido classificados: "quentes."



E para fechar essa 'comemoração', um poema que já publiquei aqui (sim sim, em tempos IMEMORIAIS), mas que acho uma boa tradução, a Carmina II de Catulo. A tradução é minha.


II

Passer, deliciae meae puellae,
quicum ludere, quem in sinu tenere,
cui primum digitum dare appetenti
et acres solet incitare morsus
cum desiderio meo nitenti
carum nescioquid libet iocari,
credo, ut, cum gravis acquiescet ardor,
sit solaciolum sui doloris:
tecum ludere, sicut ipsa, posse
et tristes animi levare curas.


II

Pardal, que és o prazer de minha amada,
com quem brinca e entre as mãos ela segura,
para que dê o dedo as tuas volúpias,
e te incite as bicadas pontiagudas.
Quando a minha vontade reluzir -
a ela, que com prazer, não sei, faz rir,
e eu creio que console a sua dor
e depois descanse esse imenso ardor.
- Se como ela eu puder brincar contigo,
minha triste alma encontrará abrigo.

terça-feira, setembro 28, 2010

Micro-resenhas - um panorama da (minha) semana de series (19-25/09)

Vou começar toda semana (tá bom!) a fazer um panorama das séries que assisto pela agenda americana (obviamente indo de avião para lá várias vezes por semana...). A saber, são elas: The Big Bang Theory, Grey's Anatomy, House, Bones, Glee (podem me zuar a vontade) e Dexter. Obviamente não sei se conseguirei manter esse número de series, já que pode faltar tempo e algumas delas podem ficar chatas e eu desistir antes (sim Glee, estou falando de VOCÊ). Chuck, como vocês já viram, eu resenharei separadamente (sem nenhum motivo melhor do que um Porque sim) e pretendo seguir isso com Dexter também, então segue uma breve análise das outras:


Bones episódio 6X01



Um recomeço, é isso que esse season premiere propõe. Claro que o espectador pode contestar a necessidade de ocorrerem mudanças no season finale da temporada passada pra começo de conversa. Eu entendi o que foi proposto, mas concordo que pode ser muito confuso. 

De todo modo, o episódio manteve o excelente momento que a serie passava no final da temporada anterior, tirando um pouco o foco do caso da semana - que foi solucionado com facilidade - e dando toda a atenção às ótimas personagens, o que foi um acerto. E se a eterna indeterminação entre Bones e Booth pode ser imensamente irritante por um lado, por outro não creio que a serie consiga funcionar com um romance assumido entre os dois (muito diferente de Chuck por exemplo), então acho que isso ainda vai durar muito...

cotação:  


The Big Bang Theory episódio 4X01



Outra serie que vinha em uma ótima temporada e que manteve o bom nível no começo dessa nova temporada. O início do episódio foi sensacional, bem como a relação entre Sheldon, sua 'namorada' e Penny, que foi hilariante. Claro que a serie pode mais que isso, mas para um season premiere, foi de ótimo tamanho.

cotação:  


House episódio 7X01



Falemos a verdade, a 6ª temporada de House foi pavorosa. A serie já vinha em um incrível declínio desde a inexplicável 4ª temporada, parecia ter se recuperado um pouco na 5ª, mas caiu horrivelmente na 6ª. Você vai me dizer, mas e o 1º episódio da 6ª? Era genial! Realmente, a temporada teve esse e mais uns 3 episódios sensacionais, mas é pouco para uma temporada de 24 episódios, não é? De qualquer forma, o final da temporada passada tinha criado um belo gancho para essa e vemos que a história foi retomada exatamente da onde parou.

Assim como Bones, nesse episódio de House o caso da semana foi completamente deixado de lado, focando as personagens, o que funcionou muito bem. Mas acho que será muito prejudicial para o desenvolvimento da temporada, caso continuem com esse enfoque. Por que? Oras, porque desde que a serie deixou de focar os casos e passou a focar as personagens a serie deixou o nível de excelência que tinha. Uma pena.
            
cotação:   



Grey's Anatomy 7X01



Seguindo a trajetória oposta de House, Grey's começou como uma serie mequetrefe e se transformou ao longo das temporadas em um dos melhores dramas da TV. A temporada passada foi na minha opinião a melhor de todas, emocional e - aproveitando o maravilhoso elenco - focando completamente as personagens, coisa que Shonda Rhimes (a criadora) faz com maestria.

Esse season premiere foi ótimo, voltou no mesmo nível do final histórico da última temporada. As conseqüências dos fatos do season finale foram muito bem trabalhadas, soando de fato verdadeiras. Os destaques mais uma vez ficaram para as sensacionais Sandra Oh e Chandra Wilson e nem as malditas narrações em off de Ellen Pompeo prejudicaram o episódio.

PS: Alex é um personagem de merda. Pronto falei. É incompreensível o motivo da serie ter se livrado de T.R. Knight, que fazia o melhor personagem masculino da serie, O'Malley, para focar em um ator inexpressivo... na verdade faz tanto sentido quanto Elen Pompeo ser a protagonista...

cotação:   



Glee episódio 2X01



Glee é uma das series mais curiosas que existem. Coleciona tanto fãs incondicionais, quanto detratores raivosos. Não acho que sejam esses os caminhos... a verdade é que a serie é boa, mas poderia ser muito, MUITO melhor.

A 1ª temporada foi dividida em 2 arcos e o primeiro deles, que ia até o 13º episódio foi bom, tendo inclusive um episódio sensacional, o próprio 13º. Depois disso a serie caiu em um limbo, se preocupando mais em fazer video clipes do que em contar uma estória.

A 2ª temporada voltou promentendo tirar mais do incrível potencial da serie do que haviam feito na primeira. E não foi exatamente o que aconteceu. O começo do episódio foi ótimo, com um humor non sense e absurdo, que deveria ser o foco da serie, depois caiu e cometeu os mesmos erros de sempre com músicas mal colocadas e roteiro de menos. Voltou no nível da 1ª metade da 1ª temporada, mas não deixa de ser decepcionante.

PS: Continua a irritante mania de produzir demais as músicas. Ora, se as personagens estão cantando em cenas reais (e não em sonhos), não faz sentido algum aparecerem backing vocals, ou efeitos de voz.

              
cotação:   

quarta-feira, setembro 22, 2010

Resenha – Chuck episódio 4X01


Primeiro um balanço da 3ª temporada (cheio de spoilers)

Chuck é uma das séries mais curiosas que conheço, por um lado é apenas uma comédia romântica despretensiosa, por outro entrega essas mesmas histórias despretensiosas com tamanha competência que nos permite almejar coisas maiores. É isso que efetivamente acontece na 3ª temporada.

Com o final da 2ª temporada em um dos melhores season finale que já vi, com a introdução do Intersec 2.0, a terceira começou com uma grande possibilidade de progressão da história. É o que acontece? Não.

Confesso que me decepcionei muito com o começo da 3ª temporada, com o retorno à segurança das tramas team Bartowsky/Buy More e a involução de uma trama que parecia ter progredido. Claro que as missões estavam melhores com Chuck podendo finalmente participar ativamente e a questão das emoções afetarem o Intersec foi muito bem desenvolvida durante toda a temporada, mas parecia ainda assim um retrocesso.

No entanto, com a entrada do personagem Daniel Shaw (interpretado com competência por Brandon Routh, quem diria!) a série melhorou demais. Esse personagem trouxe ao mesmo tempo uma progressão na história, criando um arco central na trama, e a terceira perna do triângulo amoroso sempre presente na série.

O relacionamento entre Sarah e Chuck merece uma abordagem a parte, já que finalmente chegou à um termo e esse termo foi ao mesmo tempo corajoso e bem realizado. Corajoso pois é – comprovadamente – muito difícil tratar uma trama romântica quando o romance já se consumou, e bem realizado justamente por que – pelo menos até agora – o tratamento foi correto e em momento algum ficamos chateados com o andamento do romance e nem com o fato dele sair de foco no final da temporada.

Sim, uma comédia romântica (a série é de ação eu sei, mas ainda assim uma comédia romântica) que tira o foco principal do romance e mesmo assim continua funcionando. Um achado. E mais ainda porque funciona até melhor com o romance resolvido do que funcionava com ele em aberto, já que a situação de irresolução já se prolongava demais.

O fato é que o season finale dessa terceira temporada (e como season finale estou considerando os dois últimos episódios) conseguiu ser tenso e emocionante, desviando o foco até do humor que sempre pautou a série, sem que isso proporcionasse qualquer tipo de estranhamento. Isso porque a trama foi construída com muita competência de maneira orgânica, possibilitando que sua curva dramática tivesse o ápice justamente no season finale, para mim o melhor da temporada.


E é até aqui que você que só assistiu até a terceira temporada deve ler. A partir de agora o texto trará muitos spoilers desse season premiere. Pra alegrar vocês, fiquem com o trailer da 4ª temporada!




Resenha do 1º episódio da 4ª temporada

Esperei ansiosamente por esse episódio, tanto porque tenho grande apreço por essa série, quanto pelo fato do cliffhanger da última temporada ter sido sensacional.

Nesta temporada a série trabalhará como tema principal com a busca de Chuck pela mãe desaparecida, acontece que a mãe dele é uma espiã seqüestrada interpretada por ninguém menos que Linda Hamilton! Chupa essa Sarah Connor Chronicles!

O episódio começa com o recurso humorístico e de trama mais recorrente de Chuck, a frustração. Pensamos imediatamente que Chuck está pedindo ajuda a Sarah, mas na verdade ele está recorrendo ao sempre ótimo Morgan.

Depois disso eles partem para a busca, sem o conhecimento da CIA e supostamente não chegam a resultado algum. O que para qualquer espectador veterano da série, é apenas o começo da rede de coincidências que ligará as tramas de Chuck e Sarah e o fará voltar para o mesmo expediente team Bartowsky/Buy More, que citei na primeira parte do texto, com a diferença de que nessa episódio, a coisa toda soa muito mais natural.

Antes de voltar para a CIA e para a Buy More, coisa que todos sabíamos que aconteceria hora ou outra, Chuck tenta arrumar outro emprego mas é sempre dispensado por sabotagem da General Beckman, Bonita Friedericy finalmente contratada como personagem fixa. É incrivelmente divertido ver como a vida de Chuck sempre dá essa guinada para a merda... sempre!

Todo o lance da volta da Buymore foi sensacional, com a General Beckman transformando o lugar em uma base da CIA e lotando ela de agentes disfarçados, tudo para chamar Bartowsky de volta a ativa, o que não funciona de imediato.

É claro que ele vai voltar e o que era demorado nas temporadas passadas, foi agilizado nessa, então todo o quid pro quod de Chuck querendo voltar mas preso na promessa feita a Ellie não dura até o final do episódio, o que na minha opinião foi um grande acerto, agilizando a trama e dando ênfase à ação, que não decepcionou nesse episódio.

Outro grande acerto foi contratar Dolph Lundgren como vilão. Ainda que ele provavelmente só tenha feito uma participação especial, não dá pra deixar de se empolgar, principalmente com ele proferindo os clássicos bordões de Ivan Drago: 'I must break you' e 'If he dies, he dies’, essa última me fez ter uma crise de risos e pausar o episódio!

Levar Chuck a escolher entre seus sonhos e a segurança de um ente querido já virou praxe na série, e aqui continua funcionando maravilhosamente bem como sempre. E ver ele desistir da melhor chance de encontrar a mãe pra poder salvar Sarah é algo que só fortalece o relacionamento dos dois. Alias, vibrei quando percebi que a serie não se utilizaria do batido expediente (usado em outras temporadas e também em dezenas de filmes e series) de ocasionar uma briga entre o casal pelo segredo que Chuck guardou. Isso também mostrou o amadurecimento do relacionamento dos dois, e me faz ficar esperançoso de que a serie continuará nesse rumo e não terá síndrome de Marvel e destruirá tudo apenas porque falta talento para escrever roteiros sólidos. 

A maioria dos personagens coadjuvantes ainda não apareceu, a exceção é Elie que apareceu bem pouco. Mas entendo que o roteiro necessitava resolver essas questões importantes para o rumo da história, para depois retornar os coadjuvantes. Sem falar que a 'revelação' final de Ellie compensou o pouco tempo de cena.

E pra fechar com chave de ouro a cena final com Linda Hamilton se mostrando uma espiã veterana foi excelente e trás as maravilhosas memórias de seu personagem mais famoso as nossas mentes.

Esse foi um episódio sensacional, muito balanceado no humor e na ação, que fez a história andar, basicamente tudo que espero dessa temporada da série. Chuck começou a mil!

cotação:

PS: Yvonne Strahovski continua sensacional...ai ai...

terça-feira, setembro 21, 2010

Frase do Dia - Avatar: a Lenda de Aang





O Universo simplesmente adora provar que eu estou errado, não é? - Sokka.

Você faz parecer muito fácil - Toph.


E com esse pequeno - e brilhante - diálogo entre dois dos melhores personagens de Avatar (no episódio 'O Despertar', o 1º do livro do fogo) eu retomo a seção mais inútil do blog...

_________________________________________________________

Amanhã postarei a resenha do 1º episódio da 4ª temporada de Chuck... porque? Porque eu POSSO oras!

domingo, setembro 19, 2010

Resenha - Super Mario Bros

Game: Super Mario Bros
Console: Nes
Gênero: Plataforma Side-scroller
Ano de Lançamento: 1985
Produtora: Nintendo


São poucas vezes que podemos dizer que um produto foi realmente revolucionário para uma mídia, e uma delas é justamente esse game aqui analisado. Super Mario Bros foi uma revolução na década de 80 e nos trouxe, não só a base com que todos os side-scrollers seriam feitos a partir de então, como estabeleceu a cara dos video-games tanto para os gamers, quanto para os leigos: o encanador bigodudo, Mario.

A imagem acima mostra a evolução do comedor de almôndegas
 desde sua criação, como Jumpman, em Donkey Kong para Arcade,
 até sua versão mais recente de Super Mario Galaxy para Wii.

Existem motivos claros do porquê esse jogo se tornou tão famoso como é (é o mais vendido da história até hoje) e tentarei mostrar um por um.

O primeiro deles é o roteiro praticamente inexistente. É claro que todos gostamos de jogos com histórias complexas, como Chrono Trigger, Final Fantasy VII ou Zelda Ocharina of Time, mas a verdade é que em 1985, com o Nes praticamente no começo, só o que as crianças queriam era diversão descompromissada, e é isso que Super Mario Bros oferece.

O roteiro, que conta sobre um encanador italiano que foi parar em um reino mágico habitado por cogumelos e que tem que resgatar uma duvidosa princesa de um lagartão gigante é completamente surreal, mas dá margens para as criações imortais de Shigeru Miyamoto. O Deus do video-game, como é conhecido pelos fãs, criou um jogo de objetivo simples - andar para a direita vencendo os inimigos, pegando cogumelos para que o Mario cresça, depois flores para que ele ganhe a habilidade de jogar bolas de fogo e chegar ao final da fase - com dificuldade moderada, o que pode até soar surreal hoje, já que um jogo fácil de nintendinho era mais difícil que qualquer coisa feita hoje em dia. O bacana da dificuldade desse jogo é que ela é progressiva, o que ajuda o jogo a não ser cansativo ou frustrante, mal da maioria dos jogos dos consoles mais antigos.

As fases seguem um esquema rígido, são 8 'mundos' com 4 fases cada, a 1ª é ao 'ar-livre', a 2ª subterrânea ou aquática, a 3ª novamente na superfície, mas normalmente em mundos cheios de abismos, onde temos que pular de uma plataforma para a outra e a 4ª o castelo do Bowser (conhecido por aqui como Koopa, o nome japonês, por conta da dublagem do desenho animado) que é um cenário cheio de lava e onde temos que vencê-lo seguindo sempre o mesmo esquema: 'passar por ele e pular na machadinha para que a ponte caia e ele morra na lava'. Todos os mundos terminam com a mesma tela com Toad (o cogumelo) dizendo a já clássica frase: 'Thank you Mario! But your princess is in another castle'. 

Olha Mário, como eu sou FDP! 
continuo sequestrada por aquele lagartão!

Dizendo assim parece monótono, mas pensando bem são apenas 32 fases, com alterações de cenário, inimigos e nível de dificuldade suficientes para manter o interesse pelo jogo até o final. Depois que você termina abre-se a opção de escolher a fase que você quer jogar, o que ajuda no replay do jogo. A bem da verdade, o fator replay desse jogo é dos maiores de todos os tempos, visto que de tempos em tempos tenho vontade de jogá-lo novamente.

Os personagens criados para esse jogo são os mesmos que permanecem na franquia até hoje, mesmo nos jogos em 3D, como os goombas (aquelas baratinhas), os Koopas (a famosa tartaruga), os Bullet Bills (as balas com carinhas que são atiradas nas fases que tem canhões), os Buzzy Beetle (aquele bixinho preto, que não morre pulando em cima), os Hammer Bros. (aqueles malditos que jogam martelos para o alto nas fases mais difíceis), Os Lakitus (aquela nuvem que joga Spiny Eggs em você), os Spiny Eggs (aquele ser espinhoso que os Lakitus jogam... isso ficou muito redudante), as Piranha Plants (aquelas plantas carnívoras que vivem dentro de canos), o Luigi (o irmão verde, alto e menos famoso do Mario), o já citado Toad (que nesse primeiro jogo aparece apenas pra dar a má notícia, mas que é um personagem jogável nos jogos de esportes), a Peach (a princesa sequestrada, que também é personagem jogável nos jogos de esporte do Mario) e o vilão Bowser Koopa. O fato dessa galeria imensa de personagens ser tão conhecida de nós e nos vir imediatamente à memória é mais um indício da qualidade desse jogo.

Outro motivo é a trilha sonora genial de Koji Kondo , sem dúvida alguma a trilha de games mais famosa já criada, você deve estar assoviando ela agora! A trilha possui temas para cada tipo de fase, se destacando o tema principal que é o campeão de versões no youtube, o tema do subterrâneo e o tema das fases de água. Talvez não seja a melhor trilha de um game (Chrono Trigger e toda a serie Final Fantasy tem trilhas que são obras-primas) mas é sem dúvida a mais icônica e famosa delas.


Esse japa é foda! Mas a trilha foi tocada em todos os instrumentos 
conhecidos do homem, desde sanfonas até marimbaspassando 
pelo assovio e pelo teremim (você nem deve saber o que é isso!)

A bem da verdade, terminar esse jogo não é das coisas mais difíceis que existem, principalmente se compararmos com a dificuldade média dos jogos de Nes (Battletoads chega a me dar medo e o próprio Super Mario 3 é desesperador em suas fases finais), mas não é um jogo de 'uma sentada só' e creio que os jogadores mais novos, acostumados com as babas dos consoles dessa geração, podem ter alguns ataques nervosos antes de passarem a fase 8-4, principalmente porque esse jogo - como todos os jogos de macho, não tem save.

Super Mario Bros não é o melhor jogo do Mario, nem o melhor side-scroller de todos os tempos (essas honrarias ficam para o terceiro jogo da série, que resenharei um dia), mas empreendeu uma revolução tão impressionante ao formato (algo parecido só ocorreria com Mario 64 em 1996 e depois disso não ocorreu mais)  e é um jogo tão divertido e impactante, que povoa nossas memórias para sempre.

Fator Replay: 100% - não conheço NINGUÉM que tenha jogado esse jogo só uma vez, e a maioria absoluta das pessoas joga ele diversas vezes durante a vida toda.
        

cotação


PS: a Nintendo fez um site comemorativo dos 25 anos do jogo, mas que não tem nada demais, a não ser um ótimo vídeo de homenagem, de qualquer forma vale a pena ver.

PS2: esse jogo foi relançado em uma coletânea para Super Nes, chamada Super Mario All Stars, juntamente com Super Mario 2, Super Mario 3 e o - até então - inédito no ocidente Super Mario Lost Levels. Posteriormente esse título foi relançado incorporando Super Mario World, com o nome de Super Mario All Stars and Super Mario World. Eu particularmente não recomendo esses títulos, já que os jogos foram repaginados e se por um lado ganharam gráficos muito melhores, por outro tiveram a jogabilidade piorada.  

sábado, setembro 18, 2010

Lá e de volta outra vez

YEAH Chewie, we are back in black!


Como o título do livro que Bilbo escreve relatando as suas aventuras pela Terra Média, eu digo a mesma coisa sobre esse blog: "Lá e de volta outra vez".

Foi quase 1 ano sem postar nada aqui. Tudo começou com a minha volta para a casa... sim, voltei para Bauru em 2009, depois de 4 anos de aventuras por Araraquara e me deparei com outra realidade a minha espera. Uma sem internet em casa... pois é, fiquei sem internet até fevereiro desse ano. No começo eu postei no blog, cada vez mais espaçadamente mas postei, depois perdi o interesse, o gosto pela coisa.

Como já disse, em fevereiro coloquei internet aqui em casa e voltei a 'poder' postar no blog, mas não o fiz. Porque? porque não oras... são tantos motivos... mas o principal deles é que o layout do blog tinha zuado e eu não tinha a paciência de arrumar.

Escrevi para outros blogs nesse meio tempo, fiz listas de humor para o impagável Puxa Cachorra, escrevi textos literários temáticos para o Clube dos corações solitários do Sargento Pimenta, e crônicas esportivas para O Importante é os 3 pontos e fui convidado a colaborar em dois blogs, escrevendo contos para o Edifício Cipestre e resenhas de discos para uma nova coluna no O que o Dr. House diria (coluna que estreou essa semana com o meu amigo Thiago, e que receberá meu primeiro texto quinta que vem). Também viciei no twitter, como qualquer pessoa comum.

Agora, no dia do meu aniversário (Dêem-me presentes), me deu uma vontade inacreditável de ressuscitar esse projeto, um blog que tenho desde fevereiro de 2005, que já foi blog de poesias antes de ser um blog de resenhas, antes de finalmente morrer ano passado... e o farei agora.

Esse é o primeiro post de muitos e espero realmente recuperar os poucos leitores que tinha, bem como conseguir mais alguns.

Começarei essa nova fase do blog postando (amanhã) uma resenha do clássico dos clássicos do video-game, Mario Bros, que completou (assim como eu) 25 anos nessa semana. Espero que gostem.