quarta-feira, outubro 25, 2017

Caminhos e encruzilhadas



Cruzei suas ruas
Suas avenidas
Seus viadutos
Todas as esquinas

Pulei precipícios
Dancei ao luar
Mesmo sem nunca
Ter aprendido a dançar

Me ajoelhei perdido
Desabei sem pensar
Que caindo perdia
A cor do luar

Percorri as estradas
Que trazes em seu seio
Com a ponta da língua
Senti seu tempero

Andei por aí
Por muito tempo
Os caminhos que percorri
Cantei num lamento.

Nos encontramos
Numa encruzilhada
Cantei minha canção
A beira da estrada

Você se foi
Você sempre se vai
Eu acelerei
Sem olhar pra trás

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Achei este pequeno poema salvo numa nota de Evernote, escrevi hoje as duas últimas estrofes, por achá-lo um tanto inconcluso...

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