quarta-feira, setembro 22, 2010

Resenha – Chuck episódio 4X01


Primeiro um balanço da 3ª temporada (cheio de spoilers)

Chuck é uma das séries mais curiosas que conheço, por um lado é apenas uma comédia romântica despretensiosa, por outro entrega essas mesmas histórias despretensiosas com tamanha competência que nos permite almejar coisas maiores. É isso que efetivamente acontece na 3ª temporada.

Com o final da 2ª temporada em um dos melhores season finale que já vi, com a introdução do Intersec 2.0, a terceira começou com uma grande possibilidade de progressão da história. É o que acontece? Não.

Confesso que me decepcionei muito com o começo da 3ª temporada, com o retorno à segurança das tramas team Bartowsky/Buy More e a involução de uma trama que parecia ter progredido. Claro que as missões estavam melhores com Chuck podendo finalmente participar ativamente e a questão das emoções afetarem o Intersec foi muito bem desenvolvida durante toda a temporada, mas parecia ainda assim um retrocesso.

No entanto, com a entrada do personagem Daniel Shaw (interpretado com competência por Brandon Routh, quem diria!) a série melhorou demais. Esse personagem trouxe ao mesmo tempo uma progressão na história, criando um arco central na trama, e a terceira perna do triângulo amoroso sempre presente na série.

O relacionamento entre Sarah e Chuck merece uma abordagem a parte, já que finalmente chegou à um termo e esse termo foi ao mesmo tempo corajoso e bem realizado. Corajoso pois é – comprovadamente – muito difícil tratar uma trama romântica quando o romance já se consumou, e bem realizado justamente por que – pelo menos até agora – o tratamento foi correto e em momento algum ficamos chateados com o andamento do romance e nem com o fato dele sair de foco no final da temporada.

Sim, uma comédia romântica (a série é de ação eu sei, mas ainda assim uma comédia romântica) que tira o foco principal do romance e mesmo assim continua funcionando. Um achado. E mais ainda porque funciona até melhor com o romance resolvido do que funcionava com ele em aberto, já que a situação de irresolução já se prolongava demais.

O fato é que o season finale dessa terceira temporada (e como season finale estou considerando os dois últimos episódios) conseguiu ser tenso e emocionante, desviando o foco até do humor que sempre pautou a série, sem que isso proporcionasse qualquer tipo de estranhamento. Isso porque a trama foi construída com muita competência de maneira orgânica, possibilitando que sua curva dramática tivesse o ápice justamente no season finale, para mim o melhor da temporada.


E é até aqui que você que só assistiu até a terceira temporada deve ler. A partir de agora o texto trará muitos spoilers desse season premiere. Pra alegrar vocês, fiquem com o trailer da 4ª temporada!




Resenha do 1º episódio da 4ª temporada

Esperei ansiosamente por esse episódio, tanto porque tenho grande apreço por essa série, quanto pelo fato do cliffhanger da última temporada ter sido sensacional.

Nesta temporada a série trabalhará como tema principal com a busca de Chuck pela mãe desaparecida, acontece que a mãe dele é uma espiã seqüestrada interpretada por ninguém menos que Linda Hamilton! Chupa essa Sarah Connor Chronicles!

O episódio começa com o recurso humorístico e de trama mais recorrente de Chuck, a frustração. Pensamos imediatamente que Chuck está pedindo ajuda a Sarah, mas na verdade ele está recorrendo ao sempre ótimo Morgan.

Depois disso eles partem para a busca, sem o conhecimento da CIA e supostamente não chegam a resultado algum. O que para qualquer espectador veterano da série, é apenas o começo da rede de coincidências que ligará as tramas de Chuck e Sarah e o fará voltar para o mesmo expediente team Bartowsky/Buy More, que citei na primeira parte do texto, com a diferença de que nessa episódio, a coisa toda soa muito mais natural.

Antes de voltar para a CIA e para a Buy More, coisa que todos sabíamos que aconteceria hora ou outra, Chuck tenta arrumar outro emprego mas é sempre dispensado por sabotagem da General Beckman, Bonita Friedericy finalmente contratada como personagem fixa. É incrivelmente divertido ver como a vida de Chuck sempre dá essa guinada para a merda... sempre!

Todo o lance da volta da Buymore foi sensacional, com a General Beckman transformando o lugar em uma base da CIA e lotando ela de agentes disfarçados, tudo para chamar Bartowsky de volta a ativa, o que não funciona de imediato.

É claro que ele vai voltar e o que era demorado nas temporadas passadas, foi agilizado nessa, então todo o quid pro quod de Chuck querendo voltar mas preso na promessa feita a Ellie não dura até o final do episódio, o que na minha opinião foi um grande acerto, agilizando a trama e dando ênfase à ação, que não decepcionou nesse episódio.

Outro grande acerto foi contratar Dolph Lundgren como vilão. Ainda que ele provavelmente só tenha feito uma participação especial, não dá pra deixar de se empolgar, principalmente com ele proferindo os clássicos bordões de Ivan Drago: 'I must break you' e 'If he dies, he dies’, essa última me fez ter uma crise de risos e pausar o episódio!

Levar Chuck a escolher entre seus sonhos e a segurança de um ente querido já virou praxe na série, e aqui continua funcionando maravilhosamente bem como sempre. E ver ele desistir da melhor chance de encontrar a mãe pra poder salvar Sarah é algo que só fortalece o relacionamento dos dois. Alias, vibrei quando percebi que a serie não se utilizaria do batido expediente (usado em outras temporadas e também em dezenas de filmes e series) de ocasionar uma briga entre o casal pelo segredo que Chuck guardou. Isso também mostrou o amadurecimento do relacionamento dos dois, e me faz ficar esperançoso de que a serie continuará nesse rumo e não terá síndrome de Marvel e destruirá tudo apenas porque falta talento para escrever roteiros sólidos. 

A maioria dos personagens coadjuvantes ainda não apareceu, a exceção é Elie que apareceu bem pouco. Mas entendo que o roteiro necessitava resolver essas questões importantes para o rumo da história, para depois retornar os coadjuvantes. Sem falar que a 'revelação' final de Ellie compensou o pouco tempo de cena.

E pra fechar com chave de ouro a cena final com Linda Hamilton se mostrando uma espiã veterana foi excelente e trás as maravilhosas memórias de seu personagem mais famoso as nossas mentes.

Esse foi um episódio sensacional, muito balanceado no humor e na ação, que fez a história andar, basicamente tudo que espero dessa temporada da série. Chuck começou a mil!

cotação:

PS: Yvonne Strahovski continua sensacional...ai ai...

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