domingo, setembro 19, 2010

Resenha - Super Mario Bros

Game: Super Mario Bros
Console: Nes
Gênero: Plataforma Side-scroller
Ano de Lançamento: 1985
Produtora: Nintendo


São poucas vezes que podemos dizer que um produto foi realmente revolucionário para uma mídia, e uma delas é justamente esse game aqui analisado. Super Mario Bros foi uma revolução na década de 80 e nos trouxe, não só a base com que todos os side-scrollers seriam feitos a partir de então, como estabeleceu a cara dos video-games tanto para os gamers, quanto para os leigos: o encanador bigodudo, Mario.

A imagem acima mostra a evolução do comedor de almôndegas
 desde sua criação, como Jumpman, em Donkey Kong para Arcade,
 até sua versão mais recente de Super Mario Galaxy para Wii.

Existem motivos claros do porquê esse jogo se tornou tão famoso como é (é o mais vendido da história até hoje) e tentarei mostrar um por um.

O primeiro deles é o roteiro praticamente inexistente. É claro que todos gostamos de jogos com histórias complexas, como Chrono Trigger, Final Fantasy VII ou Zelda Ocharina of Time, mas a verdade é que em 1985, com o Nes praticamente no começo, só o que as crianças queriam era diversão descompromissada, e é isso que Super Mario Bros oferece.

O roteiro, que conta sobre um encanador italiano que foi parar em um reino mágico habitado por cogumelos e que tem que resgatar uma duvidosa princesa de um lagartão gigante é completamente surreal, mas dá margens para as criações imortais de Shigeru Miyamoto. O Deus do video-game, como é conhecido pelos fãs, criou um jogo de objetivo simples - andar para a direita vencendo os inimigos, pegando cogumelos para que o Mario cresça, depois flores para que ele ganhe a habilidade de jogar bolas de fogo e chegar ao final da fase - com dificuldade moderada, o que pode até soar surreal hoje, já que um jogo fácil de nintendinho era mais difícil que qualquer coisa feita hoje em dia. O bacana da dificuldade desse jogo é que ela é progressiva, o que ajuda o jogo a não ser cansativo ou frustrante, mal da maioria dos jogos dos consoles mais antigos.

As fases seguem um esquema rígido, são 8 'mundos' com 4 fases cada, a 1ª é ao 'ar-livre', a 2ª subterrânea ou aquática, a 3ª novamente na superfície, mas normalmente em mundos cheios de abismos, onde temos que pular de uma plataforma para a outra e a 4ª o castelo do Bowser (conhecido por aqui como Koopa, o nome japonês, por conta da dublagem do desenho animado) que é um cenário cheio de lava e onde temos que vencê-lo seguindo sempre o mesmo esquema: 'passar por ele e pular na machadinha para que a ponte caia e ele morra na lava'. Todos os mundos terminam com a mesma tela com Toad (o cogumelo) dizendo a já clássica frase: 'Thank you Mario! But your princess is in another castle'. 

Olha Mário, como eu sou FDP! 
continuo sequestrada por aquele lagartão!

Dizendo assim parece monótono, mas pensando bem são apenas 32 fases, com alterações de cenário, inimigos e nível de dificuldade suficientes para manter o interesse pelo jogo até o final. Depois que você termina abre-se a opção de escolher a fase que você quer jogar, o que ajuda no replay do jogo. A bem da verdade, o fator replay desse jogo é dos maiores de todos os tempos, visto que de tempos em tempos tenho vontade de jogá-lo novamente.

Os personagens criados para esse jogo são os mesmos que permanecem na franquia até hoje, mesmo nos jogos em 3D, como os goombas (aquelas baratinhas), os Koopas (a famosa tartaruga), os Bullet Bills (as balas com carinhas que são atiradas nas fases que tem canhões), os Buzzy Beetle (aquele bixinho preto, que não morre pulando em cima), os Hammer Bros. (aqueles malditos que jogam martelos para o alto nas fases mais difíceis), Os Lakitus (aquela nuvem que joga Spiny Eggs em você), os Spiny Eggs (aquele ser espinhoso que os Lakitus jogam... isso ficou muito redudante), as Piranha Plants (aquelas plantas carnívoras que vivem dentro de canos), o Luigi (o irmão verde, alto e menos famoso do Mario), o já citado Toad (que nesse primeiro jogo aparece apenas pra dar a má notícia, mas que é um personagem jogável nos jogos de esportes), a Peach (a princesa sequestrada, que também é personagem jogável nos jogos de esporte do Mario) e o vilão Bowser Koopa. O fato dessa galeria imensa de personagens ser tão conhecida de nós e nos vir imediatamente à memória é mais um indício da qualidade desse jogo.

Outro motivo é a trilha sonora genial de Koji Kondo , sem dúvida alguma a trilha de games mais famosa já criada, você deve estar assoviando ela agora! A trilha possui temas para cada tipo de fase, se destacando o tema principal que é o campeão de versões no youtube, o tema do subterrâneo e o tema das fases de água. Talvez não seja a melhor trilha de um game (Chrono Trigger e toda a serie Final Fantasy tem trilhas que são obras-primas) mas é sem dúvida a mais icônica e famosa delas.


Esse japa é foda! Mas a trilha foi tocada em todos os instrumentos 
conhecidos do homem, desde sanfonas até marimbaspassando 
pelo assovio e pelo teremim (você nem deve saber o que é isso!)

A bem da verdade, terminar esse jogo não é das coisas mais difíceis que existem, principalmente se compararmos com a dificuldade média dos jogos de Nes (Battletoads chega a me dar medo e o próprio Super Mario 3 é desesperador em suas fases finais), mas não é um jogo de 'uma sentada só' e creio que os jogadores mais novos, acostumados com as babas dos consoles dessa geração, podem ter alguns ataques nervosos antes de passarem a fase 8-4, principalmente porque esse jogo - como todos os jogos de macho, não tem save.

Super Mario Bros não é o melhor jogo do Mario, nem o melhor side-scroller de todos os tempos (essas honrarias ficam para o terceiro jogo da série, que resenharei um dia), mas empreendeu uma revolução tão impressionante ao formato (algo parecido só ocorreria com Mario 64 em 1996 e depois disso não ocorreu mais)  e é um jogo tão divertido e impactante, que povoa nossas memórias para sempre.

Fator Replay: 100% - não conheço NINGUÉM que tenha jogado esse jogo só uma vez, e a maioria absoluta das pessoas joga ele diversas vezes durante a vida toda.
        

cotação


PS: a Nintendo fez um site comemorativo dos 25 anos do jogo, mas que não tem nada demais, a não ser um ótimo vídeo de homenagem, de qualquer forma vale a pena ver.

PS2: esse jogo foi relançado em uma coletânea para Super Nes, chamada Super Mario All Stars, juntamente com Super Mario 2, Super Mario 3 e o - até então - inédito no ocidente Super Mario Lost Levels. Posteriormente esse título foi relançado incorporando Super Mario World, com o nome de Super Mario All Stars and Super Mario World. Eu particularmente não recomendo esses títulos, já que os jogos foram repaginados e se por um lado ganharam gráficos muito melhores, por outro tiveram a jogabilidade piorada.  

3 comentários:

Vinício dos Santos disse...

você sabia que o cogumelo que o Mario come no jogo é, COINCIDENTEMENTE, igual a um cogumelo que dá alucinações de tamanho nas pessoas?

Arthur Malaspina disse...

Nem sabia... quer dizer que o Miyamoto é da juventude do reggae?

Zaa disse...

Opa Arthur, já puis um link do teu blog no meu tambem. Abraço!