quinta-feira, dezembro 11, 2014

Pelo caminho que eu trilhei




Parte I – A caminhada

Pedra, pau... Chuva, tempestade... Sol, muito sol e calor.... 

Aguentarei firme. Pois acredito que esse é meu caminho, por mais difícil que pareça é para lá que eu vou. E levo comigo os verdadeiros, apenas os verdadeiros amigos:

Amor e amizade... Risos e carinho....

Parte II - Amizade

Perdi vários, mas nem sei se posso dizer que perdi os verdadeiros, foram colegas, conhecidos... Alguns eu chorei, tive raiva, sofri, outros não. Alguns apenas foram, sem um adeus, sem sentimentos. Mas nesta jornada conheci novos, e estes sim valem a pena de todos que foram embora. E vocês que me ajudam nessa longa caminhada chamada VIDA.

Parte III – Antropocentismo 

“Termine logo esse ano’’ – perdi as contas de quantas pessoas, inclusive eu falei essa frase. Esse ano, esse estrada, essa jornada não foi difícil só para mim. Nunca será, mas sempre tem pessoas que acham que a vida gira em torno dela: Pare e pense... pare e veja... pare e saia do seu mundinho!!! 

Parte IV – Mundo

Todos em rumo da sua jornada. Eu e você... Alguns se encontrarão no meio do caminho, outros vão sempre caminhar ao seu lado. Nessa estrada tortuosa, eu sei aonde quero chegar, mas não sei como. E não esqueça que quero você ao meu lado!

Parte V- Você

Amigo (sempre amigo), amor e amante: você! Quantos choros você enxugou e quantos você terá que enxugar. Quantos risos foram ao seu lado ou por causa de você, quantos ainda virão. Eu e você. Você e eu, juntos nessa jornada. Pelo caminho que eu trilhei, pelo caminho que vou trilhar... ao seu lado!

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Depois de (mais) um longo hiato voltamos com um texto inédito da Daniela Matono! Esperamos que gostem!


quinta-feira, novembro 06, 2014

Agora e pra sempre








Agora e pra sempre
Pensei num momento
Parecia tão claro
Parecia tão certo

Agora e pra sempre
Nada mudaria,
Tudo mudou
Nada certo, nada claro

Agora e pra sempre
De novo eu penso
Não o mesmo pra sempre
Porque não é o mesmo agora

Agora e pra sempre
É difícil perder a impressão
De que mudanças não ocorrem,
Quando tudo é mudança

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Depois de mais um longo hiato (prometo parar com isso), voltamos com um pequeno poema reflexivo, esperamos que gostem.


quinta-feira, outubro 09, 2014

A Escolha





A dor foi sumindo e a imagem que era colorida, principalmente vermelho, foi se tornando desbotada até ficar branca. Com o tempo veio uma luz muito forte diretamente nos seus olhos. A claridade era tão grande que era desconfortável. Mais alguns segundos e ela foi diminuindo até aparecer a visão de uma bela pessoa.
- Por quê? - perguntou sorrindo. 
- A dor era grande demais para suportar e agora as coisas vão melhorar. 
- Sua escolha causará dor aos que te amam e deixará você inquieto para aonde quer que você vá! Seu sonho está junto com os que te amam - respondeu ainda com um sorriso na sua face. 
- Agora é tarde, já fiz a minha escolha.
-Será? – e deu um sorriso mais marcante. 
Aos poucos tudo voltou a ficar desfocado e veio novamente a luz, forte, porém desta vez não fazia seus olhos doerem. Esta sim era a escolha final do nosso personagem.


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Esta semana temos a volta da Daniela Matono com um pequeno conto. Esperamos que gostem.

sexta-feira, outubro 03, 2014

Meus Pêsames




"Agora pequenas aves voavam gritando sobre o pego ainda aberto; uma soturna onda branca bateu contra os lados íngremes da voragem; depois tudo se fechou, e a grande mortalha das águas continuou a ondular, como já ondulava cinco mil anos antes"

MELVILLE, H. in Moby Dick, trad. Péricles Eugênio da Silva Ramos


Quando eu tinha doze anos a bisavó de um colega de classe morreu. A escola nos levou, toda a classe, de ônibus, ao velório. Lembro-me vagamente do trajeto, todos os alunos dentro do ônibus, animados, afinal, era uma aula perdida. Não havia aquele peculiar clima de morte e tristeza e desolação que permeia os bons velórios. Quando chegamos o clima tampouco era o de um velório típico, a família, é claro, estava arrasada, mas os outros muitos presentes estavam visivelmente aproveitando a oportunidade, uma das poucas que uma cidade pequena proporciona, de se reunir, encontrar conhecidos, tomar uma cafezinho e cochichar podres sobre o morto. Nos aproximamos de nosso colega, que parecia um interessante meio termo entre a tristeza verdadeira de sua família e o desprezo alegre dos outros presentes. Cada aluno o cumprimentou, um por um, e quando chegou a minha vez eu disparei:

- Meus Pêsames!

Eu nunca havia usado essa expressão a minha vida, nunca havia pronunciado... nunca havia visto outra pessoa, no mundo real, pronunciá-la. Ela surgiu, espontânea e carregada da desimportância que aquela morte tinha para mim e para todos os outros que não eram da família. Eu havia desmascarado, sem saber e sem que ninguém percebesse, a hipocrisia da situação. Minha intenção, ainda que não intencional, era soar caloroso e demonstrar a importância daquela perda na minha vida. Consegui soar frio e realmente demonstrei a importância daquela perda na minha vida... a importância de uma aula perdida e um passeio de ônibus.

Por muitos anos esse acontecimento permaneceu dormente. Somente a pouco tempo recuperei essas memórias e tudo que elas significavam e percebi, finalmente, a importância que tem uma vida fora do nosso contexto. A importância de um cumprimento frio. Isso nunca havia me tocado, até que a morte também me tocou.

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Hoje faço a republicação de um texto meu de 2008, é um texto que gosto muito e que gostaria que conhecessem.

sábado, setembro 27, 2014

Marília





Quando Marília morreu eu chorei.
Não de tristeza, nem de dor, mas por medo de algo pior.

Quando Marília morreu, eu sofri.
Não por amor, nem por dor, mas por medo de algo pior.

Quando Marília morreu, eu me perdi.
Não por falta, ou por dor, mas por medo de algo pior.

Quando Marília morreu, eu me odiei.
Não por culpa, ou por dor, mas por medo de algo pior.

Quando Marília morreu, eu temi.
Não por dúvida, ou por dor mas por medo de algo pior.

Quando Marília morreu, eu tremi segurando a faca dentro dela
e sentindo, aquele sangue tão quente escorrer por meus dedos.
Eu temi por algo pior.


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Esta semana resgatei um texto antigo, publicado anteriormente o finado Os Caras do Clube. Acho interessante de vez em quando resgatar coisas antigas, já que o público é provavelmente diferente. Acaba parecendo coisa nova :)

Como podem reparar é um poema feito para ser perturbador, espero que tenha atingido o alvo.


sexta-feira, setembro 19, 2014

Meu Jardim





Poucas coisas são tão belas
Quanto as flores de meu jardim
Tão formosas, tão singelas
São amarelas, azuis e carmim.

Poucas coisas são tão lindas
Quanto estas flores pra mim
São eternas, não são findas
São perfeitas, enfim.

Só respiro calmamente
Porque sei que estão ali
Me esperando alegremente
Na entrada do meu jardim.

A tristeza que me acomete
Tão veloz, que não tem fim
É que me lembrei de repente
Que na minha casa não há jardim!

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Esta semana resolvi colocar um poema que escrevi há um tempinho. Gosto muito dele, espero que gostem também!


quinta-feira, setembro 04, 2014

Retrovisor





Ainda um presente na forma de passado. Te vejo, e você sempre querendo me alcançar. Te vejo como tivesse vendo num retrovisor: a minha maior preocupação é o que vejo na minha frente, mas não posso descuidar com que esta atrás de mim.  Você não entende que já esteve ao meu lado, mas agora você faz parte do que eu já fui. Vou acelerar o meu carro e deixar de vê-lo no meu retrovisor.  Te quero como meu passado. Apenas um adeus e um ponto final.

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Essa semana a Daniela volta com um conto curtinho sobre amores passados, ela teve a ideia porque bateram no carro dela, da onde tiramos que a inspiração pode vir de qualquer acontecimento cotidiano e não necessariamente ir pelo caminho mais convencional. Esperamos que gostem.



sexta-feira, agosto 29, 2014

5 Coisas Essenciais



Hoje resolvi fazer um post um pouco diferente. Pensei em 5 categorias de coisas e na que escolheria entre elas do ponto de vista puramente emocional. Se tivesse que escolher apenas um de cada uma dessas coisas, o que seria?


1 Disco - Born to run (Bruce Springsteen)



Começando com algo que sempre me foi essencial para viver, a música. Bruce Springsteen foi uma descoberta razoavelmente tardia pra mim, só fui escutá-lo na faculdade e o primeiro disco que ouvi foi logo seu maior clássico.

A descoberta deste disco veio junto com um período emocional bem difícil na minha vida, então minha entrega a esta obra foi total. Até hoje é um dos meus discos favoritos de todos os tempos e com certeza o que mais toca com o meu emocional. Destaco Thunder Road que é a música da minha vida, chorei litros ouvindo ela no show do Boss em São Paulo!


1 Livro - Campo Geral  (Guimarães Rosa)



Literatura é a minha área, minha profissão e minha paixão, então tenho dezenas de livros que poderiam estar aqui, mas como o critério que me estabeleci é emocional, acho que nenhum livro mexeu tanto comigo (faço uma menção para Pai Contra Mãe, conto sensacional de Machado de Assis e Reparação de Ian McEwan, que chegaram perto).

Descobri Guimarães no 3º Colegial, como imagino aconteça com a maioria das pessoas. Manuelzão e Miguilim, coletânea com duas novelas, derivada de Corpo de Baile, na qual a primeira é Campo Geral, era leitura obrigatória da Unicamp em 2003, ano que fiz cursinho. Li todos os livros da lista, tive algumas descobertas literárias provindas disso - não as descobertas de sala de aula, mas as descobertas reais, do texto lido - e também este foi o ano em que li Nabokov pela primeira vez, um dos meus autores prediletos de sempre. Mas nada, nada poderia me preparar pro carrossel maluco de emoções e sentimentos que a história de Miguilim me trouxe. Li a novela de uma sentada e chorei descontroladamente em várias partes. Nunca mais fui o mesmo depois deste livro.


1 Filme - Cantando na Chuva (Stanley Donen e Gene Kelly)



Aqui poderia ter feito várias escolhas, Star Wars, que me acompanha desde moleque, de maneira imensamente presente na minha vida. Rastros de Ódio, filme seminal de John Ford que é provavelmente a melhor coisa já feita pra uma tela de cinema. Os Imperdoáveis, o filme que me fez amar o western e Clint Eastwood. ET, filme que me marcou a infância a ferro e fogo... tantos outros.

Cantando na Chuva, maior de todos os musicais, obra prima de Gene Kelly e Stanley Donen, é mais forte que isso tudo. Nenhuma obra artística me alegra mais que esta bomba de entusiasmo e alegria, das atuações perfeitas (Donald O´Connor seu lindo), o roteiro redondo, os diálogos sublimes e as cenas musicais em estado de graça, nada está fora do lugar aqui!


1 Game - Super Mario 64 (Nintendo)



Videogames me acompanham desde pequeno, o primeiro que tive foi um clone de NES chamado micro genius. Mario é e sempre será minha franquia favorita. Mario 64 é provavelmente o jogo que mais joguei na vida e é - sem exageros - o joga da minha vida.

Memórias vem e vão sempre que jogo novamente (e faço isso sempre no meu querido e intacto Nintendo 64), memórias do encantamento inicial absurdo, quando vi - E JOGUEI - pela primeira vez na casa de um primo meu! Meu encantamento com aquilo transbordou de tal forma que este mesmo primo me deu um 64 de presente de Natal naquele mesmo ano, junto com um cartucho de Mario 64.

A tela de entrada, com a frase icônica: "It's me, Mario!" é uma das coisas mais sensacionais da história dos games, aquela cara do Mario que você consegue mexer e mudar e deformar... A trilha sonora BRILHATE de Koji Kondo, que possui um dos meus temas musicais favoritos, Dire Dire Docks... É um jogo profundamente revolucionário e profundamente brilhante... e mais importante, com um coração imenso.


1 Quadrinho - Super-Homem as Quatro Estações ( Jeff Loeb e Tim Sale)



Quadrinhos é provavelmente a coisa mais conectada a infância que tenho, puxa, aprendi a ler com a Turma da Mônica! Aqui a dificuldade foi imensa, poderia ter colocado Ao Coração da Tempestade de Will Eisner, O Mundo é Mágico de Bill Waterson, Watchmen de Allan Moore e dezenas ou centenas de outros. Mas novamente, o critério é emocional e esta HQ foi a primeira que eu reconheci como arte e imagino que nenhuma outra seja mais importante na minha formação como admirador e leitor de quadrinhos.

Nunca me esqueço de quando comprei a primeira edição, Primavera. Eu tinha aula de inglês a tarde na escola (por algum motivo estas aulas eram no período da tarde) e antes passei na banca pra comprar os gibis da semana, levei o de sempre, ou seja, praticamente tudo da DC e Marvel. Achei curiosa a capa desta edição (esta que está aí em cima), o traço diferente e estilizado do Tim Sale, as cores delicadas do Bjarne Hansen, comprei, afinal o Superman sempre foi meu herói favorito.

Mas foi quando cheguei em casa e li que as coisas mudaram, a delicadeza deste roteiro, a condução da história, a formação do herói... esta é a melhor história de formação já escrita pra qualquer herói (e sim, isto inclui Batman Ano Um). Desde então já reli dezenas de vezes, sempre me maravilhando com a qualidade do material (como Loeb era bom! o que terá acontecido com este talento todo?).

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Espero que tenham gostado da ideia e que façam suas próprias listas com coisas que marcaram suas vidas.


quinta-feira, agosto 14, 2014

Próxima Ligação




Sábado de tarde, sem nada a fazer,
Eu finjo que estudo
Mas na verdade assisto TV.
O celular toca e logo vejo que é ela
E nada de enrolação,
pois nos dois sabemos o motivo da ligação.
Banho, perfume, roupa limpa...
Em meia hora estou na casa dela.
Partimos logo para a ação,
é para isso que serve nossa relação:
Beijos, carinhos, roupas no chão...
Corpos, suor, êxtase...
E assim meu sábado a tarde virou noite.
Vou embora por que a noite tem balada e curtição.
Mas sempre espero a próxima ligação.

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Esta semana temos um poema mais descontraído da Daniela Matono. Esperamos que gostem do tema :D.

sexta-feira, agosto 08, 2014

Passado e Futuro




Pensei em você por 10 anos
Em diferentes intensidades
Em diferentes momentos
Pausadamente, lembrando de quando em quando

Pensei em você por 10 anos

Nos conhecemos vazios
Vasos a preencher
Nos conhecemos incompletos
Não nos completamos, não daquela vez
Foi preciso tempo. Tempo foi preciso

O tempo dói, as vezes muito

Mas o tempo cura, é o que dizem
Nosso tempo foi 10 anos, longos
O tempo cura. Mas só se cura o que está doente
O amor que sempre senti não é, nem nunca foi doente
Mas talvez eu fosse, provavelmente eu era

Foram 10 anos de longa recuperação
O tempo doeu. Me transformou
Muita coisa se foi. Um pouco de inocência, um pouco de entusiasmo com a vida, um pouco do sorriso

Pouco a pouco me despi de mim mesmo
Tirei peça a peça minhas roupas e minhas máscaras
Arranquei minha pele, fiquei em carne viva
Deixei nascer tudo de novo, virei um novo ser,
Um novo ser com qualidades novas, defeitos novos. Mas um resquício do antigo.

Uma angústia muito grande permaneceu
Uma angústia que não sabia entender
Foram 10 anos de mudanças
10 anos, mais de um terço da minha vida
10 anos me recriando no que acreditava ser melhor

Foram 10 anos mas a mesma angústia dentro do peito permaneceu
Esta mesma angústia que sinto enquanto escrevo as palavras que agora lê
Uma angústia ininterrupta
Que me turva o olhar de lágrimas
Que me pesa a respiração

Essa angústia que vem de deixar algo importante no passado

Nunca lidei bem com perdas e com separações
Esta angústia me avisava, silenciosamente
Talvez sem eu saber
Talvez eu sabendo e mentindo para mim que não sabia

Esta angústia me avisava do que eu havia deixado para trás
Deixei para trás algo de minha juventude
Deixei para trás alguns sorrisos
Deixei para trás algum ímpeto

Deixei para trás um sentimento

Mas esse sentimento... Eu achei que havia deixado
Mas ele não me deixou

Foram 10 anos de transformações e no final voltei ao ponto de partida
Precisei voltar, era onde havia te deixado.
Não podia concluir a corrida sem você, e levei 10 anos
Foram 10 anos até eu perceber que uma vitória, cruzar a linha de chegada, só tem sentido se for com você.

E o destino, aquele mesmo crápula que me fez te perder,
O destino, como que se desculpando pelos atrasos causados,
Me deixou você de novo, ali,
Depois de 10 anos, pronta para a jornada
Ainda mais bela, ainda mais surpreendente, ainda mais complicada, ainda mais apaixonante, ainda mais pronta

E me fez entender minha angústia
Minha angústia que nunca foi de estar só
Pois poderia estar no meio de uma multidão que ela permaneceria
Minha angústia que era estar longe um pouquinho que fosse de você.

O destino, ou talvez meus 10 anos que o tempo me deu, ou talvez alguma outra coisa secreta que nunca saberei, o que seja, me deu forças, a mim tão fraco, me deu forças para poder te conquistar outra vez.

E me manteve a angústia, para que eu saiba, para que não me dê ao luxo de esquecer mais uma vez,
Me manteve essa angústia de estar longe de você.

São distâncias diferentes, eu sei.
O que antes era uma distância verdadeira
Hoje é apenas espacial,
Mas tente explicar para o meu peito,
Esse velho peito,
A diferença entre as duas
Meu cérebro sabe. Meu peito não.

Eu sou um sujeito estranho mesmo
Sempre fui alguém de exceção.

Por muitos anos, quase a vida toda,
Me orgulhei de seguir caminhos,
Pensamentos
Idéias
Destinos
Diferentes dos demais

Sou um sujeito de excessão
Um sujeito fechado
Capaz de amar apenas duas vezes na vida, e as duas vezes a mesma mulher.

Minha angústia provavelmente só sumirá quando você puder estar, neste momento, as 3 da manhã, do meu lado, dormindo, tranquila
Todos os dias. Pro resto da vida.

Você quer passar o resto da vida comigo?




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Escrevi este texto tomado por saudades para minha querida Daniela. Espero que gostem, já que ele me tomou um certo tempo e muito choro.


quinta-feira, julho 24, 2014

Dúvida




De  pés descalço, sujos de tanto andar, 
passo na frente da janela e paro pra pensar:
“Quem és tu? Que me abala, me desconcentra...
Estava o tempo todo no meu lado,
Mas agora eu te vejo
Te vejo como homem
Te vejo e te quero
Então quem és tu? Que desejo e sonho.’’
Vejo a paisagem na janela,
A mesma, como sempre
Assim como você. 
É, meu amigo virou paixão,
Mas será que ele tem essa mesma visão?

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Depois de um pequeno hiato de férias, o Han volta com tudo com um poema da Daniela Matono. Esperamos que gostem!

sexta-feira, junho 27, 2014

Seleção da 1ª fase da Copa do Mundo de 2014




Continuando nossa epopeia pela Copa do Mundo aqui no Brasil, e aproveitando que não tivemos jogos hoje e que amanhã começam as 8ªs de final, eu e um convidado muito especial, o querido Zé Percego, fizemos nossas escolhas para a seleção da 1ª fase da competição.

Como assim não estou na lista? Nhoc!

Comecemos com os selecionados do Zé.


goleiro: Guillermo Ochoa (México)
menção honrosa: Keylor Navas (Costa Rica)

Tanto Ochoa quanto Navas foram muito bem em todos os jogos da primeira fase, demonstrando segurança e aparecendo quando suas equipes precisaram. O desempate a favor do mexicano foi a atuação monstruosa que teve contra o Brasil.

lateral-direito: Fabian Johnson (Estados Unidos)
menção honrosa: Vasilis Torosidis (Grécia)

Numa posição de certa forma carente, Johnson foi quem melhor manteve o nível das atuações nos três jogos. Contra Gana oscilou um pouco na defesa, mas foi bem no apoio. Na segunda rodada, contra Portugal, foi o melhor em campo. E contra a Alemanha voltou a fazer bom jogo, sendo até mais seguro na defesa. O grego Torosidis, por sua vez, teve uma bela atuação no jogo da classificação grega contra a Costa do Marfim, e foi consistente nos dois primeiros.

zagueiro: Matts Hummels (Alemanha)
menção honrosa: Thiago Silva (Brasil)

O ótimo zagueiro do Borussia Dortmund foi muito bem, com atuações seguras nas três rodadas. Desarmou muito e ainda apareceu no ataque para deixar o seu na goleada da Alemanha sobre Portugal - a mais destacada de suas atuações. Já o brasileiro foi o melhor jogador da seleção na segunda rodada, contra o México, e voltou a ter atuação segura na terceira. Mas, talvez por nervosismo, oscilou um pouco diante da Croácia na estreia.

zagueiro: David Luiz (Brasil)
menção honrosa: José María Giménez (Uruguai)

Thiago Silva, em teoria, é mais zagueiro... Mas David Luiz vem se destacando mais porque, além de também ser muito bom tecnicamente, tem jogado com raça e disposição de sobra. Foi seguro e firme em todos os jogos, apesar de vez ou outra pecar no posicionamento (como no gol de Camarões). Nesse mesmo jogo, no entanto, compensou o erro defensivo com uma assistência para Fred. Já o jovem uruguaio entrou numa fogueira com a lesão do capitão Lugano, mas foi muito bem em dois jogos difíceis contra Inglaterra e Itália. Godín até se destacou mais no jogo da classificação charrúa, muito pelo gol heroico, mas Giménez foi irrepreensível defensivamente nas duas partidas em que atuou.

lateral-esquerdo: Daley Blind (Holanda)
menção honrosa: Ricardo Rodríguez (Suíça)

Blind é daqueles jogadores que vão mudar de patamar depois da Copa, não deve demorar para aparecer em algum gigante do futebol europeu. Apoia com qualidade, tem bom passe e ainda é muito seguro defensivamente, podendo jogar até como zagueiro. Destacou-se demais na primeira rodada com uma atuação impecável diante da Espanha, mas também foi bem nas duas seguintes. Contra o Chile, foi o principal responsável pela marcação do ótimo Alexis Sánchez e deu conta do recado. Já sobre Ricardo Rodríguez dá para dizer quase as mesmas coisas: outro bom lateral que consegue ser competente na defesa e no apoio. Só perde a vaga para Blind por ter feito parte de uma defesa que foi massacrada pela França na segunda rodada - embora tenha sido o jogador que menos comprometeu na retaguarda suíça.

meio-campista: Charles Aránguiz (Chile)
menção honrosa: Javier Mascherano (Argentina)

Arturo Vidal é o grande nome da meiúca chilena, mas em campo quem vem se destacando mais é Aránguiz. O volante do Internacional se movimenta muito, ajuda na proteção e ainda chega à frente com qualidade. Foi muito bem nos dois primeiros jogos, sendo premiado com um gol diante da Espanha, e mesmo na derrota diante da Holanda foi dos que mais buscaram o jogo. Já Mascherano não apareceu em nenhuma das seleções que fiz a cada rodada, porque sempre teve alguém que se destacou mais, mas vem fazendo uma bela Copa. O 'Jefecito' fez ótima partida contra a Bósnia, protegendo a defesa com a qualidade costumeira e ainda contribuindo bem para a saída de bola. Contra o Irã caiu um pouco, como toda a equipe, mas ainda assim foi consistente. E voltou a jogar bem diante da Nigéria. Merece a menção honrosa.

meio-campista: Matthieu Valbuena (França)
menção honrosa: Yacine Brahimi (Argélia)

O baixinho Valbuena é incansável no meio-campo francês. Sua movimentação é fundamental para criação de jogadas dos Bleus, abrindo espaços e projetando-se à frente. Foi muito bem na estreia contra Honduras e um dos melhores em campo (talvez só atrás de Benzema) na goleada contra a Suíça. Mesmo poupado na última rodada, não perde seu lugar nessa seleção. Já Brahimi é uma das surpresas da Argélia. Ele foi um dos que entraram no time na segunda rodada, quando o técnico resolveu mudar metade da escalação para revolucionar o jogo da equipe, e acabou sendo um de seus maiores acertos. Brahimi é quem dita o jogo das Raposas do deserto, fazendo ótima parceria com Feghouli. Foi muito bem na vitória sobre a Coreia do Sul - quando só foi ofuscado pelo colega Slimani, o melhor em campo no ataque, mas ainda assim também deixou seu gol - e voltou a fazer excelente partida no jogo da classificação diante da Rússia.

meio-campista: James Rodríguez (Colômbia)
menção honrosa: Juan Cuadrado (Colômbia)

A Colômbia é uma das melhores seleções da Copa, e muito disso se deve a essa dupla. James e Cuadrado têm sido impecáveis, criando alternativas, fazendo o jogo acontecer, dá até pena imaginar o estrago que Falcao García faria sendo municiado por eles... Entre os dois, no entanto, o meia do Monaco se destaca mais por ser mais decisivo, fazendo gols e chegando mais à frente, como um típico camisa 10 das antigas. É um dos melhores jogadores da Copa até aqui.

atacante: Arjen Robben (Holanda)
menção honrosa: Lionel Messi (Argentina)

Não há muito o que dizer sobre o desempenho de Robben nessa Copa... Um perigo constante para todas as defesas que enfrentaram a Holanda, seja puxando contra-ataques letais ou ajudando na criação de jogadas pelas pontas. Foi bem demais nos três jogos, com destaque para o massacre diante da Espanha. Outro que briga pelo título de melhor jogador da primeira fase. Já Messi fez sua melhor partida apenas no terceiro jogo, mas foi decisivo para todas as vitórias da Argentina até aqui e é um dos artilheiros da competição.

atacante: Karim Benzema (França)
menção honrosa: Robin van Persie (Holanda)

Dos oito gols da França na primeira fase, sete (sete!) tiveram participação direta ou indireta de Benzema. O atacante do Real Madrid é o melhor jogador de um dos melhores times da Copa até aqui. Decisivo seja na hora de definir ou movimentando-se para servir os companheiros, fez duas partidaças nas duas primeiras rodadas e, mesmo mais discreto, ainda buscou muito o jogo na terceira. Já van Persie fez um jogo memorável na estreia, onde guardou o gol mais bonito da primeira fase da Copa, e voltou a ser importante diante da Austrália. Cumpriu suspensão na última rodada, mas ainda assim merece a lembrança.

atacante: Thomas Müller (Alemanha)
menção honrosa: Neymar (Brasil)

Thomas Müller é um jogador que todo torcedor gostaria de ter no time: técnico, raçudo, veloz e um artilheiro nato. Principal jogador da goleada sobre Portugal, oscilou um pouco diante de Gana mas foi novamente decisivo na última rodada. E Neymar é o cara de quem o Brasil depende pra tentar ser campeão em casa. O jogo ofensivo da seleção passa obrigatoriamente por ele. Foi voluntarioso na estreia, embora a ajuda do juiz tenha sido decisiva para a vitória de sua equipe, caiu um pouco na segunda rodada e fez sua melhor partida na terceira.


técnico: Vahid Halilhodzic (Argélia)

Montou uma equipe que fez bom jogo diante da Bélgica na estreia, vendendo caro a derrota. E depois conseguiu reconstruir o time, mudando meia escalação e fazendo as Raposas do deserto jogarem ainda melhor. Foi premiado com a classificação inédita e merecidíssima dos argelinos para as oitavas-de-final.


Agora a minha lista.

no 4-3-3

Goleiro: Ochoa (México)

Destaque absoluto no empate com o Brasil na segunda rodada, Ochoa vem fazendo uma senhora Copa. Uma muralha em uma defesa que vem jogando surpreendentemente bem (Rafa Marquez é outro destaque). Temos alguns excelentes goleiros nesta Copa e poucas falhas gritantes, o que aumenta ainda mais o mérito do goleiro mexicano.

Menção Desonrosa: Casillas (Espanha)

Provavelmente o melhor goleiro em 2010, decididamente o pior em 2014. Que fase da fúria! Só ele cometeu mais da metade dos erros ridículos de goleiros nesta primeira fase!

Lateral Direito: Johnson (EUA)

Como o Zé disse acima, uma posição frágil no futebol mundial, Johnson faz uma Copa muito firme, com atuações seguras nas três partidas e bastante destaque contra Portugal. Fica com a vaga (saudades do Lahm como lateral...)

Menção Desonrosa: Daniel Alves (Brasil)

Popularmente conhecido como "Avenida Alves", faz uma Copa patética. Nunca foi grande defensor, mas antigamente compensava com muita qualidade no ataque. PASSADO. Agora sobe que nem um imbecil para o ataque, deixando um latifúndio improdutivo atrás dele (e quero ser mico de circo se o Chile não fizer pelo menos um gol jogando por ali) e não faz nada. Não consegue passar a bola, não consegue dar um cruzamento certo... não chuta a gol... 

Zagueiros: Duarte (Costa Rica)  e Godin (Uruguai)

Duarte é o melhor zagueiro de uma impressionante Costa Rica. A história da Copa até aqui, uma seleção sem tradição, teoricamente sem grandes qualidades, que passeou sobre 3 campeões do mundo. Muito desse mérito cai sobre os ombros desse excelente zagueiro (e me dói a alma deixar o ótimo atacante Campbell de fora da lista).

Escolhi Godin ao invés de Giménez aqui, por conta do gol da classificação contra a Itália. Acho que ambos vem fazendo grande Copa e mereciam a escolha, ser decisivo no ataque fez a balança pender para o lado do Godin.

Menção Desonrosa

Lateral Esquerdo: Blind (Holanda)

Muito importante no mortal contra ataque da melhor seleção da Copa até agora. Ah, e volta pra marcar, não deixa grandes espaços nas costas... é o extremo oposto dos laterais brasileiros nesta Copa...

Menção Desonrosa: Marcelo (Brasil)

Gol contra: confere. Parece um bonecão de Olinda no ataque: confere. Deixa um loteamento do Minha Casa, Minha Vida nas costas: confere. NÃO ACERTA UM MALDITO CRUZAMENTO QUE SEJA, NEM PRA SALVAR A VIDA DA MÃE: confere. Sem mais meritíssimo!


Meio Campo: Aránguiz (Chile), Matuidi (França) e James Rodriguez (Colômbia)

Faz o papel do volante moderno com perfeição. Chega a frente, começando as jogadas, com muita qualidade e preenche direitinho os espaços defensivos. Um dos grandes responsáveis por esse timaço que o Chile trouxe ao Brasil. Quem não se lembra do promissor bumba-meu-boi dos chilenos em 2010. Era um excelente time ofensivo, patético defensivamente. Esse Chile de hoje é muito mais sólido e Aránguiz é um dos responsáveis!

Talvez o mais constante dos jogadores deste excelente e ofensivo time francês, Matuidi chega muito forte na frente e é incansável. Valbuena poderia estar aqui também, mas tive que escolher um dos dois, que são (junto com Benzema) os melhores jogadores da França nesta Copa.

James Rodriguez é a surpresa da Copa. Ele é tão bom e vem jogando tão bem que a Colômbia mal sentiu a falta de Falcao Garcia (imagina como esse time estaria jogando! talvez fosse um dos favoritos ao título caso Garcia tivesse condições de jogo). Rodriguez é o melhor meio campista da primeira fase da Copa, muito decisivo, distribui o jogo, decide com gols, dá show. A Colômbia apresentou um dos melhores times da primeira fase e o meio campo é o principal setor da equipe.

Menção Desonrosa: Paulinho (Brasil)

Essa é a menção desonrosa que mais me dói o coração. Como corintiano eu venero Paulinho. Ele foi o melhor jogador da melhor fase recente do Timão (aposto que o Zé, também corintiano, tem o mesmo sentimento). Todo mundo sabe que o Paulinho é um grande jogador, pindarolas, ele foi o melhor jogador da última Copa das Confederações! O time é outro quando ele joga no seu máximo. mas ele está jogando muito, muito, MUITO MAL. Parece um zumbi de Romero no meio campo, não corre, não marca, não passa, não chega a frente... tenho sérias dúvidas se ele não foi picado por uma mosca tsé-tsé.

Ataque: Robben (Holanda), Neymar (Brasil) e Tomas Muller (Alemanha)

Vamos colocar as dúvidas de lado, Robben é o craque da Copa até aqui. Ahhh, mas ele só dribla pro mesmo lado. Isso foi um problema, algum dia, hoje não é mais. Ele só dribla pra esquerda, mas ninguém pega. Lembra o Garrincha, GUARDADAS AS DEVIDAS PROPORÇÕES PELO AMOR DE TUDO QUE É SAGRADO. O cara detonou a Espanha e foi muito constante durante as 3 partidas. A Holanda é a segunda seleção com menos posse de bola na Copa toda, ou seja, joga no contra-ataque. Robben é a descrição do atacante perfeito para esse esquema de jogo. Monstro!

Não gosto de Neymar. Ele faz a ação de gostar dele, muito difícil pra qualquer um que não seja santista ou tenha menos de 16 anos. Sempre se jogou, cavou faltas, catimbou, reclamou e foi protegidinho dos juízes no Brasil. Não gosto MESMO de Neymar... ou melhor, não gostava. Calei minha boca totalmente nesta Copa. Ele lidou com a pressão de ter 22 anos, de ser o grande astro do Brasil, de jogar em casa, de participar de um time totalmente previsível e pouco talentoso, como um verdadeiro craque. Ele riu na cara da pressão, e isso me faz respeitá-lo imensamente. Decisivo, um dos artilheiros da Copa, o cara finalmente amadureceu de verdade como jogador.

Muller tem 24 anos, está na sua segunda Copa do Mundo, tem 9 jogos em Copas e 9 gols. Isso não é incrível, isso é assustador. Ele é um tipo bem específico de jogador, o tipo de jogador que brilha em Copas do mundo, o cara que gosta da pressão, gosta do jogo grande. Ele até jogou bem nesses 4 anos entre a África do Sul e o Brasil, mas nada que lembrasse a revelação e o artilheiro da Copa de 2010. Foi só pisar em campo contra Portugal e o espírito do Fritz Walter baixou nele. Ele é um daqueles jogadores que ri da cara da Copa do Mundo, um Obdúlio Varela da vida. Desculpem, realmente gosto do Muller!

Menção Desonrosa: Fred (Brasil)

O tanto que o Brasil está jogando mal é mais uma prova da ótima Copa do Neymar. Fred é o pior de todos. Ele fez um gol em Camarões, mas quem não fez? Pior time da Copa. E a bola praticamente bateu nele e entrou... bom, uma imagem descreve melhor o que é o Fred:


Pra uma seleção que já teve Romário, Careca, Ronaldo, Vavá, Jairzinho... ir em duas Copas seguidas, uma com Luis Fabiano e outra com Fred é a prova de que algo muito errado está acontecendo em nossas categorias de base!


técnico: Jorge Luiz Pinto (Costa Rica)

A Costa Rica é surpreendente, já disse isso, e acho que os méritos devem ficar em grande parte com este excelente treinador colombiano! Essa seleção já é uma página na história das Copas e uma das mais bonitas já escritas.

Menção Desonrosa: Fabio Capello (Rússia)

Que Capello é defensivo em excesso, todo mundo já sabe. Mas esse time da Rússia é melhor do que parece. O grupo H é a vergonha da Copa do Mundo, muiiiiiiito fraco, era obrigação de Capello levar os russos para as oitavas. Na minha opinião o time foi montado errado e a culpa toda pode ir nas costas do técnico.

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Prometo que logo voltamos a programação normal do blog, mas a Copa domina todas as atenções, inclusive as nossas, então não vamos nadar contra a maré.



sexta-feira, junho 20, 2014

Os 10 maiores gols das Copas do Mundo




Fugindo um pouco do convencional do Han, hoje farei uma postagem em homenagem à Copa do Mundo. Escolhi meus 10 gols favoritos e comentarei um a um, vejamos se concordam comigo (tem muito componente emocional aqui hein1!).

10 - Ronaldo - Brasil 1 x 0 Turquia (semifinal da Copa de 2002)

Aparentemente um gol inofensivo, mostra o auge do futebol do Ronaldo, ele nunca foi tão decisivo e matador quanto em 2002, e esse é seu gol mais romarionesco, isso diz tudo da qualidade de um atacante!

perdoem a qualidade de merda da imagem :(

09 - Al Owairan - Arábia Saudita 1 x 0 Bélgica (1ª fase da Copa de 1994)

A Arábia Saudita passou em 1º em um grupo com Holanda e Bélgica, realmente inesperado, mas mais inesperado foi esse golaço incrível do Al Owairan, driblando vários adversários e levando a bola do seu campo até o gol!




08 - Ronaldinho Gaúcho - Brasil 2 a 1 Inglaterra (quartas-de-final da Copa de 2002)

Ronaldinho Gaúcho foi duas vezes melhor do mundo mas seu futebol nunca realmente me agradou, sempre achei que ele privilegiava a si próprio e não ao time. No final sua melhor Copa foi a de 2002, quando ainda era coadjuvante de Ronaldo e Rivaldo. O melhor jogo que ele fez com a camisa da seleção foi esse 2 a 1 contra a Inglaterra, quando deu uma assistência, fez o golaço abaixo (o mais bonito de falta da história da competição) e foi expulso no segundo tempo! JOGÃO!



07 - Joe Cole - Inglaterra 2 x 2 Suécia (1ª fase da Copa de 2006)

Joe Cole, assim como a seleção da Inglaterra nunca foi grande coisa, bom jogador e só. Mas esse gol foi o mais bonito da Copa de 2006 e um dos mais bonitos em qualquer Copa. Existem vários golaços de fora da área que poderiam ocupar essa vaga, o de Josimar em 86, o de Hagi em 94, mas esse é leva vantagem pela matada no peito! Pintura!




06 - Roberto Baggio - Itália 2 x 1 Inglaterra (disputa de 3º lugar da Copa de 1990)

Baggio foi um dos grandes jogadores da história, apesar de ter ficado marcado por ter perdido aquele pênalti... em 90 a Itália era a anfitriã e não conseguiu vencer a Copa, ficou em 3º lugar graças a esta pintura! Driblou todo mundo e mandou pra rede!



05 - Romário - Brasil 1 x 0 Suécia (semifinal da Copa de 1994)

A Suécia é o país que mais aparece tomando gol nesta lista... curioso isso, mas é um país que sempre fez boas campanhas mais caiu pra futuros campeões. Em 94 empataram com o Brasil na 1ª fase e fizeram jogo muito duro na semi. O profeta salvador de todos nós, Romário, precisou subir nas alturas e fazer o maior gol de cabeça da história das Copas (o de Pelé na final de 70 poderia estar aqui também, assim como o do Van Persie na goleada da Holanda contra a Espanha em 2014... ou seja, nesta Copa que está rolando agora). Curtam o último gol em Copas do melhor centro-avante da história do esporte bretão!

O gol está no final, depois de um show de gols perdidos :)


04 - Dennis Bergkamp - Holanda 2 x 1 Argentina (quartas-de-final da Copa de 1998)

Nossa, como eu amo esse gol! É a perfeição encarnada! Lançamento muito longo, ajeitada e tirada genial do genial Bergkamp, chute lindíssimo, gol decisivo, em cima da Argentina! WOW! Esse é para essa molecada leite com pera aprender um pouco sobre esse atacante sublime! Vão atrás dos lances dele, ele era uma máquina de golaços!



03 - Pelé - Brasil 5 x 2 Suécia (Final da Copa de 1958)

Que Pelé é o maior de todos os futebolistas, só os imbecis contestam (contestou isso é porque joga LOL e COD e fala Huehuehue). Mas esse jogo é parte integrante, senão a parte mais importante, da construção da lenda que ele é. 17 anos, final de uma Copa do Mundo, na Suécia, contra a Suécia (que tinha um excelente time), Brasil ainda assombrado pelos fantasmas de 50. Pelé marcou 3 vezes, uma delas essa PINTURA. Chapéu no zaqueiro, mandou pro gol sem deixar cair no chão! P#T!@OP@#IU!



02 - Maradona - Argentina 2 x 1 Inglaterra (quartas-de-final da Copa de 1986)

Dieguito foi Genial, como foi! Mas não, não foi maior que Pelé, nem chegou perto. Mas na minha lista ele ganha no gol, mas só nisso! Mas esse gol... drilblou o time inteiro da Inglaterra.. um gol que fica em primeiro em quase todas as listas de gols em copas! Aqui fica em segundo, lugar de honra de Maradona!

É o segundo gol, o primeiro é "la mano de diós"


01 - Carlos Alberto Torres - Brasil 4 x 1 Itália (Final da Copa de 1970)



Esse é o maior gol das Copas, uma obra de arte coletiva do maior time que o esporte já viu! A bola passa no pé de todos os jogadores brasileiros, com toques de classe, coisa linda de deus, até chegar nos pés do Rei, que antevê a chegada do Capita e toca no escuro pro tirambaço! QUE COISA LINDA! ISSO É TIC TACA ESPANHA, ISSO É TOQUE DE BOLA, APRENDE SEUS MALDITOS... ufa, me descontrolei!

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Semana que vem voltamos a programação normal!


terça-feira, junho 10, 2014

O Casamento do Meu Melhor Amigo





The moment I wake up / Before I put on my makeup / I say a little pray for you” e foi essa música que escolheram no casamento, não ela, mas sim ele que escolheu. Quando Diego conheceu Alice os dois estavam solteiros, supostamente tinham um enfoque maior: vestibular. Porém, o destino fez com que ele se apaixonasse por ela e a conquistasse. Um pouquinho de enrolação que não vem ao caso, mas os dois namoraram. Ela passou na faculdade em outra cidade e ele foi fazer cursinho (vamos dizer que faltou um pouco – ok, bastante - estudos para ele). E como diz o ditado: ‘’o que o amor constrói, a UNESP destrói ’’. Cada um seguiu seu rumo, porém mantiveram a amizade. Podemos dizer que na época do vestibular eles já eram melhores amigos e essa relação se manteve, agora com um pouco de distância, pois cada um morava em uma cidade e dificilmente se viam pessoalmente, além do mais essa história se passa há alguns anos, e não era comum a internet como agora. 

E o tempo foi passando e muitas histórias aconteceram para ambos. No presente momento Diego namorava Roberta e Alice estava solteira (solteira, mas não sozinha!). Nas férias, os amigos resolveram fazer panquecada na casa do Diego e chamaram vários amigos. Após as deliciosas panquecas (frango com palmito, carne moída, goiabada com queijo, brigadeiro e doce de leite) resolveram ver um filme... E escolheram bem o filme “O casamento do meu melhor amigo’’! Quando veio a cena da musica, Diego e Alice não agüentaram e começaram a cantar alto, estragando a bela cena do filme, pois nenhum sabia cantar bem, mas devo confessar que foi algo tão ridículo que todos gostaram, no final todos ajudaram a cantar. 

Mais cinco anos se passaram e lá estava Diego: terno e gravada. Era o dia do casamento do melhor amigo da Alice.  Como já revelei no começo dessa história a música que sua noiva entrou foi a música "I say a little prayer for you". Lá estava Alice segurando o choro, pois não apenas o casamento do seu melhor amigo e sim o casamento do seu melhor amigo com ela!


A cena do Filme "O Casamento do Meu Melhor Amigo" 
onde eles cantam "I say a little prayer for you".

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Esse é o nosso texto especial de dia dos namorados, a Daniela me mandou ele de surpresa (seria outro texto dela que entraria hoje) e eu me emocionei bastante (digamos que o texto trata, de maneira modificada, da nossa própria história). Espero que se emocionem e adorem também!

terça-feira, maio 27, 2014

Top 10 - Jogos de Plataforma 2D (que não são Mario)





Uns tempos atrás escrevi uma lista recomendando 5 JRPGs de fácil acesso para o pessoal correr atrás e jogar. Hoje falarei de 10 jogos de plataforma, meu outro gênero favorito! Tive que fazer algumas adaptações na lista. Como acredito que plataformas 2D e 3D são diferentes como o dia e a noite, focarei só nas 2D. E como não quero lotar a lista com Marios, sem eles na lista, depois ganham uma só para eles. Novamente, o critério (além de qualidade) é fácil acesso, seja por emulador ou compra a preços módicos. Vamos lá!

PS: Ah, mais uma coisa nenhum Metroidvania, eles ganharão sua própria lista!

10- Tiny Toon Adventures (Mega Drive)



Comecemos com uma entrada bem emocional na lista. Joguei esse jogo até cansar no meu Mega Drive e jogo até hoje em emulador e ele continua execelente! Excelente e variado level desing, personagens carismáticos, dificuldade moderada mas não fácil demais.


9- Kirby: Nightmare in Dream Land (GBA)



Existem dezenas de jogos de Kirby, literalmente. A maioria é muito boa, mas para esta lista eu escolhi a memória afetiva. Nightmare in Dream Land foi o primeiro jogo da bolota rosa que eu joguei com afinco e terminei. Mesmo esquema dos outros, o Kirby engole os inimigos e os usa como projétil ou absorve seus poderes (e existem pra mais de 10 poderes diferentes) e tem a habilidade de flutuar lentamente até o chão. A curva de dificuldade é ótima, começa mamão com açúcar e termina sangue nos olhos! O último chefão é uma ignorância de difícil!


8- Alex Kidd in Miracle World (Master Sistem)



Alex Kidd foi por um bom tempo o mascote da Sega e tudo por conta desse jogo (é o único bom da série). Dificuldade elevada, jogabilidade boa e bem diferente do habitual, chefões derrotados no bom e velho jokempô! Clássico dos clássicos! É o único representante dos oito bits na lista, então joguem pessoas!


7- QuackShot (Mega Drive)



A Disney licenciou seus personagens e filmes na década de 90 para a Capcom (que produzia os títulos para o Super Nintendo) e para a Sega (que fazia para Mega Drive) e vários excelentes jogos surgiram nessa época, dos dois lados da grande guerra dos consoles. Deles todos o meu favorito é QuackShot, jogo com o Pato Donald vestido de Indiana Jones caçando tesouros pelo mundo!

Donald possui uma arma que atira desentupidores de pia que se fixam na parede por tempo limitado e lhe dão acesso a áreas mais altas. Conforme o progresso do jogo upgrades são feitos na arma e o tempo de fixação dos desentupidores aumenta, possibilitando o acesso a lugares antes inacessíveis das fases, tornando essencial se revisitar os cenários algumas vezes para prosseguir no jogo. Obra-prima!


6- Super Castlevania IV (Super. Nintendo)



O melhor dos Castlevanias que eram plataforma-plataforma, antes da série adotar o esquema de Metroid (que como já disse acima, ganhará sua própria lista algum dia). Castlevania e Castlevania 3 são excelentes, mas o IV é um remake do primeiro, com gráficos melhores, jogabilidade melhorada e dificuldade mais balanceada... Quer dizer, continua de arrancar os cabelos da cabeça, mas pelo menos agora dá pra terminar honestamente... Sério, evitem o 3 se tiverem alguma pretensão de ser felizes na vida...


5- Kid Chameleon (Mega Drive)



Um dos meus jogos favoritos de todos os tempos, acho que o cartucho que mais aluguei na vida, Kid Chameleon é um jogo ao mesmo tempo memorável e super dificil, tanto dentro das fases, quanto na quantidade absurda delas (tudo acentuado pelo fato de não haver save e nem password). É o jogo com o maior número de power ups que me lembro e possui uma variedade incrível de tipos de fase, sempre sendo necessário se utilizar o power up certo para poder passar de fase (e maioria das fases te, duas ou tres passagens diferentes, que levam a novas fases). Digo sem medo que este é o jogo mais subestimado da história dos videogames, um jogaço por todos os critérios (a trilha sonora é o ponto fraco, sendo apenas mediana) que não recebe o reconhecimento merecido!


4- Strider (Mega Drive)



Caramba, como tinham plataformas boas pro Mega Drive! Strider está no topo de muita lista de melhores jogos do console por aí! Uma plataforma alucinante, difícil, desfiadora e muito muiiiito boa! Provindo do arcade, esse port para o Mega Drive é um dos melhores já feitos. É um jogo maravilhoso, um dos meus favoritos pessoais, mas é mais difícil que a média dessa lista, portanto, joguem por conta e risco!


3- Megaman X (Super Nintendo)



Já começo dizendo que este não é o meu Megaman favorito! Sim, gosto mais do Megaman 2 de NES. Mas Megaman X vem logo colado, possui mais possibilidades de gameplay e não é idiota de difícil (Megaman 2 vai causar úlceras em vocês, acreditem).

Série paralela à principal (e que com o tempo ficou mais popular) em X temos um novo herói (o X, dããã), um novo vilão (Sigma) e upgrades a mais, além dos que conseguimos vencendo os Robot Masters (que aqui são muito criativos e do nível dos melhores da série principal). Grande desing de fases, jogabilidade perfeita (com a possibilidade de se carregar o tiro do Mega Buster e de dar um slide que ajuda absurdamente nas fases), história razoavelmente mais interessante que a da série principal e uma trilha sonora devastadora fazem de Megaman X um jogo essencial!


2- Donkey Kong Country (Super Nintendo)



Ai ai, sempre tenho a dúvida de qual dos DKs escolher, mas no final, meu coração bate mais forte pelo original. Dificuldade alucinante, ainda que muito justa, desing de fase surreal de tão bom, personagens cativantes e que se completam em uma jogabilidade perfeita e revolucionária (quando antes uma dupla de personagens havia se completado tão bem? E depois?), talvez a melhor trilha sonora jamais imaginada na mente dos homens... Caramba, o que dizer desse clássico de Super Nintendo? É o melhor jogo de plataforma do SNES e isso não quer dizer pouca coisa! Vá jogar AGORA e sentir saudade do tempo em que a RARE era da Nintendo e não produzia lixos pra Kinect!


1- Sonic - The Hedgehog 2 (Mega Drive)



E por fim, o nosso ouriço favorita, quando ele ainda era realmente relevante. Os cinco jogos da franquia da geração Mega Drive são obras primas da plataforma (a saber, Sonic 1, 2, 3 e Knuckles e Sonic CD) mas o melhor é o 2!

Ele possui tudo que torna o ouriço azulão um clássico dos clássicos! Trilha Sonora delirantemente bonita, level desing maravilhoso (com as melhores fases de toda a saga), jogabilidade na medida e curva de dificuldade perfeita (o chefão final dá calafrios ate hoje, maldito robô gigante). Procurem agora essa obra-prima, a melhor plataforma 2D já feita por alguém que não é o Shigeru Miyamoto!

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Fazia um bom tempo que eu não colocava uma lista aqui no Han, espero que gostem da mudança temática (logo voltam os textos literários). Ah, agradecimentos ao querido Victor Caparica, do Cego em Tiroteio, que me ajudou a escolher os jogos para essa postagem.